Aldeia Nossa Senhora dos Anjos. A resistência do guarani-missioneiro ao processo de dominação do sistema luso (1762-1798)

Aldeia Nossa Senhora dos Anjos. A resistência do guarani-missioneiro ao processo de dominação do sistema luso (1762-1798)
Autor: Protásio P. Langer
Formato: Brochura
Disponibilidade: Em Estoque
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Preço: R$ 25,00
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A proposta da presente obra é elucidar um momento histórico caracterizado por uma situação de confronto entre o guarani-missioneiro, enquanto grupo portador de uma identidade étnica, com os mecanismos de dominação do sistema colonial luso. Referimo-nos aos atritos entre as famílias de índios missioneiros, trazidas dos Sete Povos da Banda Oriental, após a guerra guaranítica, e assentadas, na Aldeia Nossa Senhora dos Anjos (localizada nas imediações da atual cidade de Gravataí – RS) com o modelo de aldeamento imposto no referido povoado. Este modelo visava a assimilação dessas famílias pela sociedade colonial, facilitando, dessa forma, sua inserção ao colonialismo luso. O enfoque é o de identificação e análise dos mecanismos de dominação cultural, os quais visavam instaurar um processo de aculturação capaz de inserir o guarani-missioneiro aos intentos de reestruturação política, social e econômica que no Reino luso, encontrava-se em franco desenvolvimento.

O estudo está centrado no período que vai de 1762 ano em que se iniciou a transferência das famílias missioneiras, alojadas em Rio Pardo para a Aldeia dos Anjos, a 1798, data em que foi abolido o Diretório, documento da regulamentação do modelo de aldeamento indígena a ser implantado em todo território colonial brasileiro. Num primeiro momento foi contextualizada a inserção do guarani no mundo colonial espanhol, através da redução, destacando a função e o caráter da mesma. Foi analisado como ocorreu à articulação entre as principais instâncias da vida cultural do guarani tribal, isto é, suas relações econômicas com as sócio-políticas e a vivência religiosa. E também foi tratado este guarani para o interior da redução, atentando para as manutenções, bem como substituições e ou transformações que o processo reducional exerceu sobre seu “modo de ser”. Este conjunto de reflexões permitiu traçar as características básicas da nova identidade forjada pelo contato da cultura guarani com a euro-cristã.

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