Colonialismo e Missões Jesuíticas

Colonialismo e Missões Jesuíticas
Autor: Moacyr Flores
Formato: Brochura
Disponibilidade: Em Estoque
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Preço: R$ 25,00
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Nesta obra estão reunidos conferências e artigos divulgados em simpósios e revistas, em locais e épocas diferentes. Alguns artigos foram adaptados e outros elaborados para dar organicidade à sequência. Foi examinada a história das missões jesuíticas como parte integrante do sistema espanhol, que utilizou os missionários para amansar os índios segundo a filosofia de conquista, realizada em nome de Deus e de Sua Majestade. Alguns historiadores, esquecendo às relações entre o Estado e Igreja no século XVII, caracterizaram as missões do Paraguai como uma república teocrática-comunista.

Uns quantos consideraram as reduções como um Império Teocrático dos jesuítas no coração da América do Sul, tendo como objetivo preparar uma base territorial e exércitos para defender o papa na distante península itálica. Durante a moda do anti-clericalismo que grassou no século passado, surgiram várias obras sobre as intenções imperialistas dos inacianos. O ciclo das bandeiras no Guairá e no Tape insere-se no período de União das coroas ibéricas, quando os paulistas exploraram as rotas comerciais entre Assunção e São Paulo de Piratininga, em busca de peças para os engenhos do litoral da Bahia e Pernambuco, carentes de mão de obra escrava porque Angola estava em poder dos holandeses.

Destruídas as missões, situadas entre os rios Uruguai e Taquari, surgiu a Vacaria do Mar, onde o gado encontrando condições favoráveis desenvolveu-se em rebanhos chimarrões, alimentando as reduções da outra margem do Uruguai, até ser descoberta pelos habitantes de Santa Fé, que viviam da extração do couro e do sebo. Depois os lusos da Colônia do Santíssimo Sacramento e do presídio de Rio Grande exploraram a Vacaria, tirando couro e sebo, levando gado em pé para Sorocaba. A implantação da Colônia do Santíssimo Sacramento propiciou aos lusos o estabelecimento do comércio entre o Rio de Janeiro e a região Platina. A colônia meridional serviu de cabeça de ponte para a ocupação de terras sulinas, provocando a discussão de novos tratados que culminaram com a ocupação de novas áreas geográficas pelos portugueses em detrimento da Espanha. Assim os lusos ocuparam o litoral, os chamados campos de Viamão a partir de 1730, desceram pelo albardão entre a laguna dos Patos e o Atlântico, povoaram São Pedro do Rio Grande até o Chuí, em 1737.

A partir de 1752, receberam sesmarias na margem esquerda do Jacuí, desde o Guaíba até o rio Pardo. Depois atravessaram o Jacuí, conquistando as terras até Camaquã, conquista reconhecida pela Espanha em 1777. Em 1801 a região missioneira passou aos lusitanos definitivamente e só em 1828, é que o território entre o rio Ibucuí e o Quaraí pertenceu ao Brasil. O RS formou-se pela conquista de uma parcela do território da província do Paraguai, que fazia parte da administração espanhola, justificando-se, portanto, o estudo das missões jesuíticas pelos brasileiros.

Ano: 1986

Edição: 2ª

Editoras: EST Edições e Nova Dimensão

Idioma: Português

Páginas: 160

Papel: Ofício

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