Saga no Prata

Saga no Prata
Autor: Juvencio Saldanha Lemos
Formato: Brochura
Disponibilidade: Em Estoque
ISBN: 9788575170984
Preço: R$ 85,00
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Diversos reinos autônomos formavam a Península Ibérica até meados do século XVI. Com o casamento de Isabel e Fernando, os reinos de Castela e Aragão  passaram a constituir uma unidade político-administrativa muito forte, logo passou a expandir-se, aglutinando os outros reinos e dando origem à poderosa “Las Españas” . Todavia, um dos pequenos reinos , Portugal, conseguiu escapar dessa expansão e manter a sua soberania. Motivos diversos. A Espanha teve que aceitar, mas nunca esqueceu isso. Daí a permanente rivalidade política e animosidade espiritual entre as duas Coroas, que se traduziram em continuadas crises diplomáticas e militares. Em seguida transplantadas para a América, quando da sua colonização.

Para atenderem ao estipulado no Tratado de Tordesilhas, os espanhóis abordaram a América Latina pelo extremo norte (Caribe e México) e pelo extremo sul (rio da Prata). Os portugueses a abordaram pelo centro (Bahia). Evidente que, mais cedo ou mais tarde, quando as avançadas de suas respectivas expansões se encontrassem, haveria o atrito. E onde seria esse encontro?

A separar portugueses e espanhóis havia ao norte uma selva amazônica, a oeste os intransponíveis Andes. Não precisava ser um visionário para antever que seria no sul, área que chamamos de Região Platina. No que nos interessa, hoje territórios da República Oriental do Uruguay (antiga Banda Oriental) e estado do Rio Grande do Sul. Isso é, quando as duas civilizações se entestaram na América, já estavam praticamente definidas que terras eram espanholas ou portuguesas. Exceto na Região Platina, onde, para complicar ainda mais a questão, ambas as coroas haviam plantado complicadores núcleos avançados (Colônia do Sacramento e Missões Orientais).  Isso teria que ser resolvido, ou na conversa, ou no tapa...

Com o desmoronamento do sistema colonial europeu na América, pacífico no Brasil, mas dolorosamente traumático na América espanhola, Brasil e Argentina (na verdade, ainda Províncias Unidas do Rio da Prata) herdaram e tiveram que descascar aquele enorme abacaxi que era a Banda Oriental. Em suma, a quem pertencia a Banda Oriental?

Negociações impossíveis levaram à Guerra Cisplatina (1825-1828), cuja solução foi admitir a independência da antiga Banda Oriental. Ou seja, não é de um, nem de outro. Chama-se a isso criar um “Estado Tampão”. Resumidamente é isso que desenvolve o livro.

Ano: 2009

Edição: 1ª

Editoras: EST Edições e Letra e Vida

Idioma: Português

Páginas: 896

Papel: Ofício

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