Tráfico negreiro e a Diplomacia Britânica

Tráfico negreiro e a Diplomacia Britânica
Autor: Alfredo Carlos Teixeira Leite
Formato: Brochura
Disponibilidade: Em Estoque
ISBN: 9788570611196
Preço: R$ 48,00
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Trata-se de histórico das relações diplomáticas entre o Governo do Império do Brasil e o da Grã-Bretanha, particularmente, no que se refere ao tráfico negreiro, ou melhor, ao desumano comércio marítimo de seres humanos trazidos da África para o Brasil. O livro começa com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, escoltada por navios de guerra ingleses. O governo britânico soube tirar o melhor proveito de tal ajuda. Obteve a assinatura de vários tratados e convenções, que concederam à “Home Fleet” poderes que puseram em cheque a soberania brasileira, que estava prestes a se concretizar com o Sete de Setembro.

O mais danoso dos poderes concedidos à Grã-Bretanha foi, sem dúvida, o direito de visita e busca efetuado pelos cruzadores ingleses aos nossos navios suspeitos de transportarem escravos. Dom Pedro I, seguindo a mesma política de Dom João VI, assinou a Convenção de 1826, prevendo que, três anos após a troca das ratificações da referida Convenção, o tráfico negreiro seria equiparado a atos de pirataria. Tal fato acabou por redundar em sua abdicação ao trono, mercê da violenta reação dos senhores de escravos que detinham, total e absoluto poder político em nosso país. A obra visa esclarecer por que a Grã-Bretanha deu tanto ênfase em combater o tráfico negreiro. Ocorreu que aquela polêmica tinha colônias nas Antilhas que produziram açúcar, que era, na época, o principal produto brasileiro. O problema que a Grã-Bretanha tinha que resolver não se baseava na questão de saber se o trabalho livre era ou não mais produtivo do que o dos escravos, mas, sim na questão de recrutamento de novos braços para as suas lavouras açucareiras. Enquanto os produtos de açúcar no Brasil tinham garantida tal renovação, mercê do tráfico negreiro, o mesmo não ocorria com os produtores das Antilhas, pelo fato de o governo britânico ter abolido o odiento comércio em 1807. Para afastar a concorrência brasileira, era mister acabar com tal tráfico para o Brasil, a fim de que a produção britânica ficasse em igualdade de condições com a brasileira.

A Grã-Bretanha que liderava a Revolução Industrial desde os fins do século XVIII, resolveu empunhar a bandeira da liberdade e fazer-se paladina da defesa moral universal e dos princípios de filantropia e de humanidade, a fim de resguardar os interesses dos industriais ingleses, e ao mesmo tempo, os dos produtores de açúcar de suas colônias nas Antilhas. As fontes pesquisadas foram muitas e todas publicadas por órgãos oficiais, particularmente os Relatórios da Repartição dos Negócios Estrangeiros, referentes aos anos de 1831 a 1887. Por sorte do autor, a maioria dos Relatórios em questão encontra-se na excelente Biblioteca Municipal da cidade de Rio Grande que comemorou, em 1996, o seu sesquicentenário.

Os demais volumes pesquisados estão na Biblioteca de Pelotas e no Instituto Histórico e Geográfico do RS. Ficaram faltando apenas três volumes que foram solicitados ao Itamarati. Outros documentos usados foram: Anais da Câmara dos Senhores Deputados do Império do Brasil, Atas do Conselho de Estado (12 volumes), Falas do Trono (período 1823 a 1872), Relatórios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas de 1887, Relatórios do Ministério da Fazenda de 1851 e 1879, Coleção das Leis do Império do Brasil, Coleção das Decisões do Governo do Império do Brasil, Coleção da Legislação Portuguesa (Legislação de 1811 a 1820).

Ano: 1998

Edição: 1ª

Editora: EDUCS

Idioma: Português

Páginas: 556

Papel: Ofício

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