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Edição 4.967 - Ano 97 - Caxias do Sul-RS, 14 de dezembro de 2005.

EDITORIAL

Vida nova aos rios depende da conscientização de todos

É preciso impedir a continuidade das agressões à natureza que a impunidade transformou em rotineiras

 

O projeto de preservação da bacia do Caí, e de outras 22 espalhadas pelo território gaúcho, é um passo importante para estabelecer um marco entre o passado de desleixo e o futuro de preocupação com um bem natural imprescindível para a vida humana. Não existem estudos oficiais definitivos sobre o nível de contaminação de todos os mananciais, mas está comprovado que a qualidade da água está seriamente afetada.

No caso do Caí e do Taquari-Antas, as duas bacias que recebem dejetos da Serra gaúcha, a principal causa da poluição é a falta de esgotos domésticos adequados. Mas também são importantes fontes de contaminação a utilização de agrotóxicos e o lixo industrial.

A origem do problema, portanto, é idêntica à de inúmeras áreas do planeta. O diferencial é que esta é uma região que começou a ser colonizada há pouco tempo, principalmente se for estabelecida uma relação com países europeus. Embora a presença do homem tenha mais de 130 anos, o crescimento industrial e populacional por aqui explodiu em meados da segunda metade do século passado.

Está se tentando consertar agora, embora ainda com muitas dificuldades, falta de verbas e indefinições, estragos praticados durante as últimas décadas. E mesmo que haja recursos para inverter o processo destrutivo, serão necessários muitos anos de trabalho intenso e, em especial, de conscientização, para devolver a essas bacias condições de potabilidade da água e de vida normal à fauna e à flora.

A tarefa inicia pelo poder público nos municípios. Tanto naqueles com mais de 20 mil habitantes, obrigados a implantar plano diretor, quanto nos menores. É preciso fixar regras equilibradas, abrangentes e eficazes para o uso do solo, impedir a continuidade de agressões à natureza que a impunidade tornou rotineiras e criar mecanismos que permitam o crescimento sustentável. Para isso, é indispensável vontade política e, tão ou mais relevante, a participação de todas as pessoas. Se cada cidadão for responsável com o lixo que produzir, a maior parte das fontes de poluição secará.

 

CAXIAS DO SUL

Festa distribuirá 300 mil kg de uva

Serão 60 mil nos desfiles alegóricos e 240 mil nos pavilhões

 

A Festa da Uva 2006 vai distribuir, de 17 de fevereiro a 5 de março, 300 mil quilos de uva. O volume foi anunciado por Nestor Pistorello, diretor de Agricultura da Comissão Comunitária, responsável pela organização do evento. De acordo com Pistorello, a previsão é entregar 60 mil quilos aos assistentes dos sete desfiles de carros alegóricos e 240 mil aos visitantes dos pavilhões de exposição. Essa quantidade representa 37% a mais que os 218 mil quilos entregues no último evento, em 2004.

Segundo Pistorello - que também é secretário municipal da agricultura -, serão adquiridas uvas das variedades isabel, niágara branca e rosa. A princípio, a uva a ser distribuída será somente de produtores caxienses. Mas elas terão que obedecer a um padrão de qualidade estabelecido pela Festa, que inclui itens como teor de açúcar, tipo de cacho e ausência absoluta de resíduos de agrotóxicos.

Não está ainda definido como será feita a entrega aos visitantes do Parque de Exposições. No evento passado, junto com o ingresso era entregue um ticket que, apresentado em local específico dos pavilhões, dava direito a embalagens com uva. A área deverá ser a mesma, mas como o acesso será por ingresso eletrônico, um novo modelo precisará ser criado.

 

Definido regulamento para expositores

 

O produtor que pretende expor uvas na Festa de 2006 de forma isolada (por variedade) precisará ter no mínimo 200 pés de cada variedade e pelo menos um hectare de parreiras; o que optar pela exposição em conjunto tem de produzir no mínimo 10 variedades. Esses são os principais critérios para o viticultor participar. A exposição está aberta a produtores da região.

Segundo Nestor Pistorello, diretor de Agricultura da Comissão Comunitária, haverá ainda uma mostra de viticultura por distrito, por comunidade e grupo diferenciado - uva ecológica. "Esperamos em torno de 450 expositores", projeta Pistorello.

As variedades escolhidas para a exposição individual (isolada) são bordô, moscato embrapa, cabernet sauvignon, isabel, itália, merlot, moscato branco, niágara branca e rosa, perlona, lorena e rubi. Para os produtores caxienses, as inscrições podem ser feitas na Emater (junto à Ceasa), Secretaria Municipal da Agricultura, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Sindicato Rural. Os produtores de outros municípios devem procurar os escritórios da Emater-Ascar.

O tradicional baile da premiação ocorre dia 25 de fevereiro, na localidade de Loretto, interior caxiense. Ao todo, 27 produtores serão premiados. Os prêmios ainda não foram definidos, mas deve ser uma viagem à Argentina e Uruguai ou a novos pólos de viticultura no Brasil, roteiro que inclui Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

 

Prefeitura investe em obras R$ 1,4 milhão

 

O pacote anunciado pelo prefeito José Ivo Sartori contempla 19 obras que haviam sido escolhidas pela população no orçamento Participativo - modelo de consulta popular da administração anterior -, entre 2002 e 2004. Os trabalhos iniciam nesta semana pela pavimentação da linha de ônibus em ruas do bairro Salgado Filho e do loteamento Jardim Teresópolis e pelo saneamento e alargamento da rua Inês Pedron, no loteamento Adamatti.

Ao todo, a Prefeitura está investindo R$ 1,4 milhão. A obra mais cara, orçada em R$ 318 mil, é a pavimentação da rua Ângelo Scola. Seguem-se, por ordem de valor, a construção e equipamentos para o refeitório da Escola Manuel Pereira dos Santos (R$ 82,5 mil), construção dos centros comunitários para o Parque das Rosas II (R$ 82,2 mil), loteamento Mariani (R$ 72,5 mil), Parque dos Vinhedos (R$ 70,3 mil), reforma da Escola do Planalto Frente (R$ 59,9 mil) e centro comunitário para o bairro Rio Branco (R$ 53 mil). Segundo o coordenador de Relações Comunitárias da Prefeitura, Jaison Barbosa, a pretensão é de que em cinco meses todas as 19 obras estejam concluídas. Além dos centros comunitários, a maioria das obras é de pavimentação e saneamento.

 

REPORTAGEM

Bom humor pauta encontro da Festuva com Lula

Simpático, presidente recebe caxienses, mas não garante presença no evento de 2006

 

"Vem conosco cantar e comemorar a alegria de estarmos juntos". Embalada pelo refrão da música tema da 26ª Festa Nacional da Uva de Caxias do Sul, uma comitiva de 40 pessoas, entre autoridades, imprensa e representantes da Festa, esteve em Brasília na quarta, 7 de dezembro, para convidar o presidente Luis Inácio Lula da Silva para participar do evento, de 17 de fevereiro a 5 de março. Lula recebeu o grupo com simpatia e bom humor, mas não confirmou sua presença na festa de 2006. "Vou ver se tenho condições de participar", disse o presidente. "Será uma distinção tê-lo conosco", completou o prefeito José Ivo Sartori.

Lula foi receptivo com a comitiva caxiense. Apesar de aparentar indisposição, talvez provocada pelo resfriado que o acometia, o presidente estava à vontade. Elogiou a beleza e simpatia das soberanas, falou da alegria da comitiva e brincou com o grupo. Ele não perdeu o bom-humor nem quando o presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços, João Francisco Müller, o questionou sobre a queda do Produto Interno Bruto e das exportações. "Quem não chora não mama", respondeu. Em seguida, pediu que chamassem a primeira-dama para uma foto, desviando a atenção da comitiva.

Usando o improviso, Maria Saraiva, integrante do grupo de cantoria A Festa Chegou, que acompanhou a comitiva e animou o encontro, presenteou Marisa com um pano de prato que fazia parte dos adereços dos artistas. "Bonito, mas não posso dizer use-o bem, Marisa", brincou novamente o presidente. A rainha da Festa da Uva, Julia Brugger de Carli, entregou a Lula uma cesta com produtos coloniais. A comitiva também o presenteou com um decanter e duas taças de vinho.

Contrariando o ditado popular de que em Brasília "tudo termina em pizza", a audiência da Festuva acabou em festa. Ao som da típica música italiana, o vice-presidente José Alencar dançou com a rainha Julia.

Na segunda, 12, a comitiva da Festuva foi a Porto Alegre convidar o governador Germano Rigotto para participar do evento. Nesta semana, o grupo inicia visitas a prefeituras da região. (Por Andressa Boeira, que viajou a Brasília a convite da Festa da Uva).

 

Comitiva caxiense invade o poder em Brasília

 

A boa receptividade marcou todas as visitas feitas pela comitiva da Festa da Uva em Brasília. Surpreendendo os caxienses, que esperavam uma audiência particular com o presidente do Senado, Renan Calheiros pediu que a comitiva da Festuva entrasse no plenário. Calheiros interrompeu a sessão do Congresso por cerca de cinco minutos para que as soberanas convidassem todos os senadores a participar do evento.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, não poupou elogios ao Rio Grande do Sul. "Sou admirador especialmente do povo gaúcho, que com garra e competência faz triunfar aquele Estado", afirma. "Caxias é um exemplo, pois combina o sucesso na indústria, na agricultura e no futebol, com o Juventude entre os melhores do país", completa Rebelo.

A sorte marcou o encontro com o ministro do turismo Walfrido dos Mares Guia. Durante a 11ª Reunião do Conselho Nacional de Turismo, ele quebrou o protocolo do evento e recebeu a comitiva de Caxias do Sul. "Aqui estão os principais empreendedores do turismo. É muita sorte sermos recebidos em meio a este encontro", afirmou o secretário municipal de turismo Daniel Guerra.

A simpatia pautou a audiência com o ministro da agricultura, Roberto Rodrigues. Sempre sorridente, ele elogiou a beleza gaúcha e brincou com o prefeito: "ô prefeitão, tá bom?", perguntou a José Ivo Sartori. "A última vez que estive em Caxias tinha 18 anos. Estarei lá na Festa da Uva", garantiu o ministro.

 

Ministro do turismo garante R$ 200 mil

 

Além da boa divulgação da Festa da Uva em Brasília, a delegação caxiense conquistou uma verba importante para o evento. O Ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, anunciou no encontro com a comitiva a liberação de R$ 200 mil para a Festuva. Além disso, confirmou sua presença na festa. "Não poderia passar quatro anos neste Ministério sem ir à Festa da Uva, estarei lá", garantiu.

"Considero a festa de Caxias uma das mais importantes para o turismo do país, pois enobrece as tradições", disse o ministro. O secretário Nacional do Turismo, Milton Zuanazzi, afirmou que a verba concedida à Festa da Uva é uma das maiores liberadas pelo Ministério para esse tipo de evento. "A Festa da Uva está entre os eventos que recebem o maior volume de recursos do Ministério. Figura numa lista juntamente com o carnaval do Rio de Janeiro e a Oktoberfest de Blumenau", completou. Zuanazzi também confirmou presença na Festa da Uva. O secretário disse ainda que virá à Caxias ainda antes de fevereiro, para prestigiar o Encanto de Natal, de Ana Rech.

A Comissão Comunitária da Festa da Uva também já conta com patrocínios da TIM, Bradesco e Petrobras. "Temos um orçamento previsto em R$ 4,5 milhões, formado, além dos patrocínios, pela bilheteria, projetos da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) e venda de estandes, que representa cerca de 30% desse total", destaca o presidente Gelson Palavro.

 

Evento deve reunir 1 milhão de pessoas

 

A Festa Nacional da Uva de Caxias do Sul completa 75 anos em 2006. A expectativa dos organizadores é atrair cerca de um milhão de pessoas para o evento. "Em 2004 recebemos 750 mil visitantes. Como a festa acontece a cada dois anos e tem uma importância histórica para Caxias e região, a cada nova edição ela se supera", observa Gelson Palavro. Já os sete desfiles do Corso Alegórico deverão reunir 300 mil pessoas.

Segundo a diretoria de agricultura, o consumo de uvas durante a festa deve aumentar 20% em relação a 2004. "Calculamos que cada pessoa irá consumir, em média, 300 gramas de uva, então a estimativa é de que, em 2006, o consumo seja de 300 mil quilos", destaca o diretor Nestor Pistorello.

Dos 400 espaços disponíveis nos pavilhões para exposição, 90% já foram comercializados, sendo que 50% foram adquiridos por empresas caxienses. Os ingressos para visitação nos pavilhões da Festuva custarão R$ 5,00 de segunda a quarta-feira e R$ 8,00 de quinta a domingo.

 

AGRONEGÓCIO

União Européia proíbe promotor de crescimento

A partir de 1º de janeiro UE vai barrar carne de frango com esse aditivo

 

Em janeiro de 2006, uma nova realidade estará presente para a produção avícola que deseja ingressar no mercado europeu. A partir dessa data a União Européia vai banir os antibióticos usados como promotores de crescimento nas rações (leia ao lado). Na prática, esses aditivos melhoram o desempenho dos animais. "A posição dos europeus é irreversível", diz Ariel Mendes, diretor da União Brasileira de Avicultura (UBA).

Esses produtos são usados de forma contínua na alimentação de frangos em pelo menos 95% da produção brasileira. No ano passado, a União Européia foi responsável por 19% das receitas brasileiras com as exportações de frango.

Os europeus exigem o fim do uso contínuo dos antibióticos na produção de carnes porque esses produtos podem criar bactérias mais resistentes, o que afetaria também a saúde humana. "Os antibióticos continuarão a ser usados só que terapeuticamente, com prescrição veterinária", explica o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Cláudio Bellaver, PhD em nutrição animal.

Para manter a eficiência e o bom desempenho do plantel, a indústria de alimentação animal vem buscando alternativas aos promotores de crescimento, que mantenham os níveis de produtividade, sem comprometimento da qualidade do produto final. "Há produtos alternativos para substituir os antibióticos nas rações. Entre eles, extratos, enzimas, ácidos orgânicos e óleos essenciais", revela Bellaver.

Os aditivos alternativos funcionam na dependência de outros fatores de produção, como sanidade, ambiência, nutrição e manejo. "O frango brasileiro é fruto de mais de 40 anos de genética", lembra o pesquisador da Embrapa em entrevista ao CR. Na prática, o que o especialista em nutrição quer dizer é que o frango nasce com a vantagem da seleção genética. Depois, tem o tratamento vip nas granjas, onde temperatura, umidade e outros fatores são controlados. As aves conseguem expressar todo seu potencial genético, porque elas não sentem frio e nem calor. Têm ração à vontade e a água é fresca o dia todo.

Custos - A cadeia produtiva está ciente das limitações que serão impostas pelos europeus. Porém, é unânime em afirmar que a eliminação dos promotores de crescimento vai aumentar os custos de produção, que os europeus não parecem propensos a pagar essa conta. "O custo deve aumentar, mas deverá ser absorvido pelo setor", acredita Bellaver.

A Associação Gaúcha de Avicultores (Asgav) está mobilizada para a nova exigência dos europeus. "A União Européia vem banindo outras substâncias lentamente e nos alertou sobre a proibição dos promotores de crescimento há oito meses. O setor está preparado", garante ao CR o presidente da Asgav, Aristides Inácio Vogt.

O Rio Grande do Sul produz 730 mil toneladas anuais de carne de frango. "11,5% do total, 84 mil toneladas, são embarcadas para a Europa", informa o secretário-executivo da Asgav, Eduardo Santos.

 

Promotores aumentam absorção de nutrientes

 

Os promotores de crescimento são enzimas, proteínas, vitaminas e os chamados probióticos - que aumentam a absorção de nutrientes, fazendo o organismo aproveitar ao máximo o alimento. Dessa forma, a produtividade do frango deu um grande salto em 20 anos. Antes, levava 50 dias para pesar 1,8 quilo, comendo 2,4 quilos de ração. Agora, em 40 dias chega a 2,4 quilos comendo 1,8 quilo de ração.

No frango brasileiro não entram hormônios. "O crescimento mais rápido é fruto de uma nutrição adequada, uma genética adequada. Não existem resíduos na carne que sejam desfavoráveis à saúde humana", defende o pesquisador da Embrapa Cláudio Bellaver.

O Brasil segue as normas estabelecidas em mais de 100 países que compram o frango nacional. E não existe o frango "tipo exportação". Para cada quatro aves criadas no país, uma é vendida lá fora. "Ficaria muito caro para a indústria manter duas linhas de produção", informa a União Brasileira de Avicultura. "Por isso, o frango que vira galeto em nosso país é o mesmo que vai para a mesa dos europeus."

 

Rastreabilidade bovina chega a 100%

Medida vigora a partir de 1º de janeiro em todas propriedades exportadoras

 

Em tempos de aftosa, o Comitê Técnico do Sistema Brasileiro de Identificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov) alterou o prazo de permanência dos animais no Banco Nacional de Dados do Sisbov, que passou de 40 para 90 dias. Além disso, o comitê decidiu que antes de ser encaminhado aos frigoríficos exportadores, o animal oriundo de projetos de confinamento deverá permanecer confinado por mais 40 dias, além dos 90 dias que deverá ficar na área habilitada. "Estes são pontos de consenso entre governo e setor privado", disse o secretário de Desenvolvimento Agropecuário, Márcio Portocarrero.

As mudanças na rastreabilidade objetivam atender as exigências dos mercados importadores de carne, especialmente a União Européia. As novas regras do Sisbov entram em vigor após a publicação no Diário da União, até o final deste mês.

A exigência da União Européia de que o animal chegue ao frigorífico identificado desde o nascimento ou desmama deverá ser atendida pelo Brasil até o ano de 2009. Ficou definido também que os estabelecimentos aprovados para exportarem carne serão auditados pelas certificadoras habilitadas pelo Ministério da Agricultura a cada 180 dias.

De acordo com Portocarrero, o ponto principal foi a mudança no conceito de estabelecimento habilitado a exportar. Hoje, convivem na mesma propriedade animais identificados (com brinco) ou não. "A idéia é que para exportar, se considere toda a propriedade e não mais cada animal. Ou seja, estabelecimentos que não tiverem todos os animais identificados (com brincos) não poderão exportar", alerta o secretário.

Desclassificados - As propriedades habilitadas a exportar terão que identificar 100% de seus animais até 31 de dezembro de 2006. A partir de 2009 será permitido somente o ingresso de bovinos e bubalinos nas propriedades aprovadas pelo Sisbov, oriundos de outras propriedades também aprovadas pelo sistema.

Também ficou definido que a partir de 1º de janeiro de 2007, a propriedade em aprovação que não tiver sido convertida em propriedade aprovada, com todos os bovinos e bubalinos identificados pelo Sisbov, terá seus animais destinados ao abate desclassificados para exportação.

 

UE convoca Brasil por causa da aftosa

 

Depois que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou a ocorrência de febre aftosa no Paraná, a União Européia convocou uma reunião em Bruxelas. O motivo é discutir o controle da aftosa no Brasil, antes de decidir o futuro do embargo que impõe atualmente à carne nacional.

O Comitê Permanente da Cadeia Alimentar e da Saúde Alimentar deve voltar a se reunir no dia 20. A UE considera insatisfatórias as informações dadas pelo Brasil sobre o controle da aftosa. A maior queixa européia é de que o sistema de rastreabilidade brasileiro não é confiável. Além disso, a UE suspeita que o governo não tem o controle total sobre o que está ocorrendo no plantel do país.

A rastreabilidade é uma questão importante para os europeus, que querem garantias de que existem barreiras entre um Estado e outro e que o país sabe onde está cada cabeça de gado e para onde vai.

 

Raimundo Bampi assume presidência do STR pela sexta vez

 

Flexibilização da legislação ambiental, crédito agrícola mais barato, seguro rural, Previdência e agroindústrias - para agregar valor à produção -, são alguns dos desafios identificados pelo presidente do Sindicato Rural de Caxias do Sul, Raimundo Bampi, que assumiu a presidência da entidade no sexto mandato consecutivo, na quinta 8.

Além do novo vice-presidente, Rudimar Menegotto, mais 17 agricultores respondem pela nova gestão 2005/2009. Bampi considera-se um felizardo por presidir uma entidade que "cresce em consciência". "O STR é a casa onde o agricultor leva seus problemas. Só fico chateado quando a solução depende dos outros", diz ao CR.

 

VIDA AGRÍCOLA

Engº. Agrº. José Zugno

Festa da Aeane

A Associação dos Engenheiros Agrônomos da Encosta Superior do Nordeste (Aeane) convida vossa senhoria para o encerramento das atividades gestão 2004/2005, que se realizará na localidade de Nova Roma, interior de Flores da Cunha. Na oportunidade, será apresentado relatório da diretoria, entregue a outorga de engº agrº do Ano, jantar e baile de confraternização.

Charles Clair Pontalti

Presidente da Aeane

 

O engenheiro agrônomo Jorge Pontel é o novo presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Encosta Superior do Nordeste (Aeane). A diretoria para o biênio 2006/2007 foi eleita no dia 3 de dezembro. A Aeane elegeu como vice-presidente Paulo Ricardo Facchin; secretário, Jorge Alfredo Zapata Cabrera; tesoureiro, Wilson Pinheiro Bossle.

Por ocasião de sua posse, o novo presidente falou das metas à frente da Aeane. Entre elas, estão a valorização do profissional de agronomia, realização de cursos, palestras e visitas técnicas, maior participação do agrônomo na sua entidade de classe, discussão de assuntos referentes à política agrícola regional. Outro objetivo de Jorge Pontel é a qualidade do curso de Agronomia, que será oferecido pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) a partir do próximo ano. "Não sabemos das condições técnicas para implantação de um bom curso, pois temos mercado de trabalho saturado, com a formação de mais de 500 agrônomos por ano somente no Rio Grande do Sul", observou.

Jorge Pontel destacou ainda a importância do engenheiro agrônomo no processo de crescimento do setor primário, "sendo o profissional eclético, atuante desde assistência técnica ao produtor até o planejamento agrícola junto aos governantes." "Num país como o Brasil, em que a base da economia é o setor rural, tendo um terço do PIB e dos empregos gerados pelo agronegócio, devemos acreditar e investir no profissional que conhece e vive no meio rural", afirmou. Concluiu dizendo que o país deve investir em pesquisa para melhorar a tecnologia e a produtividade sem degradar o meio ambiente.

Título - A eleição ocorreu em Flores da Cunha, durante realização do I Jantar Dançante da entidade. Na ocasião foi outorgado o título de Engenheiro Agrônomo do Ano. O homenageado também foi Jorge Pontel, que recebeu uma placa das mãos do presidente da Aeane 2004/2005, Charles Clair Pontalti. O atual presidente agradeceu a participação dos colegas e a colaboração recebida durante sua gestão, em que realizou um grande número de eventos sociais, culturais e técnicos.

Prestigiaram a festa da entidade o engenheiro agrícola Marco Aurélio, representante do Crea-RS, e o diretor do Departamento de Produção Vegetal (DPV), da Secretaria Estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Adoralvo Antonio Schio, associado da Aeane.

A diretoria que se despede entregou aos associados da Aeane o livro "A Máfia do Alimentos", do engenheiro agrônomo e engenheiro florestal Sebastião Pinheiro.

 

ESPORTES

Brasil estréia na Copa da Alemanha contra Croácia

Grupo tem ainda o Japão e a Austrália

 

O Brasil estréia na Copa do Mundo da Alemanha dia 13 de junho, em Berlim, contra a seleção da Croácia. No dia 18, em Munique, enfrenta a Austrália e dia 22 de junho, em Dortmund, o Japão, do técnico Zico. Os jogos da primeira fase da competição foram definidos na sexta 9, durante o sorteio dos grupos realizado na cidade alemã de Leipzig, uma das sedes do mundial que inicia dia 9 de junho com o jogo Alemanha e Costa Rica.

O Brasil teve, novamente, sorte no sorteio. Não deverá ter muitas dificuldades para passar à fase seguinte, à qual se classificam dois de cada grupo. Portugal, do treinador Luiz Felipe Scolari, está no grupo teoricamente mais fácil - tem mais México, Angola e Irã. Já a Argentina caiu no classificado "grupo da morte", com Sérvia & Montenegro - uma das sensações da Europa -, Holanda e Costa do Marfim.

 

1º jogo eliminatório pode ser com a Itália

 

O Brasil ficou no grupo mais desconhecido em quase cinco décadas. Participante de todas as 17 copas, cinco títulos mundiais, o time brasileiro vai disputar uma das duas vagas à segunda fase com seleções que nunca enfrentou em copas do mundo. Este é o terceiro torneio da Croácia - em 1998 ficou em terceiro lugar -; o terceiro do Japão - caiu nas oitavas em 2002 -; e o segundo da Austrália - eliminada na primeira fase em 1974, na Alemanha.

O segundo grupo apontado por especialistas como o mais parelho é o formado por Itália, Gana, Estados Unidos e República Tcheca. Se o Brasil passar à segunda fase, o adversário sairá desse grupo, podendo ser a Itália - o 1º do grupo F enfrenta o 2º do E. A final será dia 9 de julho, em Berlim.

 

OPINIÃO

Amor pela condição humana

Leonardo Boff

A cultura dominante é materialista, exalta o individualismo e o prazer, favorece a indiferença. Cada pequeno gesto de acolhida e de compreensão aos necessitados pode significar um sinal de ressurreição

 

Sempre que vejo pessoas trabalhando em projetos humanitários atendendo a pobres, dependentes químicos e a portadores de problemas mentais como no Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis no qual participo, me vêm à mente duas interpelações: por que tanto sofrimento no mundo visível e invisível? A segunda interrogação é: de onde as pessoas que se dispõem a conviver com aquelas tiram energias, assistindo-as quais simãos-cirineus, tentando fazer seu sofrimento mais leve? De que fonte secreta bebem?

Primeiramente, há de se admitir que tais pessoas fazem muita falta, pois o sentimento humanitário não é o que prevalece no mundo. A cultura dominante é materialista, exalta o individualismo e o prazer, favorecendo a indiferença face à dor dos outros. Assim aumenta o desamparo humano, pois o terrível não é tanto o sofrimento em si, mas a solidão no sofrimento, o fato de ninguém se mostrar bom samaritano e se curvar sobre o caído em tantas estradas da vida.

As pessoas que, contrariamente à tendência dominante, optam pela com-paixão e por servir aos outros necessitados, precisam continuamente beber de alguma fonte secreta e alimentar uma visão espiritual da vida. Caso contrário, podem sucumbir face à dureza daquela opção em si tão generosa.

Antes de mais nada, importa ter uma visão, diria, filosófica da condição humana. Esta é composta de alegria e de dor, de realização e de frustração, de sonho e realidade. Somos seres de sabedoria (sapiens), de racionalidade e de propósito e ao mesmo tempo seres de demência (demens), de agressividade e de violência.

O desafio da vida é fazer com que o pólo positivo prevaleça sobre o negativo, embora ambos sempre coexistam. Constatamos, entretanto, que em muitos domina o pólo negativo, gente que se perdeu por aí e que não deu certo na vida. Precisamos crer que neles também se esconda o outro pólo, o positivo, que deve ser ativado e alimentado.

Assumida esta perspectiva de base, há de se viver uma atitude de com-paixão. Ter compaixão não significa ter dó. É a capacidade de sair de si, de transferir-se para o lugar do outro e compartilhar de seu sofrimento. Pertence à compaixão acolher o outro como ele é, não querer interferir sabendo que cada qual tem o seu caminho. É importante estar junto dele, não obstante o sentimento de impotência, mas sempre com respeito face ao destino de sua vida, as vezes trágica.

Por fim, há que se ver nos "caídos na estrada" filhos e filhas crucificados de Deus. Eles gritam por ressurreição. Cada pequeno gesto de acolhida e de compreensão pode significar para eles um sinal de ressurreição. Como negar-lhes esta esperança?

Para se manter este tipo de humanismo é importante alimentá-lo mediante um aparelho de conversa sobre problemas humanos. Destarte, entendemos melhor a condição humana e como podemos suavizar as contradições. Mais que tudo, a oração e a meditação são fontes alimentadoras de uma visão espiritual da vida. É beber da fonte inesgotável do Ser.

Quantas vezes não nos sentimos obrigados a suplicar forças para continuar, pois a situação dos pobres não raro é infernal e sem solução. Outras vezes temos vontade de gritar: "Ó Pai, não esqueças que todos estes são também teus filhos e filhas. Não os deixes assim desgarrados. Cuida, por favor, deles, pois são tantos e nós tão poucos".

 

Menos desigualdade via salário mínimo

Frei Betto

Para melhorar os índices sociais e econômicos do Brasil, que continua a ser uma nação injusta e está entre as mais desiguais do mundo, o caminho está apontado: o valor do salário mínimo

 

A Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios, do IBGE, referente a 2004 e divulgada semana passada, ressaltou o peso do salário mínimo na redução da desigualdade social. Ano passado o Brasil teve seu melhor perfil, em 23 anos, quanto à distribuição de renda. Os ricos não ficaram menos ricos. A renda dos mais pobres é que cresceu. Isso se deve, sobretudo, ao aumento do salário mínimo, de R$ 260 para R$ 300, somado ao controle da inflação.

De 1996 a 2004, a renda média dos 10% mais ricos caiu 22,7%. Entre 50% dos trabalhadores mais pobres a renda teve queda de 4,31%. Ou seja, os dois extremos perderam. E a distribuição de renda melhorou, já que os mais pobres perderam menos que os mais ricos.

O Brasil continua a ser uma nação injusta e figura entre as mais desiguais do mundo. Somos 182 milhões de habitantes. Os 10% mais ricos abocanham mais de 44% da riqueza nacional. E os 10% mais pobres sobrevivem dividindo entre si 0,7% da riqueza nacional. Contudo, o pouco que o governo Lula faz na direção dos setores mais pobres já é suficiente para mudar o perfil social do país: fortalecimento da agricultura familiar (Pronaf); microcrédito; distribuição de renda via Bolsa Família; Fome Zero; aumento do emprego formal etc. O que demonstra que governos anteriores fizeram muito menos.

O governo Lula poderia fazer mais, muito mais. É um carro cujo motorista pisa no acelerador das políticas sociais e, no entanto, a equipe econômica mantém levantado o freio de mão... Fossem os juros mais baixos e menor a gula do superávit primário (de fato, superior a 5% do PIB), o Brasil teria mais recursos para evitar tantas mortes por acidente em rodovias que exigem investimentos; melhorar o atendimento nos hospitais públicos e assegurar tratamento de qualidade a quem depende do SUS; e erradicar o analfabetismo de 14,7 milhões de pessoas acima de 15 anos.

Entre 2003 e 2004, 50% dos trabalhadores mais pobres conseguiram aumento de 3,2% nos salários. Tiveram média de rendimentos no valor de R$ 733.

Desde 1997, é a primeira vez que não houve queda. Os ricos (os que têm renda mensal superior a R$ 3.266) tiveram perda de 0,6% em seus rendimentos. Quem mais perdeu foi a classe média. Se em 2004 ingressaram no mercado de trabalho mais 2,7 milhões de pessoas, reduzindo a taxa de desemprego para 9%, a grande maioria passou a receber menos de 3 salários mínimos. Reduziram-se os postos de trabalho mais bem remunerados. De cada 100 brasileiros em idade ativa, 56 trabalhavam em 2004. Isso graças ao crescimento do PIB em 4,9% ano passado.

Segundo o IBGE, o Brasil continua a ser o país dos contrastes. O número de casas com acesso à internet cresceu 11%, funcionam 80 milhões de celulares, mas 31,1% das moradias não dispunham, ano passado, de esgoto sanitário. Entre 2003 e 2004 aumentou em apenas 3,5% o total de domicílios atendimentos por rede de esgoto ou fossa séptica, que favorecem 69,6% das moradias. Reduziu-se o investimento nesse setor.

Em 90,9% dos domicílios há TV, superando o número de rádios, encontrados em 88,1% das moradias. Se rádios e canais de TV são concessões públicas, por que não estendê-las a movimentos populares e sindicatos, ONGs e entidades de utilidade pública, escolas e instituições culturais? Com certeza o telespectador seria beneficiado com muito mais qualidade. E a tarde de domingo não seria tão vazia...

A pesquisa revelou também que quanto menos estudos, menos oportunidade de trabalho. As mulheres têm mais escolaridade que os homens e, no entanto, ganham menos do que eles. Houve universalização do ensino básico. Apenas 2,8% dos brasileiros de 7 a 14 anos estão fora da escola.

Porém, a evasão escolar é alta, se considerarmos que 8,9% das crianças e jovens entre 5 e 17 anos estão fora da sala de aula. A freqüência escolar diminui à medida que a idade aumenta.

O número de idosos ultrapassou o de crianças: há 120,1 brasileiros com mais de 60 anos para cada 100 com menos de 5 anos. O índice de natalidade é de 2,1 filhos por mulher, considerado razoável. Porém, quanto menos escolaridade, mais filhos. Quanto mais estudos, menos filhos. E cresce a gravidez precoce nas camadas mais pobres. Daí a importância de campanhas de planejamento familiar.

Para o governo melhorar os índices sociais e econômicos da nação em 2006, o caminho está apontado: o valor do salário mínimo. Com um ex-presidente da CUT no Ministério do Trabalho e um ex-dirigente metalúrgico na Presidência da República, espera-se que ele mereça um aumento significativo.

 

CULINÁRIA

Pratos especiais compõem as ceias festivas

Tradicionalmente, as festas de fim de ano pedem um cardápio bem elaborado. A seguir, receitas de preparo fácil mas que enriquecem a mesa

 

Peru com maçã

Ingredientes: 1 peru inteiro de tamanho médio; 20 folhas de sálvia; 4 fatias de pão integral; 1 cebola pequena; 2 maçãs; 100 gramas de manteiga; 1 xícara de água; meio limão; sal e pimenta-do-reino.

Modo de fazer: Lavar o peru em água corrente e secar bem. Temperar com sal e pimenta-do-reino, inclusive a cavidade do peito. Colocar o limão na cavidade do peru. Descascar as maçãs e cortar em cubos. Picar finamente a cebola e refogar em uma frigideira com um pouco de manteiga. Acrescentar os cubos de maçã e metade da sálvia, bem picada. Adicionar as fatias de pão picadas, molhar com um pouco de caldo de frango ou peru e temperar com sal e pimenta-do-reino.

Retirar a mistura do fogo e rechear a cavidade do peru. Costurar a cavidade ou fechar com palitos. Colocar o peru em uma assadeira, espalhar abundantemente as 100 gramas de manteiga sobre ele e cobrir com as folhas de sálvia restantes. Enrolar a ave em papel alumínio e assar em temperatura alta por cerca de 40 minutos. Reduzir a temperatura, retirar o papel alumínio e continuar assando, regando sempre com os sucos que se formam na assadeira. Manter no forno de duas a três horas, ou até que o peru esteja bem dourado e assado.

 

Salada de repolho com laranja

Ingredientes: 1 repolho branco; 4 laranjas-pêra; 1 chícara e meia (chá) de iogurte natural; 1 colher (chá) de açúcar; 10 folhas de sálvia picadas; 200 gramas de nozes; 1 xícara (chá) de uva passa sem sementes; sal e pimenta-do-reino moída grosseiramente a gosto.

Modo de fazer: Lavar o repolho, secar com a toalha de papel e separar as folhas. Retirar os talos centrais e picar as folhas em tiras bem finas. Colocar em uma tigela com dois litros de água bem gelada. Lavar as laranjas e descascar, tirando inclusive a parte branca. Picá-las em gomos e eliminar as sementes. Em uma tigela colocar o iogurte, o açúcar, a sálvia, o sal e a pimenta e misturar com um batedor manual. Escorrer a água do repolho e colocá-lo numa saladeira. Distribuir as laranjas, as nozes, a uva passa e misturar com cuidado. Regar a salada com o molho e misturar. Cobrir a tigela com filme plástico e levar à geladeira por duas horas. Se desejar, decorar a salada com rodelas de laranja.

 

Lombo crocante

Ingredientes: 1 lombo assado (1,4 kg); meia xícara (chá) de amendoim moído e torrado; meia xícara (chá) de castanha de caju moída e torrada; 3 colheres (sopa) de azeite de oliva; 1 clara; sal a gosto; 6 fatias médias de abacaxi; 6 cerejas frescas médias; 2 xícaras (chá) de açúcar e 1 colher (sopa) de manteiga.

Modo de fazer: Ligar o forno à temperatura média. Bater no processador, o amendoim e a castanha de caju por 30 segundos. Transferir a mistura para uma tigela, juntar o azeite de oliva (reservar uma colher de sopa), a clara e o sal e misturar bem. Em seguida, empanar o lombo nessa mistura. Untar uma assadeira com o azeite de oliva reservado e colocar o lombo. Levar ao forno por 35 minutos, ou até a superfície dourar. Retirar o lombo do forno e reservar.

Enquanto isso, descascar e cortar o abacaxi em rodelas de um centímetro de espessura e reservar. Lavar as cerejas sem retirar os cabinhos e reservar. Em uma panela, colocar o açúcar e uma xícara (chá) de água e misturar bem até o açúcar dissolver. Levar ao fogo baixo, sem mexer, por 20 minutos, ou até formar uma calda cor de caramelo. Passar as frutas pela calda, dispondo-as em uma folha de papel-manteiga untada. Assim que esfriar, retirá-las com cuidado. Servir o lombo acompanhado das frutas carameladas. Rende de quatro a seis porções.

 

Arroz cremoso

Ingredientes: 1 xícara (chá) de arroz; 2 colheres (sopa) de óleo; 1 cebola média picada; 2 dentes de alho amassados; 3 xícaras (chá) de leite; meia xícara (chá) de queijo parmesão ralado; 2 cenouras médias cortadas em pedaços pequenos; 1 ovo batido; 4 colheres (sopa) de salsinha e sal a gosto.

Modo de fazer: Lavar o arroz, colocar sobre uma peneira e deixar escorrer. Aquecer o óleo em uma panela grande e juntar a cebola e o alho. Fritar até ficar levemente dourado. Adicionar o arroz e refogar, mexendo sem parar até ficar brilhante. Juntar o leite, o sal e misturar. Cozinhar, mexendo de vez em quando. Assim que ferver, reduzir o fogo e tampar parcialmente a panela. Cozinhar até o arroz ficar macio. Retirar do fogo e misturar três colheres (sopa) de queijo ralado. Colocar o arroz em um refratário com 20 centímetros de diâmetro e reservar.

Para a cobertura, colocar as cenouras em uma panela, cobrir com água, adicionar sal e levar ao fogo para cozinhar. Retirar do fogo, escorrer a transferir a cenoura para uma tigela. Amassar com um garfo e misturar o ovo e a salsinha. Distribuir sobre o arroz reservado e salpicar o queijo ralado restante. Levar ao forno médio por 20 minutos ou até gratinar. Servir bem quente. Rende seis porções.

 

Zabaione de pêssego

Ingredientes: 5 pêssegos amarelos; 4 gemas; 4 colheres (sopa) de açúcar; 4 colheres (sopa) de vinho branco licoroso; 100 ml de creme de leite fresco e 4 folhas de hortelã.

Modo de fazer: Colocar as gemas numa panela de fundo grosso. Adicionar o açúcar e o vinho e bater com um batedor elétrico, em banho-maria, por 7-8 minutos ou até que o zabaione fique bem claro e firme. Retirar do banho-maria e esperar esfriar. Cortar dois pêssegos ao meio, eliminar a pele e o caroço. Bater no liquidificador até obter um purê homogêneo. Em seguida, juntar o zabaione frio, mexendo com delicadeza. Bater o creme de leite em ponto de chantilly e juntar à mistura, aos poucos, mexendo sempre, delicadamente. Lavar os pêssegos restantes, cortar dois deles em fatias finas e usá-los para forrar quatro taças de vidro. Distribuir nas taças o zabaione e levar ao freezer por pelo menos uma hora. Retirar o zabaione da geladeira 15 minutos antes de servir. Decorar com o pêssego restante picado e com a hortelã. Rende quatro porções.

 

MEIO AMBIENTE

ÁGUA SOB MEDIDA

Gerenciar o uso dos recursos hídricos com participação da população, visando a cobrança da água, é o objetivo dos comitês de bacias hidrográficas

 

A crescente escassez da água foi definida pela Unesco como o problema ambiental mais grave deste século. A drenagem indiscriminada e a poluição dos recursos hídricos têm acentuado os conflitos pelos diversos usos deste bem, tais como: abastecimento de populações e irrigação de lavouras; diluição de esgoto doméstico e industrial e pesca; geração de energia e lazer.

Incorporar a questão ambiental às ações de desenvolvimento desafia a preservação dos recursos hídricos. O equilíbrio passa, necessariamente, pelas bacias hidrográficas. O Rio Grande do Sul foi dividido em três regiões, Guaíba, Rio Uruguai e Litorânea, e em 23 bacias hidrográficas.

Na busca de soluções para a crise da água, o Rio Grande do Sul instituiu o Sistema Estadual de Recursos Hídricos. "Este sistema se fundamenta num modelo de gerenciamento caracterizado pela descentralização das decisões e pela ampla participação da sociedade organizada em comitês de bacias", revela o presidente do Comitê Caí, Sebastião Teixeira Corrêa.

Assim, explica Teixeira, mesmo que o Estado seja o detentor do domínio das águas (superficiais e subterrâneas) de seu território, conforme determina a Constituição Federal, ele compartilha a sua gestão com a população envolvida.

Caí - A Bacia Hidrográfica do Rio Caí é uma das formadoras da Bacia Hidrográfica do Guaíba. A sua superfície é de 5.057 km2, correspondendo a 1,8% da área do Estado. É formada por parte ou a totalidade de 41 municípios, entre eles, Caxias do Sul, Carlos Barbosa, Gramado, Canela, Farroupilha, Nova Petrópolis e São Sebastião do Caí. Suas nascentes estão localizadas em São Francisco de Paula, a 1.000 metros de altitude.

Os principais afluentes do rio Caí são os arroios Cará, Cadeia, Forromeco, Mauá, Maratá e Piaí. O rio Caí possui uma extensão total de 264 km e sua vazão média próxima à foz é de 112 m3/s. A população estimada da bacia hidrográfica, em 1997, era de 384.000 habitantes, representando 4% da população e 1,8% da área territorial do Rio Grande do Sul.

 

Só 1/4 das cidades do RS tem plano diretor

 

No Rio Grande do Sul, 121 municípios precisam elaborar o Plano Diretor até outubro de 2006, conforme a lei federal 10.257/2001. Além disso, outros 153 municípios precisam revisar seus planos, de acordo com as novas normas contidas no Estatuto das Cidades.

Já os municípios com áreas de especial interesse turístico ou que estejam sob influência de empreendimentos de significativo impacto ambiental também devem elaborar seu Plano Diretor, mas não há um prazo estipulado.

A principal determinação da lei é a obrigatoriedade na elaboração do plano diretor para as cidades com mais de 20 mil habitantes ou que integrem, independente do número de habitantes, regiões metropolitanas e aglomerações urbanas.

O plano diretor é o instrumento fundamental para a política de desenvolvimento de expansão urbana. Ele garante aos cidadãos lugar adequado para morar, trabalhar e viver com dignidade, acesso à habitação, ao saneamento ambiental, ao transporte e aos serviços e equipamentos urbanos.

 

Bacia hidrográfica do Caí abrange 400 mil pessoas

 

Dos 41 municípios integrantes da Bacia Hidrográfica do Rio Caí apenas 17 têm mais de 20 mil moradores. Desses, 11 implantaram o plano diretor (Caxias do Sul, Farroupilha, Canela, Gramado, São Francisco de Paula, Montenegro, São Sebastião do Caí, Triunfo, Dois Irmãos e Sapiranga).

Seis cidades (Estância Velha, Igrejinha, Nova Hartz, Poço das Antas, Portão e Três Coroas) têm pouca área na bacia do Caí. "Os pequenos municípios deveriam se articular para traçar plano de diretrizes, visando o ordenamento territorial para melhorar os recursos hídricos", observa ao CR a técnica da Metroplan Maria Celina Oliveira. Os municípios de Canela, Gramado, Caxias do Sul, Farroupilha e Montenegro estão elaborando novos planos diretores.

A bacia acolhe em torno de 400 mil habitantes, o equivalente a 4% da população total do Estado. A pequena quantidade de moradores se justifica, pois grande parte dos municípios integra outras bacias hidrogáficas.

 

Esgoto doméstico é o principal poluidor da bacia

 

A Bacia Hidrográfica do Rio Caí enfrenta a poluição das águas causada pelos esgotos e agrotóxicos. Há pouca informação sobre problemas ambientais causados pelo uso de agrotóxicos no Estado. "O problema maior é o lançamento na água do esgoto doméstico sem tratamento", afirma a sanitarista e técnica da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Maria Salete Cobalchini.

No caso da bacia do Caí, a carga maior sai de Caxias do Sul, município que lança 50% de seu esgoto no rio das Antas e 50% no Caí, e de Montenegro, situado ao lado do rio. "A indústria vem tratando seus dejetos. A situação é grave para o esgoto doméstico, característica do país, que precisa implantar, com urgência, políticas públicas para solucionar esse problema", enfatiza ao CR.

Ainda que só 0,1% do esgoto de origem doméstica seja constituído de impurezas de natureza física, química e biológica, e o restante seja água, o contato com esses efluentes e a sua ingestão são responsáveis por cerca de 80% das doenças e 65% das internações hospitalares. Atualmente, apenas 10% do total de esgotos produzidos recebem algum tipo de tratamento no país. Os outros 90% são despejados in natura nos solos, rios, córregos e nascentes, constituindo-se na maior fonte de degradação do meio ambiente e de proliferação de doenças.

De acordo com levantamentos da Emater/RS, de modo geral, a aplicação de agroquímicos é excessiva e indiscriminada em toda Região Hidrográfica do Guaíba (RH Guaíba), onde são cultivados dois milhões de hectares, o que representa quase um terço de toda área plantada no Estado. "Não há monitoramento de águas no interior", revela a sanitarista da Fepam.

O consumo de agrotóxicos na RH do Guaíba ultrapassa seis milhões de litros. "A aplicação de fertilizantes é superior a 160 mil toneladas de nutrientes (NPK), que em fórmulas representa quase duas vez e meia mais essa quantia", explica o engenheiro agrônomo Marcos Marimon da Cunha, responsável pelo levantamento das atividades na bacia do Guaíba, que causam problemas ambientais, e manejo do solo.

Na região do Caí, a citricultura vem em primeiro lugar, seguida da olericultura e acacicultura. "Também se destaca a produção de flores", informa o técnico agrícola da Emater local, Maurício Luiz Finkler.

 

Cobrança será revertida em obras

 

Quando for implantado o plano de bacia - no caso da bacia do Caí ainda não tem data -, os usuários vão pagar pela água. A lei prevê a obrigatoriedade da aplicação integral dos recursos na mesma bacia onde foram cobrados, em obras, programas e ações que o comitê considere necessários.

Segundo o presidente do Comitê do Caí, Sebastião Teixeira Corrêa, o objetivo principal da cobrança é gerenciar a demanda, fazer o ordenamento territorial das atividades econômicas, controlar a poluição e formar fundo para as melhorias. "A intenção da lei é cobrar muito de quem polui e pouco de quem apenas consome a água", diz Corrêa. O maior benefício da cobrança é servir de instrumento para política ambiental.

 

IGREJA

Santa Sé rompe silêncio sobre o Irã

Vaticano condena repressão dos cristãos no país dos ayatolás

 

No dia 8 de dezembro, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, voltou a atacar Israel e sugerir que o país deveria ser "transferido" para a Europa. "Seria melhor se os sionistas recebessem algum território na Europa, na Alemanha ou na Áustria para ali poder formar seu governo", disse Ahmadinejad, ao afirmar que os países europeus apoiaram a criação do Estado de Israel para se livrar da culpa pelo Holocausto.

O presidente iraniano já tinha feito declaração semelhante em outubro passado quando disse que "o regime que ocupa Jerusalém deve ser eliminado das páginas da história" e "o povo islâmico não pode permitir a este seu inimigo histórico de viver no coração do mundo islâmico".

As declarações de Ahmadinejad foram consideradas "escandalosas e racistas" por Israel e fizeram com que até a Igreja, que normalmente adota uma posição de prudência, rompesse o silêncio sobre o islã dos ayatolás. "Algumas declarações são particularmente graves e inaceitáveis, como a que nega o direito de existência do Estado de Israel", afirmou a sala de imprensa da Santa Sé.

A lógica da diplomacia vaticana de evitar manifestações públicas sobre questões que envolvem o Irã visa preservar a pequena comunidade católica que vive naquele país. No Irã, a liberdade religiosa para quem não segue a fé islâmica, é muito restrita. As perseguições e a repressão contra os cristãos são freqüentes.

Desde que o regime islâmico foi instaurado no Irã em 1979, centenas de cristãos foram presos, muitas escolas católicas fechadas (14 somente nos dois primeiros anos da revolução de Khomeini, entre as quais institutos lazaristas e salesianos), casas e asilos confiscados e muitos padres e religiosas expulsos do país (na década de 80, cerca de 85% dos padres foram obrigados a deixar o Irã).

 

Comunidades cristãs podem desaparecer

 

No Irã, a Igreja tem origens antiqüíssimas, que remontam ao século II. O catolicismo firmou suas raízes entre os seguidores de Zoroastro e os maniqueístas. Com o advento dos islã, houve um estímulo à expansão missionária no Oriente, que chegou até a China. Hoje, no Irã, os cristãos pertencem, em sua maioria, à Igreja Armênia Apostólica, dita Gregoriana.

O fato de serem minorias étnicas - armênios e assírios-caldeus, em sua maioria - e religiosas torna os cristãos no Irã duplamente "estrangeiros". Há poucas informações sobre os cristãos no país. Eles devem somar pouco mais de 100 mil, numa população total de 68 milhões de habitantes. Desses, 80 mil são gregorianos, 10 mil católicos (latinos e assírio-caldeus), 8 mil ortodoxos e 5 mil protestantes. Todas essas comunidades estão seriamente ameaçadas de extinção no país.

 

Papa limita autonomia franciscana em Assis

 

O Papa Bento XVI estabeleceu, com uma carta apostólica "motu proprio" em novembro, os novos vínculos aos quais deverão adequar-se os lugares sagrados da tradição franciscana para suas iniciativas pastorais - a Basílica e o Sagrado Convento de Assis e a Basílica de Santa Maria dos Anjos. A partir de agora, a diocese de Assis-Nocera Úmbria-Gualdo Tadino é que terá a jurisdição canônica sobre as duas basílicas.

Para o governo da diocese, o Papa nomeou o arcebispo Domenico Sorrentino, que substitui dom Sergio Goretti, por atingir o limite de idade. O motu proprio determina que os franciscanos, responsáveis pela Basílica de Santa Maria dos Anjos, e os conventuais (Basílica de São Francisco) não poderão mais ser autônomos, pelo menos nas iniciativas de alcance pastoral. De agora em diante, eles estão sob a tutela do bispo diocesano, a quem deverão "pedir e obter o consenso" para qualquer evento de cunho pastoral.

 

Descoberta rara revela imagem de Jesus

 

Uma nova descoberta na Terra Santa lança luzes sobre a figura de Jesus. Um selo de chumbo (conhecido por "bulla"), datado do século VI d.C, foi encontrado em escavações feitas em Tiberíades, nas margens da praia da Galiléia, em Israel. O selo tem o formato de uma moeda. Um dos lados traz a imagem de Jesus e o outro uma cruz com o monograma "Christos", que significa Messias, em grego.

A "bulla" foi descoberta durante escavações arqueológicas dirigidas pelo professor Yizhar Hirschfield, da Universidade Hebraica de Jerusalém, no centro da antiga cidade de Tiberíades. De acordo com o professor, é uma descoberta rara que indica que a Tiberíades antiga era um destino importante de peregrinação durante os séculos V e VI.

Há alguns anos, Hirschfield descobriu uma igreja no alto do monte Berenice, também datada do século VI. Ambas as descobertas são evidências de uma comunidade cristã bem estabelecida. A "bulla" era usada para carimbar documentos oficiais de altos funcionários da Igreja. Até hoje foram encontrados apenas alguns exemplares, na Cesaréia. Nas escavações de Tiberíades foram descobertas diversas moedas com a imagem de Jesus, mas datam de séculos posteriores ao VI.

 

NATAL

Padre Zezinho

Natal lembra que toda criança tem direito de uma chance de paz e de fraternidade

 

Muitos cristãos, erradamente, consideram o Natal a maior festa da cristandade, mas não é. Não é uma festa pequena e tem um significado de vida nova, como também tem um significado de nascer e renascer. Mas, para nós, a festa maior é a da Páscoa, a festa do renascer em Cristo e da vitória sobre a morte. Contudo, nós cristãos festejamos também o nascimento de Cristo aqui na Terra, para lembrar quando Ele veio, de quem Ele veio, porque Ele veio e em que ventre Ele esteve.

Isso nos leva a ter um carinho especial por Maria, a incentivar muito a vida familiar cristã. Isso nos leva a ter um respeito enorme para cada criança que nasce, porque Jesus também foi menino e nos leva a entender a importância de defender a vida e de combater o aborto. Mais ainda, o Natal para nós é uma festa de solidariedade, de quem entende que um casal pobre teve sua chance, e o Filho deste casal tornou-se o Libertador de bilhões de pessoas no decurso dos séculos. Por isso, para nós, festejar o Natal é muito mais do que festejar o nascimento de um menino. É festejar todas as conseqüências desse nascimento. Mais ainda, Jesus nos salvou não porque nasceu, mas porque morreu e ressuscitou por nós. Contudo, não morreria nem salvaria se não tivesse nascido. Então, nós festejamos a morte e a ressurreição de Jesus, mas também festejamos o nascimento porque toda criança é bem-vinda ao mundo.

Os católicos mais esclarecidos não rezam ao menino Jesus, porque o menino Jesus não existe mais. Jesus cresceu, tornou-se adulto e está adulto no Pai, porque no céu não se regride. Mas - orientados pela catequese - esses católicos rezam: "Ó Jesus que foste menino" e não "ó Jesus, menino". Jesus não é mais menino, mas o Natal lembra que um dia Ele foi menino e lembra que nós todos fomos meninos e que as crianças de hoje um dia serão adultas como nós; têm o direito de uma chance de paz e de fraternidade.

 

Religiosas elegem conselho provincial

Província caxiense das irmãs do ICM (1) atua em três países

 

As Irmãs do Imaculado Coração de Maria, da província de Caxias do Sul, realizaram, em novembro, o XII Capítulo Provincial. Participaram 48 capitulares, representando as 31 comunidades e as 188 religiosas da província. O tema foi o mesmo adotado pelo XVII Capítulo Geral da congregação, realizado em 2002: "Irmãs do Imaculado Coração de Maria, solidárias na defesa da vida, em fidelidade ao Reino de Deus".

O capítulo foi presidido pela diretora geral da congregação, irmã Maria Zeni do Nascimento. Também estava presente a vice-diretora geral, irmã Amélia Thiele. Durante o encontro, foi eleito o novo Conselho Provincial para o triênio 2006-2008, constituído pelas irmãs Marlise Hendges (coordenadora provincial) e Honorina Taschetto Biasi, Margarida Maria Acorci, Terezinha Enderle, Dejanira Cecília Simonetto, Helena Lottermann e Anisia Thiele (conselheiras).

"Além de eleger a equipe de coordenação da província, o capítulo foi um tempo de oração-reflexão - decisão a respeito da presença e missão na realidade que nos cerca", salienta irmã Gema Tonial, secretária do capítulo. A província caxiense está presente em 10 dioceses e em três países - Brasil, Paraguai e Moçambique. A congregação foi fundada por Bárbara Maix em 1849. Na Serra gaúcha, as pioneiras chegaram no ano de 1898, em Monte Belo do Sul. Seguindo os desejos da fundadora, as irmãs dedicam sua vida à formação de crianças e adolescentes, à pastoral e às missões.

 

Dia dos agentes de Pastoral da Saúde

 

A partir de um projeto do deputado estadual Fabiano Pereira, foi aprovada a lei que institui, no Rio Grande do Sul, 14 de julho como o Dia dos agentes de Pastoral da Saúde. A data foi escolhida por ser o dia litúrgico dedicado a São Camilo de Lélis, padroeiro dos profissionais da saúde.

A Pastoral da Saúde no Estado é um organismo de ação social da CNBB, com participação de cristãos de outras confissões religiosas, que está presente nas 17 dioceses gaúchas que formam o Regional Sul 3 da CNBB. A Pastoral da Saúde foi criada pelo Papa João Paulo II em 1985. No Estado, há cerca de nove mil pessoas que atuam nessa pastoral através da promoção de cursos, palestras, reuniões com as lideranças, visitas domiciliares e aos enfermos, orientação sobre plantas e ervas medicinais etc.

 

A arte de viver

Aldo Colombo

Não espere pelos grandes momentos. O importante é desfrutar o prazer nas coisas cotidianas e simples do dia-a-dia

 

Há mais de 100 anos, quando ninguém falava em estresse, o escritor russo Guerdjef deu sua receita para a arte de viver. Hoje se fala em qualidade de vida e qualidade total. Estas normas são perfeitamente atuais.

Faça uma pausa de 10 minutos a cada duas horas de trabalho. E nesses 10 minutos pense em si mesmo, em suas motivações e no compromisso de qualidade. Não será um tempo perdido, mas ganho.

Aprenda a arte de dizer não, sem se sentir culpado por isso e sem magoar seu interlocutor.

Planeje seu dia, mas deixe lugar importante para os imprevistos, que podem ser fatos ou pessoas.

Faça uma tarefa de cada vez. Se algumas tarefas não podem ser feitas hoje, deixe para amanhã. E não perca sono.

Esqueça que você é necessário e insubstituível. Outras pessoas podem realizar essa tarefa. Não tenha receio de delegar atribuições.

Peça ajuda, sempre que necessário. Isso não o diminuirá, pelo contrário fará crescer a aceitação por parte do grupo.

Separe os problemas reais dos imaginários. Muitos dos nossos temores não têm a menor procedência.

Não espere pelos grandes momentos. Desfrute o prazer nas coisas cotidianas e simples do seu dia-a-dia: conversas, refeições, momentos gratuitos com a família.

Tenha alguém em quem você possa confiar plenamente. Será amigo, confidente e cúmplice, no melhor sentido da palavra.

Saiba a hora certa de sair de cena. Seja num jantar, numa chefia ou numa visita. Competir é ótimo, para quem pretende ficar esgotado. Caminhe com os outros e ajude desinteressadamente.

A rigidez é boa para a pedra. A ternura e o bom humor tornam sua presença agradável. Tenha objetivos claros e não receie negociar.

Não abandone suas três grande amigas: a intuição, a simplicidade e a fé.

Você não será julgado por suas boas intenções. O que vale é o que você fez realmente.

Não diga a si mesmo que perdeu tempo e agora é tarde demais. Hoje é uma excelente oportunidade para começar ou recomeçar.

 

Missões mobilizam São José do Norte

Equipe capuchinha encerra atividades na paróquia de Ivoti

 

Com a reanimação missionária na paróquia São Pedro Apóstolo, de Ivoti (RS), que iniciou nesta terça 13 e prossegue até 18 de dezembro, a equipe dos missionários capuchinhos do Rio Grande do Sul encerra as atividades de 2005. Neste ano as missões populares foram pregadas em dez municípios gaúchos (Barracão, Jaquirana, Cambará do Sul, São Francisco de Paula, Nova Alvorada, Itapuca, Camargo, Jaboticaba, Benjamim Constant do Sul e São José do Norte) e dois do Mato Grosso (Campo Verde e Jucimeira).

A última paróquia missionada foi a de São José do Norte, dirigida pelos capuchinhos desde 1981. De 8 de novembro a 4 de dezembro, os freis pregaram missões nas 22 comunidades e na matriz. "Mais de três mil pessoas participaram da celebração final", informa o pároco, frei Darci Trucolo, responsável pelos cuidados da paróquia, junto com frei Antônio de Carvalho Macedo (vigário paroquial).

Frei Darci salienta que um dos momentos mais marcantes no encerramento das missões foi a apresentação de cada uma das comunidades - todas estavam presentes - com muitas bandeiras brancas da paz, papel picado e lançamento de balões. Representantes de outras cidades - Cassino, Rio Grande, Pelotas, Mostardas e Tavares - prestigiaram as missões.

Também emocionaram os presentes a procissão da imagem de Nossa Senhora de Fátima entre a multidão, a entrada da Bíblia (carregada por uma criança sobre um andor) e o sermão proferido por frei Volmir Warken. Na despedida, uma multidão acompanhou os missionários até a barca, que atravessa a lagoa dos Patos em direção a Rio Grande. A pós-missão na paróquia será realizada na última semana de fevereiro de 2006.

 

Clube da Esperança promove mais um "Natal na Praça"

 

Numa promoção do Clube da Esperança, programa apresentado por frei Renato Zanolla a partir da meia-noite na rádio São Francisco, será realizada nesta quinta 15 a 2ª edição do "Natal na Praça" – na Praça Dante Alighieri, em Caxias do Sul. "O objetivo é cristianizar o Natal, fugir um pouco do sentido comercial que cada vez mais vem sendo dado às festas natalinas", destaca frei Renato.

O Natal na Praça inicia às 9 horas, com uma mensagem de boas-vidas e apresentação da Banda Santa Cecília, de Nova Pádua. Durante o dia haverá show de corais, apresentações e mensagens. Às 12 horas, missa na catedral e, durante todo o dia, freis capuchinhos que residem em Caxias vão se revezar no atendimento às pessoas, dando a bênção, uma palavra de conforto e mensagens natalinas.

O encerramento ocorre às 20 horas, com um concerto do Coral da Randon, com participação de diversos corais – Municipal, Infanto Juvenil, Mìseri Coloni - e da Orquestra Sinfônica da UCS, que interpretarão canções natalinas. O Clube da Esperança tem como parceiros, no evento, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), paróquias Imaculada Conceição e Santa Teresa (catedral), UCS, empresas Randon e rádios São Francisco e Mais Nova.

 

Natal proibido

Wilson João

Enquanto houver crianças passando fome, pedintes nas ruas, falta de saúde e de educação, não haverá condições de celebrar o Natal

 

"Neste ano é proibido celebrar o Natal", foi a manchete que li na entrada da cidade da Belém de todos os lugares do mundo, de todos os países da terra, especialmente nas cidades habitadas por cristãos, seguidores da criança Jesus de Belém.

EM ALGUM LUGAR É NATAL, foi a manchete que li na saída das mesmas cidades, dando esperança ao viajante que, no desejo de paz, andava em busca, como os reis magos de outrora, de alguém que enchesse seu coração faminto de vida e de paz.

NÃO HÁ LUGAR PARA ELE NAS CIDADES. Até que houver crianças passando fome, pedintes nas ruas da cidade, sem condições de saúde e de educação, não haverá condições para celebrar o Natal. Até que o medo uns dos outros, o medo de ladrões e assaltantes, até que a mentira andar solta e as pessoas maquinarem dentro de suas mentes como enganar o próximo, não há condições de celebrar o Natal. Na Belém antiga, Maria não encontrou lugar na cidade para que o menino da paz pudesse nascer. As portas estavam todas fechadas. As pessoas viviam pensando somente em si mesmas. Mas, em algum lugar fora da cidade Ele encontrou um lugar de paz, onde a natureza o acolheu. E os anjos cantaram: "Paz às pessoas de boa vontade".

NÃO HÁ LUGAR PARA ELE NAS ROÇAS. Ele gosta do ambiente da roça. Nasceu entre vacas e burros. Era uma estrebaria. Lugar de todos. Lugar de cheiro natural. Porém, em nosso tempo, o mal da cidade, o fechamento das pessoas da cidade afetou a vida da roça e Maria tem dificuldades de encontrar um estábulo. Os estábulos estão com outros cheiros, com aparelhagens sofisticadas, com venenos e proteções contra ladrões que José, chegando e abrindo o portão para pedir licença, em vez do canto do "paz na terra" vai disparar um alarme que vai colocar todos em estado de alerta e de medo. Certamente José e Maria passarão como ladrões, e dificilmente escaparão de uma inútil explicação na polícia.

SEMPRE HÁ UM LUGAR PARA ELE. No meio de ambientes de guerra, de festinhas sem festa, de barulhos ensurdecedores, de carros a toda a velocidade, de luta pela sobrevivência, de noticiários sem beleza e sem novidades, acontecerão natais de vida e de paz. Para as pessoas de "boa vontade" uma manchete aparecerá nos céus da vida e nos corações: "Aqui é Belém! Aqui é Natal do Senhor Jesus! Aleluia!"

 

CULTURA DA IMIGRAÇÃO

O italiano que está em você

Francisco José Novello

Engenheiro, Porto Alegre-RS

Eis como um engenheiro eletrônico vive sua italianidade:

"Meu nome é Francisco José Novello. Nasci em Flores da Cunha-RS, em 1957, onde moram meus cinco irmãos. Minha mãe faleceu, e meu pai tem 76 anos. Ele só fala Talian e recorda: "Graças a Deus, passou o tempo em que era proibido falar a língua dos nonos." Eu aprendi o Português na escola. Em casa falava Talian.

Em 1975 fui estudar em Veranópolis, no Seminário dos Capuchinhos, onde aprofundei as tradições e costumes herdados da família. Em Flores da Cunha, morava no interior. Caminhava cinco quilômetros de ida e cinco de volta, de pés no chão, ou de chinelo, para participar da missa todos os domingos. Quando não estava molhado, fazia atalhos. Carregava os sapatos nas mãos. Só os calçava na estrada geral. Num bebedouro de animais, lavava os pés e escondia os chinelos no barranco, para retomá-los na volta.

Para mim, meus irmãos e meus pais, ir à missa todos os domingos e participar de festas religiosas era o máximo prazer, costume que continua sagrado em nossa família. Aprendi o catecismo de minha própria mãe. Para ir à missa, as crianças usavam o melhor terno, mas sem gravata. Eu sempre tive vantagem sobre meus irmãos. Como mais velho, sempre ganhava roupa nova. Quando não me servia mais, ia para os irmãos menores.

Morei dois anos em Pelotas. Povo muito acolhedor e perceptivo. Quando eu fazia alguma leitura na Igreja, no final da cerimônia, sempre alguém comentava meu sotaque italiano. E eu ficava feliz por isso, pois lá havia poucos italianos. E conservo ainda meu sotaque característico como algo precioso. Nunca me importei com as observações, pois o sotaque é parte de minha identidade. Eu nasci italiano e aprendi falar o Talian. No trabalho não posso falar o Talian, mas ao menos manifesto minha italianidade pelo sotaque.

Continuei meus estudos e me formei em Engenharia Eletrônica na Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre-RS, onde atuo como profissional. No meu setor de trabalho, há um descendente de italianos, com quem posso bater papo em Talian. Os demais acham graça, repetem palavras e vão assimilando nossa cultura. Recentemente nos visitou um estagiário de Trento, dialogamos em Talian, revivendo a mesma história, embora separados há 130 anos.

Em Fortaleza, a serviço, me deparei no restaurante com um grupo de turistas trentinos que vieram para um casamento, com uma intérprete brasileira. Foi só eu falar Talian que as histórias fluíram. A mim parecia estar na Itália dos nonos no Rio Grande do Sul, e a eles parecia ter encontrado o Trentino no Brasil.

Outra vez, em Piratuba-SC me deparei com uma excursão de senhoras da colônia, descendentes de italianos emigrados do Rio Grande do Sul, abordei-as em Talian e a festa estava completa. Meu colega, um alemão, observou: "Que facilidade você tem de se comunicar com estranhos!" - Estranhos, não, respondi, italiano para italiano é gente de casa. Aí me dei conta que o Talian traz nas palavras a força da história.

Sou casado com Neusa Salete Dornelles, temos o filho Gustavo, de 10 anos. Temos propriedade no interior. Lá voltamos em fins de semanas e nas férias para reviver nossa história no trabalho da lavoura. E nosso filho, em contato com os primos e os nonos, vai aprendendo o Talian, pode brincar com o carrinho de lomba de minha infância, e se relacionar com a natureza."

Família, religiosidade, trabalho, culinária, língua, contar histórias ... - eis o suporte da italianidade de Francisco Novello. (Rovílio Costa)

 

EL RITORNO DE NANETTO PIPETTA (339)

Nanetto vìsita el simitero de Pistoia e el riva al Véneto

Rafael Baldissera

Professor, Curitiba - PR

 

- Ben, ndemo visitar el Simitero de Pistoia, dove i ze stai sepolti 420 soldai brasiliani (i Pracinhas), morti te la ùltima guera, ma desso ghiné solo uno sconosciuto, parché i altri i ze stai consegnai a le so fameie in Brasile.

El professor Ferrarini el ga fato na alocussion sora i Pracinhas brasiliani, parché el gera drio scriver un libro sora sto tema. El nostro compagno e ex-pracinha Cesar Guerzé, del Spìrito Santo, el ga piandesto, ledendo i nomi dei soldai morti ntea Guera. E Edilson el contìnua:

- Ghe ze na pira intacada di e note, e un ex-pracinha brasilian, maridà co na Italiana, che’l mola la bandiera brasiliana tuti i di e el fa la conservassion del Simitero. El Brasil l’è ndà in guera squasi tel fin, ma el ga vinto tute le batàlie che’l ga intacà e el ga fato 22.000 presionieri.

Con sta dechiarassion, tuti i ga batesto palme al valor dei pracinhas. Dopo ghemo continuà el nostro viaio. Adesso no se vede pi le pianure del Sud, ma vali e montagne. Cossì stesso, i taliani i pianta anca tele rive, in scalete, sioè, i fa dei muri de sassi, i ghe mete su tera fèrtile e i pianta fin sora. Lora se vede arquante montagne piene de scalini. Ghemo traversà el Rio Pò, el pi grando e el pi importante del Itàlia. Cossì semo ndai rento tea Region del Véneto. Un poco pi insù ghe ze el Rio Àdige, che e1 core squasi paralelo al Pò, formando na sorta de Mesopotàmia, ma col nome de Polésine e coa capital Rovigo. Co se va rento del Véneto, el par che se ritorna ala casa paterna, e se gavemo sentisto ben, parché i nostri noni i gera véneti. Nanetto el ga scominsià piànder, de tanta emossion, vedendo che el gera drio vissinarse de Venèssia, la capitale del Véneto, dove el ze nassisto. Edilson, co lo vede piandendo, el ghe dise:

- Te ghè reson, Nanetto, de piànder. Noantri semo drio realisar un grande sogno, che i nostri noni no i ga podesto realisar. Qua tel Véneto, a casa, tuti i parla ancora el Véneto.

Tel ristorante el fa la prova e el ghe domanda a la garsoneta:

- Sto vin qua, che gavemo in tola, falo la ciuca?

- Ma nò! Sol se te ghen bevi massa. Ma, infati, valtri sio brasiliani o sio véneti?

- Noantri semo brasiliani, ma arquanti i parla ancora el Véneto, come mi, che son venessian legìtimo.

 

VITA STÒRIA E FRÒTOLE

Rovílio Costa e Arlindo Battistel

Pèrseghi de Natale

Nestor José Foresti

Bento Gonçalves - RS

 

El Natale l’è sempre stà na bela festa par tuti quei che crede nel Signor. Sti ani, quando ncora no ghera mia tanto bacan de propagande, lucete e mistieri che i òbliga a tuti comprar tanti poci, el Natale, me pare che l’era pi cristian. E ardè che no me consìdero mia così vècio. Go un poco pi de quaranta ani.

Me ricordo ben che i noni i me insegnea a far el presèpio. Mi e me fradei lora se ndea su par le piante alte del mato a tirar zo la barba, se taiea un pineto, se lo metea in un vaso pien de sàbia e se ghe pichea via la barba e i santini pi bei che se gavea. Soto el pineto, messo su un taolin in tela sala de casa se fea con sassi e carton na grota ndoe che se metea un santin del presèpio parché no se ghea mia le statoete. Devanti la grota un poche de stradete fate con sàbia, sasseti tondi de rio e grama. E così el presèpio l’era pronto. Se lo fea in tela vèspera del Natale e se lo tirea via sol par la festa dela pifania.

La parte però che a nantri tosatei me piasea depì l’era quela de ciapar, nela note dela vèspera del Natale un piatin cada un e méterghe rento qualcosa par la musseta del bambin che el vegnea portar presenti a quei che i ghea fato pulito tuto l’ano.

Lora un el metea in tel piatin un poco de sal, quelaltro un pochi de strafoi e erbe fresche che se catea su insieme in tel prà, par la musseta. Se ndea a leto bonora parché se la musseta la catesse bacan la se spaentea e no la passea pi.

Ala matina se saltea su bonora sol par veder cosa che el bambin el me ghea portà. In tei piatei, al posto del sal e dele erbe, se catea dolsi, qualche caretin, qualche boleta de plàstico par i tosatei e na boneca picinina par le tosete. No ghera al mondo gente pi contenta de noantri parché ghe volea dir che se ghea fato pulito e che lora el bambin l’era contento con tuti e par quela el se ghea ricordà e portà quei presenti.

El di de Natale l’era el pi bel del ano. Se ndea a messa e quando se catea i altri tosatei un el ghe dimandea al’altro:

- Cossa te galo portà el bambin?

In cesa tuti i ndea a veder el presèpio grando e bel e se fea na preghiera.

Quando se tornea a casa i vignai verdi i parea pi bei de prima e quanta oia se ghea de magnar i pochi pèrseghi de natale che se vedea par le strade, i primi che vegnea maduri. A quei tempi era poche le fameie che le ghea fruteri e anca se se ghea oia de catar do e magnarli, se savea che l’era pecà tor fruti dele piante dei altri sensa dimandarghe. Come par dimandarghe se ghea vergogna alora se restea sol con la oia.

Par el primo del ano, anca se ghea de farse coraio, assar casa la vergogna e mèterse par le strade ben bonora par darghe el "Bon princìpio del ano" a tuti i visigni e parenti. Tuto questo sforso l’era ben ricompensà parché ghe zera la tradission che tuti i ghe dea ai tosatei qualche soldeto. Quei che i rivesse pi bonora i ciapea depì. E anca zera el di dei fiossi ndar catar i santoi, darghe el "bon princìpio!" e ricever qualcosa.

Tanti ani ghemo scumissià e fenio e sol quel che ghe restà depì bel ze la pace del cor, la pace che volemo a tuto el mondo. Come sti ani ve desidero:

Bon Natale! Bon princìpio del ano a tuti!

 

GERAL

UCS é destaque em comunicação

Instituição recebe dois prêmios do Sinepe

 

A Universidade de Caxias do Sul foi destacada em duas categorias no 3º Prêmio Destaque em Comunicação, concedido pelo Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado no Estado (Sinepe/RS). A UCS recebeu o prêmio na categoria Ensino Superior - Jornal/Boletim Informativo, com o Jornal da UCS, e na categoria Case de Comunicação, com o case "Comunicação para e com as pessoas", destacando as ações realizadas pela Assessoria de Comunicação para o público interno.

A terceira edição do Prêmio Sinepe teve 99 inscritos e 23 instituições foram finalistas nas categorias de publicações impressas (boletins, jornais ou revistas), trabalhos em Internet (sites/portais), vídeos institucionais e cases de comunicação realizados pelas instituições filiadas ao sindicato.

 

Prefeitos pressionam para aprovar reforma tributária

Com a aprovação, eleva-se em 1% o percentual do FPM

 

A Câmara dos Deputados aprovou a municipalização do Imposto Territorial Rural. A aprovação do ITR vai reforçar o caixa dos municípios. A boa notícia não foi suficiente para atender aos anseios dos prefeitos, que estão em Brasília na Mobilização em Defesa dos Municípios até quinta, 15.

O que levou os prefeitos à capital federal é a votação da reforma tributária, parada na Câmara há dois anos. A aprovação vai gerar aumento de 1% no percentual de incidência do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). "Vamos pressionar pela votação das matérias de interesse das cidades. O momento é propício", diz o presidente do CNM, Paulo Ziulkoski.

Com a aprovação da reforma tributária, o FPM sairia de 22,5% para 23,5% da arrecadação com o Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados.

 

Garibaldi promove o Natal Borbulhante

 

Canto, música e dança, encenação da chegada dos imigrantes italianos e espetáculo pirotécnico são as principais atrações do Natal Borbulhante de Garibaldi, que ocorre até o dia 22, na Praça Loureiro da Silva e no Clube 31 de Outubro. Os festejos lembram a produção de champanha.

Paralelamente, realizam-se a Feira de Produtos Coloniais e Artesanato, na Casa do Colono Italiano, réplica construída em 2003, onde 12 clubes de mães do interior do município, organizados pela Emater, estarão vendendo produtos típicos coloniais, como os pães assados no forno no local, e artesanato.

 

Antônio Prado festeja motoristas e o Natal

 

A Festa dos Caminhoneiros, que será realizada de 28 de dezembro de 2005 a 1º de janeiro de 2006, no Centro Municipal de Eventos, e o Nostro Natale, que se estende até o próximo dia 25, estão movimentando Antônio Prado. "Essas festividades promovem a integração regional, o turismo e a cultura das comunidades", destacou o chefe da Casa Civil, Alberto de Oliveira, ao receber a comitiva pradense.

A expectativa dos organizadores é que 30 mil pessoas visitem a festa dos motoristas. A programação do evento inclui jantares, missas e shows, dentre os quais se destaca o da dupla Rick e Renner.

Natale - Até o dia 25, nos finais de semana, prossegue a programação do Nostro Natale. Apresentação da saga dos imigrantes, aparição dos anjinhos, janelas cantantes e passeios de dindin são atrações do evento.

Nostro Natale é promovido pela Prefeitura, juntamente com as secretarias de Educação e de Turismo, Emater, Banda Comunitária, Associação dos Artesãos Nostra Arte e Fundação Banco do Brasil.