DESCOBRINDO CAMINHOS
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Edição 5.020 – Ano 98 – Caxias do Sul-RS, 27 de dezembro de 2006.
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O ano que termina deixa um balanço melancólico
Decepção marcou o futebol, a economia e a política do país
Entre as muitas características que poderiam rotular o ano que finda, a decepção parece ser a nota mais saliente. Decepção no futebol, decepção na economia, decepção na política e – sobretudo – decepção na ética. Para usar um lugar comum, 2006 não deixa saudades.
A seleção brasileira, tida por todos como a seleção dos sonhos e provável ganhadora do Mundial, fez uma campanha melancólica nos gramados alemães. Nem Ronaldo nem Ronaldinho e outros medalhões justificaram a fama. Para recuperar a auto-imagem esportiva, dois fatos fecharam o ano: o show do voleibol brasileiro e a conquista do mundial de clubes pelo Internacional.
Decepção também resume a avaliação da economia do país. O espetáculo do crescimento, prometido pelo presidente Lula, não aconteceu. Os índices econômicos do país foram pífios, os piores entre as nações emergentes. Embora a taxa de juros tenha baixado, o fato não chegou a ativar a economia. O custo Brasil é um dos maiores da economia mundial. Para o novo ano, as previsões são de um crescimento de apenas 3%.
A campanha eleitoral foi a pior dos últimos tempos. Não houve propostas claras e diferenciadas, tivemos apenas monótonas acusações. Os acordos mais esdrúxulos foram negociados. E alguns ilustres acusados de escândalos, absolvidos pelo corporativismo do Congresso, receberam estrondosas votações. Isto em nada afeta a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, triunfo baseado no programa Fome Zero, um expediente legítimo, mas que precisa ser provisório, para não ser alienante.
A decepção maior ficou por conta da bandeira da ética, rasgada nos altos escalões da República. Três CPIs coletaram indefensáveis acusações, mas apenas três deputados foram cassados, os outros incompreensivelmente absolvidos. Ao se aproximar o fim da atual legislatura, os congressistas tentaram um aumento exorbitante de seus salários: 91%. Só o clamor público motivou o STF a vetar a medida, ao menos por enquanto.
O homem pode privar-se de muitas coisas, mas não pode viver sem esperança. É por isso que saudamos o Ano Novo. Que ele traga, sobretudo, desenvolvimento e ética. E a certeza de que a imprensa continuará denunciando os desmandos e o criminoso apetite dos colarinhos brancos.
Caxiense vai pagar luz pública
Taxa é fixa e entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2007
Quando o caxiense receber a conta de luz de janeiro de 2007 vai desembolsar mais R$ 2,95 se for consumidor residencial; R$ 14,95 se for dono de alguma indústria e R$ 9,95 se for proprietário de estabelecimento comercial. É que entra em vigor no próximo dia 1º a nova taxa mensal para pagar a iluminação pública.
Conforme o projeto de lei 41/2006, de autoria do Executivo, estão isentos consumidores e empresas que gastam até 50 quilowatts. As casas nas áreas urbana e rural, com consumo a partir de 51 quilowatts, pagam o mesmo valor, de R$ 2,95. Diferente do que é praticado na maioria das cidades, onde o percentual varia de 3% a 7%, em Caxias o valor é fixo.
A nova taxa atinge 146 mil contribuintes. Pelo menos outros 16 mil estão isentos. De acordo com a Prefeitura, a arrecadação mensal, a partir do próximo ano, será incrementada em cerca de R$ 440 mil. O valor deverá cobrir o que a Administração municipal gasta com a RGE.
Caxias do Sul era um dos poucos municípios em que os cidadãos não pagavam a luz da rua. A aprovação do projeto, que passou fácil pela Câmara de Vereadores, ao mesmo tempo que mexe com os bolsos da população, também dá o direito ao caxiense de exigir mais qualidade quanto à iluminação pública. "Na quadra onde moro, estamos praticamente às escuras. Faz anos que cobramos a instalação de mais lâmpadas", queixa-se Ivo Dal Piaz, morador do bairro Desvio Rizzo.
O prefeito José Ivo Sartori justificou a cobrança, dizendo que ela está prevista no artigo 149 da Constituição Federal. "Quase 70% dos 5.561 municípios brasileiros cobram a taxa. Já no Estado, cerca de 80% das 496 cidades mantêm a contribuição", destaca. "Precisamos que a iluminação pública tenha fonte de recurso próprio, como forma de reduzir o impacto negativo da perda de receitas que se anuncia", acrescenta.
Oposição – Em época de tarifaço (leia pág. 8), os vereadores da oposição demonstraram indignação com o novo imposto. Em carta ao público, os vereadores do PT, Ana Corso, Guiovane Maria e Alfredo Tatto, criticaram a forma como o projeto foi encaminhado, no apagar das luzes de 2006: "A maneira como foi enviado nos faz compreender que o prefeito não quer a discussão com os caxienses e que utiliza as festas natalinas e o recesso como forma de anestesiar a população".
Duplicação beneficia 65 mil caxienses
Três meses antes do prazo – o que é cada vez mais incomum em obras públicas -, o prefeito José Ivo Sartori inaugurou na quarta 20 a duplicação de 630 metros da Avenida Ruben Bento Alves (trecho entre as ruas Moreira César e Roque Callege). A antecipação da entrega foi saudada pela economia de R$ 100 mil e pelo benefício que 65 mil pessoas passaram a ter em uma área onde o fluxo é em média de 35 mil veículos por dia.
"A comunidade aguardava havia muitos anos por esta obra, que possibilitará uma melhora no trânsito", afirmou o prefeito na inauguração. Além da pavimentação, o trecho ganhou nova iluminação e paisagismo. No total, a Prefeitura investiu R$ 3,287 milhões.
No mesmo dia Sartori anunciou a duplicação do último trecho da Ruben Bento Alves. São 850 metros, da rua Atílio Andreazza à BR-116. As obras devem iniciar na primeira quinzena de janeiro e o prazo para conclusão é de seis meses. O custo está estimado em R$ 1,5 milhão.
AGROENERGIA, NOVO MUNDO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO
Política de agroenergia brasileira está baseada no álcool, biodiesel, florestas energéticas plantadas e resíduos agroflorestais, em especial produção de gás
Elisio Contini
Doutor em Economia Agrícola, pesquisador da Embrapa
A nossa qualidade de vida tem melhorado, no trabalho e nas residências, graças em grande parte à energia. Os carros utilizam gasolina ou álcool para nos transportar, os ônibus consomem diesel e os aviões, querosene. A luz de nossas casas, os equipamentos eletrônicos e elétricos vêm das usinas hidroelétricas, da queima de carvão ou diesel, todas fontes de energia.
As exigências de maior conforto no trabalho, nas casas e na vida social e cultural, e o aumento da população demandam mais energia. As fontes de água e mais exigências ambientais limitam a construção de hidroelétricas. Estima-se que as reservas de petróleo não abasteçam o mundo mais do que 50 anos. O aumento brutal do preço do barril de petróleo, nos últimos anos, é um alerta da finitude desta importante fonte de energia que transformou o mundo no século XX e início dos anos 2000.
Surpreendido por várias crises de energia e dependente de importações de petróleo, o Brasil há mais de 30 anos iniciou a substituição de parte da gasolina utilizada em veículos por álcool, obtido a partir da cana-de-açúcar. A partir de 2003, a indústria automobilística desenvolveu o carro "flex fuel", capaz de rodar com álcool, gasolina ou uma combinação de ambos, cabendo a decisão ao consumidor, na boca da bomba de combustível. Criada a necessidade de produzir mais álcool, o setor produtivo de cana-de-açúcar responde com um crescimento próximo de 10% anual. O bagaço da cana entra nas caldeiras das usinas para movimentá-las e a sobra pode ser vendida para as companhias de energia elétrica.
Mais recentemente, o mundo também acorda que o petróleo um dia vai acabar, sinalizado por preços em ascensão. Surgem programas de etanol nos Estados Unidos, à base de milho, e programas de biodiesel na Europa, utilizando basicamente colza. Ainda que estes produtos exijam altos subsídios para serem competitivos com os derivados do petróleo, espera-se que com o desenvolvimento de novas tecnologias, tanto de produção agrícolas como agroindustrial, barateiem os custos de produção e se tornem competitivos.
O governo brasileiro estabeleceu sua política de agroenergia, baseada em quatro componentes: 1) álcool; 2) bioediesel; 3) florestas energéticas plantadas: e, 4) resíduos agroflorestais, particularmente para a produção de gás. Para o aprimoramento da tecnologia, a Embrapa criou o Centro de Pesquisa em Agroenergia, com foco em novas regiões para a produção de cana e no melhoramento de oleaginosas para a produção de biodiesel. Os setores público e privado articulam-se para mobilizar recursos para a pesquisa e desenvolvimento da agroenergia.
Além do crescimento da produção da bioenergia (álcool, biodiesel, florestas e biogás), o governo estabeleceu outras diretrizes que compõem a política de agroenergia. A função básica da agricultura continua: a produção de alimentos para a nossa população – a agroenergia complementa esta função. Não se pretende derrubar áreas de florestas, mas utilizar áreas já ocupadas, por exemplo, com pastagens, principalmente degradadas. Um objetivo básico do programa é a incorporação de pequenos produtores na agroenergia, criando novos empregos, renda e mais desenvolvimento no interior do país. Utilizar-se-ão matérias-primas de acordo com as características de solo e clima das diferentes regiões. Por fim, o Brasil pretende liderar um amplo mercado internacional de biocombustíveis, posicionando-se contra restrições de importação e exportação por parte de qualquer país.
Além de garantia de abastecimento de energia, da criação de empregos e renda, a bioenergia diminui a emissão de gás carbônico em relação à gasolina, ajudando a melhorar o ar de nossas cidades e reduzindo o efeito-estufa que produz o aquecimento global da terra.
O Brasil tem vantagens competitivas na produção de bioenergia. Possui terras em abundância, gente empreendedora, clima propício, um amplo mercado interno e o internacional em rápida expansão, e gente empreendedora, incluindo-se pequenos produtores. A grande onda da bioenergia está aqui! Cabe a nós, aproveitá-la!
Seguro rural pode sofrer modificações
Subvenção passa de 30% para 40% para quase todos produtos agrícolas
O seguro rural sai do papel e pode sofrer modificações. O percentual subvencionado passa de 40% para 50% para a maçã e de 30% para 40% para todos os produtos agrícolas que estavam neste limite. É o que prevê uma proposta encaminhada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O modelo atual de seguro rural garante subvenção a 18 culturas agrícolas, com limite de R$ 32 mil por semestre – 30% a 60% do prêmio, dependendo da cultura, além da pecuária, florestas e aqüicultura.
Para o diretor do Departamento de Gestão de Risco Rural do Mapa, Welington Soares Almeida, ainda existem problemas a serem resolvidos. Um deles é a abertura do mercado de resseguros, aprovada pela Câmara dos Deputados, devendo ser apreciada pelo Senado.
A estimativa do governo é que a atuação de novos resseguradores ampliará o nível de cobertura. "A possibilidade de acesso direto pelas seguradoras à capacidade de resseguro internacional poderia dar margem maior à oferta de produtos de seguro ao produtor", diz Almeida. Outra demanda é a substituição do Fundo de Estabilidade do Seguro Rural por um sistema de garantia contra os efeitos decorrentes de catástrofe climática.
Contratação – O setor de seguros encerra o ano com R$ 37 milhões contratados dos R$ 60,9 milhões previstos.
Até sexta-feira 22 haviam sido liberados R$ 29,3 milhões, com a contratação de 16,6 mil apólices para uma área de 955 mil hectares. No ano passado foram R$ 2,3 milhões dos R$ 45 milhões orçados. Para 2007, o Ministério da Agricultura pretende ofertar e aplicar R$ 100 milhões – para garantir a meta foi enviada à Casa Civil a proposta de elevação dos limites para algumas culturas.
CMN aprova garantia prévia de preços
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). A medida beneficia os produtores de milho, feijão, mandioca, arroz, soja e leite que tenham financiamentos nos grupos A/C, C, D e E do Pronaf nesta safra 2006/2007.
O objetivo do PGPAF é assegurar a remuneração dos custos de produção dos agricultores familiares por ocasião da amortização ou da liquidação das operações de crédito do Pronaf, para que não seja comprometida a renda familiar em casos de oscilação brusca dos preços no mercado.
A compensação das perdas ocorre mediante a concessão de bônus de desconto, que será correspondente à diferença de preços entre o valor de mercado (no momento do empréstimo) e o valor de referência definido para o ano-safra pela Conab. "O programa visa contribuir para a estabilidade e renda dos agricultores familiares e estimular a diversificação da produção agropecuária, articulado às políticas de crédito e de comercialização", esclarece o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Guilherme Cassel.
Os preços iniciais de referência serão fixados anualmente para cada cultura – à exceção do leite, que inicialmente será referenciado pelo valor do milho – para cada uma das cinco regiões do país. Essa referência será estabelecida a partir dos custos médios de produção identificados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Os bônus de garantia de preços desta safra 2006/2007 serão divulgados a partir de março de 2007, com base nos preços de mercado praticados em fevereiro do mesmo ano.
Afavin reelege João Carlos Taffarel
Dar continuidade ao concurso Seleção de Vinhos de Farroupilha e efetivar o projeto de zoneamento vitícola para o município são propostas da nova diretoria da Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin).
Em assembléia realizada na segunda 18, os associados reelegeram o atual presidente, João Carlos Taffarel (foto), para o biênio 2007/2008. O vice-presidente é Paulo Tesser, tendo como secretários Eloi Luiz Pietrobelli e Ricardo José Chesini, e tesoureiros, Tiago Tonini e Nelson Pergher.
Engº. Agrº. José Zugno
Cultivo de abacaxi
Tenho disponível uma área de 80m de comprimento por uns 60m ou 70m de largura, onde pretendo fazer uma caprichada plantação de abacaxi. O terreno é plano, fácil de trabalhar. As plantas que existem por aqui são de boa qualidade, mas o pessoal capricha pouco, de maneira que a produção deixa a desejar; os abacaxis são gostosos mas, em geral, pequenos. Eu gostaria de saber quais as necessidades que a plantação exige para conseguir o meu intento.
Vandelino Miguel
Terra de Areia – RS
A cultura do abacaxi não tem segredo. O amigo conta com dois fatores fundamentais: clima e solo da região são favoráveis. Além disso, tem o desejo de fazer bem o serviço, "caprichar", como diz.
O clima subtropical apresenta invernos brandos, livres de geadas; verões quentes, chuvas bem distribuídas, boas luminosidade e umidade. O solo é bastante fértil, de boa consistência física, dotado de matéria orgânica, favorável à penetração das raízes da planta.
A cultura do abacaxi no RS tem pouco mais de 50 anos. Foi introduzida na década de 1950 pelo engº agrº Francisco Gonçalves Flores, Dr. Chico Flores, como era conhecido, do Serviço de Fruticultura da Secretaria da Agricultura do Estado, que distribuiu gratuitamente mudas, estimulou e orientou o seu cultivo, o qual propagou-se rapidamente no Litoral Norte do Estado, começando por Osório, passando por Terra de Areia, Itati até o interior de Torres, considerada a melhor área para o cultivo, exatamente por ser favorecida pelos fatores naturais: clima e solo. Duas necessidades se apresentam: o preparo conveniente do solo e a obtenção das mudas.
Preparo – Consiste em lavrações e gradagens com eliminação dos inços, para deixar o solo esmiuçado e permeável, próprio para receber as mudas. Sendo plano, o terreno favorece. É importante proceder a análise do solo para saber se é necessário usar fertilizantes químicos. Em geral, não deveria haver necessidade de fazer calagem, pois a cultura aceita bem solos ácidos, com pH em torno de 5,0.
É conveniente a adubação orgânica com estrume de curral, à razão de 10 a 20 mil quilos para a pretendida área de meio hectare. O estrume de curral pode ser substituído pelo composto ou torta vegetal.
Mudas – Conseguir boas mudas é fundamental. A multiplicação do abacaxi se faz assexuadamente, por meio dos filhotes ou rebrotos das plantas mães, que surgem no pedúnculo, abaixo do fruto. As mudas deverão ser retiradas de plantas que deram bons frutos e isentas de doenças e pragas. A boa muda consta de um conjunto de folhas (roseta) unidas na base onde existem ou se formam raízes. As mudas selecionadas são guardadas em camadas leves, à sombra, por 5 a 10 dias, em locais secos e bem arejados, aguardando o plantio.
Plantio – O plantio pode ser feito em linhas simples, separadas 1,20 a 1,50m e 25 a 30cm entre as mudas na linha; ou ainda melhor, em fileiras duplas distanciadas 40 a 50cm uma da outra. Entre uma fila dupla e outra a distância deve ser de 1,50m, e de 30 a 40cm entre as plantas na linha. Após terem sido abertas as valas nas linhas (ou as covas, a enxada), deve-se colocar cuidadosamente a muda no lugar certo, cobrir as partes baixas das mudas, a mão, bem junto à terra.
Tratos – O ciclo do abacaxizeiro é de cerca de 2 anos; no primeiro ocorre a fase vegetativa, e no segundo a fase florífera. Nesse tempo, a cultura exige cuidados constantes: capinas permanentes, amontoa de terra ao pé para favorecer o raizame, cobrir o solo entre as filas com palhas, capim seco ou mesmo faixa de polietileno preto entre as linhas, também para evitar a erosão e conservar úmido o solo. Se necessário, em caso de estiagem prolongada, propiciar a irrigação.
A formação da haste central ocorre cerca de 14 meses após o plantio; nela encontram-se as flores (mais de 150) que se distribuem em espiral em torno do eixo da mesma. É a fase florífera. Para favorecer o florescimento e a frutificação, inclusive o tamanho dos frutos, é recomendado o uso de certos produtos químicos e hormônios vegetais. O mais comum é o carbureto de cálcio (acetilênio). Esses produtos, inclusive os hormônios, devem ser utilizados com a orientação de agrônomo da extensão rural do seu município ou região.
Maratona rural da Fenavinho
Prova lembra produção de vinho e suco de uva
Mais de 2.000 atletas devem participar da 1ª Maratona do Vinho e 1ª Maratoninha do Suco, que ocorrem no dia 28 de janeiro. Promoção da Festa Nacional do Vinho (Fenavinho), a maratona do vinho terá percurso de 42,2 km. Será realizada no Vale dos Vinhedos com largada e ponto de chegada no hotel Villa Michelon.
O trajeto contempla a passagem por vinícolas, parreirais e pontos turísticos da região. Segundo o organizador da prova, Gregório Lavandoski, a maratona é para quem deseja correr e se divertir. "100% rural, os atletas passarão de cantina em cantina, além de um túnel formado por parreirais", destaca.
Também será realizada a 1ª Maratoninha do Suco, com 1,8 km de percurso. Crianças e adolescentes de 7 a 15 anos podem participar em duplas que poderão competir nas categorias A (7 a 9 anos), B (10 a 12 anos) e C (13 a 15 anos). A largada desta prova será em frente ao hotel Villa Michelon.
Os interessados podem se inscrever até o dia 15 de janeiro de 2007. Informações e inscrições pelos telefones (54) 3452.8676 e 9149.1438 ou pelo e-mail gregorio@lavan-doskipromocoes.com.br
Vale do Taquari tem Corpo de Bombeiros
Os 14 municípios da região alta do Vale do Taquari acabam de ganhar novas instalações do Grupo de Combate a Incêndios do Corpo de Bombeiros. Instalada em Encantado, a guarnição conta com 23 voluntários, dentre os quais 15 servidores municipais e oito funcionários de empresas privadas.
O grupamento está equipado com uma viatura tipo auto-bomba tanque mercedes-benz, com capacidade para 2.500 litros de água, material de combate a incêndios e uma viatura leve. O grupo vai atender os municípios de Encantado, Muçum, Roca Sales, Relvado, Nova Bréscia, Coqueiro Baixo, Ilópolis, Anta Gorda, Itapuca, Arvorezinha, Dois Lajeados, Doutor Ricardo, Putinga e Vespasiano Corrêa.
Festejos movimentam Fagundes Varela
Fagundes Varela uniu os festejos de final de ano com as comemorações dos 19 anos de emancipação. As atividades envolvem todos os moradores e encerram no final do ano. Com cerca de 3.000 habitantes, o município está localizado na Encosta Superior do Nordeste gaúcho. Tem sua economia baseada na agropecuária. Na praça Bella Vista, ocorreram as apresentações do CTG Alma Nativa e do grupo de danças Caripaiguarás.
Integrando a programação, a Prefeitura homenageou as pessoas com idade superior a 60 anos. Recepcionados no salão paroquial, os idosos participaram da confraternização onde foi servido o típico "merendim" italiano. A homenagem contou com as apresentações do Coral Bella Vista de Fagundes Varela, da Banda Municipal de Guaporé e das alunas da Escola Municipal Caminhos do Aprender.
O Prefeito Luizinho Zardo entregou a medalha de Nono e a Nona do Ano para Pedro Rui e Rosália Darós Benetti, ambos com 93 anos, por serem as pessoas mais idosas presentes no evento. Na ocasião, destacou a contribuição dos homenageados em prol do desenvolvimento de Fagundes Varela.
Centro de convenções no Parque da Fenavinho
O Parque da Festa Nacional do Vinho (Fenavinho), em Bento Gonçalves, ganha até março mais um pavilhão de exposição. Com 3.788 metros quadrados, ampliará a área total do parque para 54,7 mil metros quadrados, dimensão que o coloca entre os maiores da América do Sul.
Um mês após, esse mesmo pavilhão poderá se transformar no maior centro de convenções da região, com capacidade para 3.000 pessoas.
Na semana passada foi oficialmente liberado R$ 1,365 milhão pelo Ministério do Turismo para a compra de equipamentos (divisórias, principalmente, mas também cadeiras, palcos e para obras de acabamento).
O objetivo é dar dupla utilidade ao novo espaço. "Servirá de área para exposição durante feiras e, com estrutura removível, atenderá uma demanda reprimida de amplos locais para congressos e outros eventos", explica Tarcísio Michelon, presidente da Fundaparque, fundação comandada pela iniciativa privada que administra o parque. O dinheiro é a fundo perdido, com contrapartida de 20% do município.
Yeda quer elevar ICMS e congelar salários
Pacote de medidas visa reduzir o déficit financeiro do RS
O pacote de medidas para zerar o déficit de R$ 2,3 bilhões/ano até o final de 2008, aberto pela governadora eleita Yeda Crusius (PSDB) na terça 26, não causou surpresas em relação às informações correntes, mas contraria o discurso de campanha. Entre as propostas está a manutenção das alíquotas de ICMS de energia e telecomunicações em 29% e dos combustíveis em 28%, tarifaço aplicado pelo governador Germano Rigotto no final de 2004 e cujos índices seriam reduzidos para 25% no próximo dia 31.
Yeda também anunciou o aumento da alíquota de ICMS de 25% para 28% para armas, munições, cigarros, cervejas, perfumes e brinquedos e de 18% para 21% para refrigerantes. O conjunto de medidas corta ainda 30% nos créditos presumidos de ICMS (benefício oferecido pelo Estado que reduz o imposto a ser pago), cria um teto de R$ 300 milhões anuais para a liberação de créditos de exportação e extingue o RS Competitivo (programa de incentivo aos setores da economia prejudicados pela guerra fiscal). "As fontes de financiamento, como inflação e venda de patrimônio, secaram. Não tem mais de onde tirar. Sem essas medidas o Estado pode parar em janeiro", explicou Yeda.
O pacote contempla ainda desonerações de ICMS para produtos de alimentação (isenção para refeições em restaurantes populares, sardinha e atum enlatados, polpas de tomate, farinha de trigo com fermento, amido de milho e polvilho) e para a construção civil, incentivo à indústria (isenção para máquinas e equipamentos de irrigação, saídas de retroescavadeiras, motoniveladoras, tratores de lagarta...) e redução para 12% para alíquota de estruturas metálicas usadas na construção de redes de transmissão de energia elétrica e comunicação.
Ao mesmo tempo, Yeda e sua equipe se comprometeram em cortar 20% no total de cargos em comissão e 30% no custeio da máquina pública e congelaram salários dos servidores e vantagens adicionais por dois anos. O pacote cria ainda três fundos: de Garantia da Previdência Pública Estadual (dotação inicial de R$ 40 milhões para 2007); da Reserva Financeira de Equilíbrio Orçamentário (R$ 720 milhões); e do Fundo Estadual de Combate à Erradicação da Pobreza (2% do arrecadado com o aumento da alíquota de ICMS).
Objetivo é reduzir o déficit do Estado
Com o pacote de medidas, a governadora eleita Yeda Crusius quer reduzir o déficit financeiro do RS, calculado em R$ 2,3 bilhões por ano. Para atingir esse objetivo, conta com um aumento de receita de R$ 800 milhões e uma redução de despesas de R$ 650 milhões. O resultado do ajuste em 2007 seria de R$ 1,45 bilhão. Para enfrentar o déficit que permanecerá em 2008, pretende modernizar a estrutura de arrecadação, adotar novas medidas de racionalização de despesas e negociar com o governo federal a dívida gaúcha com a União e os repasses da Lei Kandir (sobre exportações).
Pacote de medidas gera fortes reações
Servidores estudam contestação na Justiça; lideranças empresariais criticam elevação de impostos e pressionam pela rejeição; opositores políticos cobram coerência entre o discurso de campanha e a prática; e até o vice-governador, Paulo Feijó, um defensor ferrenho da livre iniciativa, condena propostas anunciadas. É sob esse clima que o projeto com o pacote de medidas será submetido à votação pela Assembléia Legislativa em sessão extraordinária marcada para as 10 horas desta sexta 29. Para poder entrar em vigor em 2007, precisa ser aprovado neste ano.
A aprovação é por maioria simples (metade dos votos mais um) e o futuro governo conta com apoio, em tese pelo menos, de um número de deputados suficiente para um resultado favorável com folga. Mas, diante do desgaste que essa posição poderá gerar... Na terça, parlamentares do PFL e PSDB, partidos da governadora e vice eleitos, admitiram votar contra. Já os do PP, PMDB, PTB e PDT adiantaram apoio.
Fatos que mais marcaram 2006
O ano que finda será marcado mais pelas decepções, sobretudo na política e no esporte, do que por conquistas
Janeiro
Dia 15 – Michele Bachelet vence as eleições no Chile e se torna a primeira mulher a assumir a presidência do país. Bachelet foi uma das vítimas da ditadura militar do general Augusto Pinochet.
Dia 22 – Evo Morales toma posse na Bolívia. Assume como o primeiro presidente de origem indígena na história boliviana.
Dia 30 – Homens armados realizam violentos protestos em Gaza, em represália pela publicação de caricaturas do profeta Maomé em um jornal dinamarquês.
Fevereiro
Dia 6 – Paciente do primeiro transplante facial da história, Isabelle Dinoire, uma mulher francesa, faz sua primeira aparição em público. Ela teve o rosto destruído após ser atacada por um cão.
Dia 14 – Aberta em Porto Alegre a 9ª Assembléia Geral do Conselho Mundial de Igrejas, evento que reuniu representantes de 348 Igrejas cristãs presentes em 110 países.
Março
Dia 12 – Fernando Alonso vence o GP do Bahrein, que abriu a temporada 2006 de Fórmula-1.
Dia 22 – A organização terrorista basca ETA anuncia cessar-fogo permanente. As ações do ETA fizeram mais de 800 mortos desde 1968 em sua luta para formar um Estado independentes no norte da Espanha e sul da França.
Dia 27 – O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, pede demissão. Ele é substituído por Guido Mantega. Saída de Palocci ocorreu depois de quebra de sigilo bancário de um caseiro e de denúncias de seu envolvimento em esquemas de distribuição de propina.
Dia 29 – O astronauta Marcos Pontes decola rumo à Estação Espacial Internacional. O primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço decolou na astronave russa Soyuz TMA-8, na companhia de um russo e de um americano.
Abril
Dia 21 – Morre aos 74 anos Telê Santana, treinador de grandes clubes do país e da seleção brasileira nas Copas de 1982 e 1986.
Maio
Dia 1º – Evo Morales dá ultimato de 180 dias para que empresas estrangeiras, incluindo a Petrobras, passem o controle de seus campos de petróleo e gás natural para a estatal boliviana.
Dia 12 – Ataques da organização criminosa PCC a delegacias paulistas matam oito policiais. Três dias depois, boatos de novos ataques espalham pânico na capital.
Dia 18 – Inicia o 15º Congresso Eucarístico Nacional, em Florianópolis (SC).
Dia 19 – O alpinista brasileiro Vitor Negrete, de 38 anos, morre após chegar ao cume do Monte Everest, o topo do mundo.
Junho
Dia 6 – Um grupo de 1,3 mil manifestantes, ligados ao Movimento da Libertação dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MLST), invade o prédio da Câmara dos Deputados, em Brasília, causando destruição e ferindo mais de 20 pessoas.
Dia 8 – Morre num ataque aéreo no Itaque o jordaniano Abu Musb Al-Zarqawi, o terrorista mais procurado do mundo depois do líder da organização, Osama bin Laden.
Dia 13 – Brasil estréia na Copa do Mundo da Alemanha com uma vitória apertada – 1 a 0 – sobre a Croácia, em Berlim.
Dia 22 – A seleção brasileira goleia o Japão (4 a 1) e passa para as oitavas de final. Vai enfrentar Gana.
Dia 26 – Luiz Vedoin, responsável pelo escândalo das ambulâncias, inocenta 82 parlamentares de envolvimento com o esquema dos sanguessugas.
Julho
Dia 1º – A França derrota Brasil por 1 a 0 e põe fim ao sonho do hexa.
Dia 5 – A seleção da França vence Portugal (1 a 0), do técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari, e vai para a decisão contra a Itália, que eliminara os donos da casa por 2 a 0.
Dia 9 – Papa Bento XVI encerra, em Valência, na Espanha, o V Encontro Mundial das Famílias, rezando missa para mais de um milhão de pessoas.
Dia 9 – Em Berlim, a Itália vence a França, nos pênaltis (5 a 3) e conquista sua 4ª Copa do Mundo. Partida foi marcada por um lance inusitado do meia Zidane, eleito o melhor da Copa, que deu uma cabeçada no zagueiro italiano Materazzi e sendo expulso.
Dia 19 – Guerra no Líbano, entre o grupo Hesbollah e forças israelenses, mata sete brasileiros. Três dias depois, mais um brasileiro, um menino de oito anos, morreu no Líbano, atingido durante um bombadeio.
Dia 24 – O gaúcho Dunga, capitão do tetra nos Estados Unidos em 1994, é anunciado como novo técnico da seleção brasileira.
Dia 28 – Crise que atinge a Varig, maior empresa aérea do país, faz companhia anunciar demissão de 5,5 mil de seus 9.485 funcionários.
Agosto
Dia 1º – Cubanos vivem primeiro dia sem Fidel Castro em 47 anos. Problemas graves de saúde afastaram o comandante, que indicaria o irmão Raul como seu substituto.
Dia 7 – São Paulo registra 78 ataques na terceira onda de violência do ano. No total, foram 154 mortos, sendo 24 policiais.
Dia 9 – Correio Riograndense chega à edição de número 5.000.
Dia 16 – Internacional, de Porto Alegre, empata em 2 a 2 com o São Paulo, no Beira-Rio, e conquista pela 1ª vez a Taça Libertadores.
Dia 24 – Astrônomos excluem Plutão como planeta do Sistema Solar, reduzindo o número de nove para oito e rebaixando Plutão à condição de asteróide.
Dia 27 – Felipe Massa, da Ferrari, vence pela 1ª vez na Fórmula 1, no GP da Turquia.
Dia 27 – Morre em Minas Gerais dom Luciano Mendes de Almeida, arcebispo de Mariana e ex-presidente da CNBB.
Setembro
Dia 9 – Ubiratan Guimarães, comandante da invasão do Carandiru, em 1992, que deixou 111 mortos, é assassinado em São Paulo.
Dia 10 – Michael Schumacher, heptacampeão da Fórmula 1, anuncia aposentadoria das pistas.
Dia 29 – Um jato da Gol cai no norte do Mato Grosso, no meio da floresta, depois de colidir com um modelo Legacy, fabricado pela Embraer, matando 154 pessoas. O Legacy, apesar de avariado, conseguiu pousar na base militar de Serra do Cachimbo. É o maior acidente aéreo no Brasil.
Outubro
Dia 1º – Lula e Geraldo Alckmin vão para o 2º turno na disputa pela presidência. Foram eleitos 17 governadores, ainda no 1º turno. No Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB) e Olívio Dutra (PT) vão para o 2º turno, enquanto que, de forma surpreendente, o governador Germano Rigotto, candidato à reeleição, fica fora da disputa.
Dia 22 – Felipe Massa vence o GP do Brasil, na despedida de Schumacher e na conquista do bicampeonato de Fernando Alonso.
Dia 29 – Lula (PT) vence Alckmin (PSDB) e é reeleito presidente com 58,2 milhões de votos, mais de 60% dos votos válidos. No Rio Grande do Sul, Yeda Crusius torna-se a primeira mulher eleita para governar o Estado. Santa Catarina reelege Luiz Henrique da Silveira e o Paraná, Roberto Requião.
Novembro
Dia 2 – Estudo alerta para o fim dos peixes nos mares em 50 anos.
Dia 7 – Americanos elegem novo Congresso, que terá maioria democrata, impondo uma amarga derrota ao partido republicano de George W. Bush.
Dia 16 – Rússia vence Brasil na final do Mundial feminino de vôlei, no Japão, adiando o sonho de conquistar pela primeira vez o título.
Dia 19 – São Paulo conquista, por antecipação, seu 4º título brasileiro de futebol.
Dia 28 – Papa faz visita histórica à Turquia, país de maioria islâmica. Viagem serviu para aprofundar o diálogo religioso com as Igrejas ortodoxas e com o mundo islâmico.
Dezembro
Dia 3 – Seleção masculina de vôlei, do técnico Bernardinho, sagra-se bicampeã mundial ao bater a Polônia, no Japão, por 3 sets a zero.
Dia 6 – Cientistas encontram indícios de água em Marte.
Dia 10 – Morre aos 91 anos o ex-ditador chileno Augusto Pinochet.
Dia 14 – Líderes partidários do Congresso fecham acordo para reajustar salários de deputados federais e senadores em 91%. Decisão gera manifestações e protestos.
Dia 15 – Papa assina decreto que reconhece um novo milagre de Frei Galvão, abrindo as portas para a canonização do primeiro santo nascido no Brasil. No mesmo dia, Bento XVI reconhece o martírio de padre Manuel González e do coroinha Adílio Daronch, mártires do Alto Uruguai, que poderão ser beatificados ainda em 2007.
Dia 17 – Inter derrota o Barcelona, da Espanha, por 1 a 0, conquistando o mundial de clubes em Yokohama, no Japão.
Dia 19 – Superior Tribunal Federal suspende aumento de 91% que elevaria salários dos deputados e senadores para R$ 24,5 mil por mês.
Dia 20 – Lula autoriza elevação do salário mínimo de R$ 350,00 para R$ 380,00.
Dia 26 – Corte de apelações do Iraque rejeita último recurso de Sad-dam e mantém a sentença de pena de morte para o ex-ditador. Execução deve ocorrer em até 30 dias.
Dia 28 – Governador Germano Rigotto entrega obras da Rota do Sol.
A UM PASSO DA REALIDADE
Governador Germano Rigotto entrega, nesta quinta 28, um conjunto de obras que deixa a Rota do Sol em condições de trafegabilidade próximas das idealizadas há 75 anos. Faltarão apenas dois viadutos e 1,5 km de asfalto
Aos 40 minutos do segundo tempo, o time apático, lento, sem objetividade e carente de recursos, que perdia por três a zero, começa a reagir. Em cinco minutos faz três gols. Resta a prorrogação. O governador Germano Rigotto entrega nesta quinta 28 mais uma fase das obras da Rota do Sol, a RST-453, que leva o nome do ex-governador Euclides Triches. A conclusão plena ficará para seu sucessor no Palácio Piratini, Yeda Crusius, sobre o qual passam a recair as esperanças dos usuários da rodovia que há mais de 70 anos sonham com esta ligação da Serra gaúcha com o Litoral Norte do Estado.
Rigotto poderia estar inaugurando a rodovia completa se tivesse imprimido seis meses antes o ritmo dado às obras a partir de julho deste ano. Nos últimos meses, houve períodos em que mais de 600 pessoas, contratadas por sete empreiteiras, estavam nas diversas frentes de trabalho, em dois ou até três turnos diários. Com elas, mais de uma centena de caminhões-caçamba, retroescavadeiras, motoniveladoras, guindastes e outros equipamentos. Mesmo assim, o esforço foi insuficiente.
Ficarão pendências importantes, principalmente os viadutos da Cascata e da Reversão. Mas os trabalhos realizados em quatro anos de mandato já permitem trafegabilidade em condições muito próximas das idealizadas e credenciam o governo Rigotto a passar à história como o que mais se empenhou pela conclusão da rodovia. O volume de recursos é um indicador inquestionável: segundo o Daer, até 2002 foram aplicados na Rota do Sol R$ 66,5 milhões; entre 2003 e outubro passado foram investidos cerca de R$ 140 milhões – até o final do ano foram R$ 200 milhões, atualiza o governador (leia página seguinte).
Túnel, muro e dois viadutos concluídos
Dos dois túneis da variante ambiental, ambos em curva e com uma interligação interna por segurança, Rigotto vai entregar o de descida. Com 439 metros de extensão, estava totalmente pronto na segunda 25. Sua pista, com 12 metros de largura (e nove de altura), foi dividida em duas, por tachões, para permitir também o trânsito de veículos que sobem a Serra do Pinto. A decisão não é a indicada pelas normas de segurança. Para diminuir o perigo, o limite máximo de velocidade nesse trecho será de 20 km/h.
O túnel de subida, com 388 metros, depende ainda de acabamentos. Ao meio-dia de segunda 25, em pleno Natal, dezenas de trabalhadores comemoraram com um churrasco a cobertura de concreto (20 centímetros) de toda a extensão da pista. "Até o dia 15 ou 20 de janeiro ele poderá ser liberado para o trânsito de veículos", afirmou ao CR Ivan Celestino, da Toniollo Busnello, engenheiro responsável por todas as obras do lote 2 que a empreiteira realiza.
Esses túneis são a maior e mais complexa obra de engenharia executada na Rota do Sol pelo governo Rigotto. Para efeitos de comparação, os dois túneis do km 5, inaugurados em 1998, tem 127 e 193 metros cada um – juntos, portanto, possuem extensão inferior ao menor túnel da variante. É também a que exigiu mais recursos: o custo supera R$ 40 milhões (R$ 21,8 milhões o de descida e R$ 18,6 milhões o de subida).
Muro – O governador também vai inaugurar o muro de contenção na Curva do Bugio (ganhou este nome pela constante presença do um bugio na área). A obra, feita de concreto e gabião (pedras contidas por tela), foi uma opção para ganhar tempo e economizar dinheiro. O projeto previa mais um viaduto. "O viaduto custaria por volta de R$ 5 milhões; o muro foi erguido com 40% desse valor", estima o engenheiro Ivan, como é conhecido o profissional que atua na Rota do Sol desde 1997.
Engana-se quem pensa que se trata de um muro simples. Ele tem 22 metros de altura – equivalente a um prédio de sete andares – e concentra 17 mil metros cúbicos de rocha, 700 metros cúbicos de gabião, além de 1.000 metros cúbicos de concreto.
Viadutos – No sentido Serra-Litoral, Rigotto entregará ainda o viaduto Humaitá III. Também em curva, possui 73 metros de comprimento e foi iniciado em fevereiro de 2005. Até a terça 26 não havia certeza da conclusão plena de outro importante viaduto: o da travessia da BR-101, em Terra de Areia. "Dia 28 quero passar de carro por aqui", afirmou Velibaldo de Bacco, mestre de obras. Logo em seguida, acrescentou: "Não é 100%, mas deve dar".
Esse viaduto permitirá a passagem pela perigosa 101, ligando o trecho da Rota entre Terra de Areia e a Estrada do Mar (12,4 km inaugurados em janeiro de 2005), em frente ao acesso para a praia de Curumin, ponto final da Rodovia que inicia em São Borja, 749,5 km dali. No final de semana, 38 pessoas trabalhavam na armação das vigas com ferragem à espera do concreto.
O viaduto tem 96 metros de extensão e 17 de largura (14 de pista de mão dupla). No mesmo local homens e máquinas preparavam a cancha dos acessos (500 metros de cada lado) para receber asfalto. Mas dificilmente todas as alças do trecho estarão finalizadas. Considerando que os serviços iniciaram em maio e que as obras do viaduto começaram no final de julho, os trabalhos foram bastante acelerados para chegar a este estágio.
Só 1,5 km ficará sem asfalto
Quinta-feira, 21. O engenheiro Henry Pompeo, da Camargo Correa, telefona para o engenheiro Ivan, da Toniollo. "Sabes o telefone do Papai Noel?" Ivan responde: "Por que?" Pompeu explica: "Quero convidar tu e ele para comemorar conosco: concluímos o asfalto". Pompeu se referia aos 5 km que faltavam dos 17 km de Sanga da Limeira (ou Arroio Limoeiro) a Terra de Areia – 12 km já haviam sido inaugurados. Era o fim de uma obra iniciada em fevereiro de 1990, e isso significa que todo trecho a partir do final da serra está asfaltado.
O asfalto também avançou na serra. São cerca de 500 metros acima dos túneis de Reversão e um pouco mais que isso na parte de baixo, incluindo a Curva do Bugio. Na saída dos túneis, como o viaduto da reversão não ficou pronto, foi adotado um paliativo. "Vamos colocar um asfalto provisório", informa Ivan. Essa é a opção até que o viaduto esteja concluído. Quando? Ninguém sabe.
Também não há previsão para entregar o 1,5 km, quase no topo da serra, pela Sultepa. É nesse trecho que fica o Viaduto da Cascata. Ao contrário de outras frentes, que mantiveram-se ativas inclusive no Natal, a empreiteira não trabalhou no sábado 23 e só retomaria na terça 26. Esse 1,5 km, que foi coberto na terça com uma camada provisória de asfalto, representa, em relação aos 749,5 km de toda a rodovia, 0,2% – sobre os 66 km de Tainhas à Estrada do Mar, 2,2%.
Reversão e Cascata pendentes
Duas obras impediram a conclusão da Rota do Sol: os viadutos da Reversão e da Cascata. "Esta é a maior obra de engenharia em construção no Estado", classifica o engenheiro Cesar Garcia, do Daer, responsável pela coordenação da obra, olhando para os enormes pilares sendo erguidos no Viaduto da Cascata. Mesmo trabalhando à noite durante vários dias, a execução está bastante atrasada. Demandará meses na avaliação de técnicos.
O viaduto tem extensão de 340 metros e é sustentado por 13 duplas de pilares, o mais elevado com 36 metros. Dez estão praticamente concluídos e os demais parcialmente erguidos. Mas como ele ficará nove metros acima da atual estrada, será necessário abrir novo leito, justamente o trecho sem asfalto.
Iniciada em julho deste ano, a obra tem custo previsto de R$ 12 milhões. Outra pendência importante é o Viaduto da Reversão, na saída dos túneis, sentido serra-litoral. Em curva, tem 100 metros de comprimento e duas pistas. Cada pista terá cinco pilares, o mais alto com 28 metros. Estão parcialmente erguidos apenas quatro pilares de uma das pistas. Para agilizar os trabalhos juntaram-se as construtora Gaúcha e Segel, mas não há prazo determinado para o término. Custo projetado: R$ 6,5 milhões.
"FALTAM DETALHES"
Gonvernador Germano Rigotto considera um crime não poder inaugurar a Rota do Sol totalmente concluída, mas, em entrevista ao CR dois dias antes de entregar as obras realizadas em seu governo, diz que fez até mais do que estava previsto
Correio Riograndense: O que faltou para concluir totalmente a Rota do Sol?
Germano Rigotto – Faltam apenas detalhes, tanto do viaduto da Reversão quanto o da Cascata. Quem passar pela Rota dia 28, verá que ela está praticamente pronta.
CR – A não conclusão plena lhe deixa frustrado?
Rigotto – Eu fiz até mais do que estava planejado. Não estava prevista a pavimentação de Terra de Areia a Curumin e eu pavimentei. Também não estavam no projeto o viaduto da BR-101 e o contorno de Terra de Areia e eu fiz. Sempre me diziam: se terminar a parte de baixo está bom. Pois ela está concluída.
CR – Quanto o seu governo investiu na Rota do Sol?
Rigotto – Foram R$ 200 milhões. Nunca na história ocorreu nada parecido. Tivemos que fazer as obras dos dois túneis, os viadutos de Aratinga e Humaitá III, a curva do paredão (do bugio). Essas são as obras de arte. Mas tem a ligação asfáltica entre elas. Todos os 17 km da parte de baixo da Serra, Terra de Areia-Curumin...
CR – A partir de que momento o senhor sentiu que dava para concluir a obra?
Rigotto – Quando, depois de longa demora, o Ibama liberou a construção do Viaduto da Cascata e a Sultepa (construtora responsável pela obra) me disse que conseguiria terminá-lo. Todo mundo desconfiava que era impossível, mas os engenheiros da Sultepa disseram que era possível.
CR – O que ocorreu?
Rigotto – Ninguém contava com problemas técnicos no terreno que, segundo a Sultepa, retardaram a construção dos pilares. O mesmo ocorreu no Túnel da Reversão. Mas o importante é o seguinte: mais de 99% da obra estão concluídos. É um crime eu não poder entregar os dois viadutos, que significaria, aí sim, 100% pronto. Mas acho que quem passar por ela ficará impressionado com o que se fez em tão pouco tempo.
CR – Há um temor sobre a continuidade da obra. O senhor tratou desse assunto com a governadora eleita Yeda Crusius?
Rigotto -Eu já disse à governadora Yeda: olha, por favor, não pare, continue, faltam apenas detalhes. Hoje à tarde (terça 26) ela falará comigo e pedirei a ela de novo que a Rota do Sol que não seja paralisada
CR – Ficarão dívidas?
Rigotto – Dívidas sempre, em qualquer governo, ficam. Quando eu assumi, tinha R$ 140 milhões de dívidas do Daer. Claro que vou ter dívidas, mas da Rota do Sol ficarão, vamos lá, R$ 20 milhões, R$ 30 milhões. E tudo dentro do programado. Eu paguei R$ 170, R$ 180 milhões.
CR – A Rota do Sol é a obra com a qual o senhor mais gostaria de ser lembrado?
Rigotto – É uma marca do que fizemos. Mas ela não é obra só do atual governo. Vai ficar como o momento em que se atacou as etapas mais importantes da obra, como a variante ambiental. E sem o Prodetur (financiamento do Banco Mundial). Mas eu diria que a marca maior é a forma como governamos, com austeridade e transparência, respeitando quem pensava diferente, sem um desvio de recurso público e atraindo investimentos (R$ 30,6 bilhões) que vão gerar emprego e renda por muitos anos. O conjunto da obra é que marcará o nosso governo.
CR – Quando o senhor pretende andar pela Rota do Sol dirigindo um automóvel?
Rigotto – Provavelmente no dia 2 ou dia 3 de janeiro eu estarei dirigindo um automóvel na direção do litoral. Muito tranqüilamente, eu vou descer a Serra com a Cláudia (primeira-dama), o Rafael e a Roberta (filhos), na direção de Torres e vendo o conjunto da obra.
Rodovia é sonho há mais de 75 anos
Em 23 de agosto de 1931, comerciantes caxienses se reuniram para tratar da "estrada de rodagem de Caxias a Torres". Essa primeira articulação pelo que seria a Rota do Sol está registrada na ata 113 da antiga Associação dos Comerciantes, hoje integrante da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias (CIC). Mas foi somente em 1972 que a obra, projetada para unir São Borja, no oeste gaúcho, ao Litoral Norte, começou a ser construída. Logo as obras paralisaram, pois a empreiteira faliu.
A execução voltou a ser interrompida em 1990, quando o trecho de Tainhas a Terra de Areia (54 km) foi embargado por falta de projeto de impacto ambiental. A licença para retomar as obras só foi concedida em 1997. Mas o reinício foi lento, mesmo que desde aquele tempo – e até antes -, a Rota tenha sido defendida em discursos como prioridade por todos os governadores gaúchos.
Desde que assumiu, em 2003, Rigotto também prometeu concluir a rodovia. Em 2004 faltavam 26 km e, o mais complicado, túneis e viadutos da variante ambiental. No dia 7 de janeiro do ano seguinte, Rigotto inaugura os 12,4 km de Terra de Areia à Estrada do Mar. Restavam 18,6 km. Em fevereiro de 2006 foram entregues mais 12 km de asfalto, de Arroio Limoeiro a Terra de Areia.
A partir de julho deste ano foram acelerados os trabalhos finais – viadutos da Cascata, da Reversão, Humaitá III e sobre a BR-101, túneis da Reversão, muro de contenção e as ligações asfálticas entre eles. A questão agora é saber quanto tempo mais vai ser preciso para concluir integralmente a Rota do Sol.
Lideranças destacam importância da obra
São Francisco de Paula já é o quinto maior fornecedor da Ceasa de Porto Alegre. Isso não teria ocorrido sem a Rota do Sol. Esse é apenas um exemplo das mudanças que a rodovia já provoca. "A conclusão da Rota é de extrema importância para o turismo e o comércio de Caxias do Sul, especialmente aquele que está se desenvolvendo nas comunidades que estão ligadas a ela". A opinião é do prefeito de Caxias, José Ivo Sartori. "A Rota do Sol revitaliza as pequenas comunidades", complementa, ampliando o raio de relevância da obra. Para Sartori, os efeitos dela serão sentidos até no trânsito da Grande Porto Alegre. Por tudo isso, classifica as obras que estão sendo entregues nesta quinta 28 como "um grande feito do governador Germano Rigotto".
Nelson Sbabo, coordenador da Comissão Pró-conclusão da Rota do Sol, da CIC de Caxias, também elogia Rigotto. "Foi o governador com maior determinação para concluir a obra", afirma. Sbabo luta pela Rota desde 1972. "Minha satisfação e alegria hoje são muito grandes", revela.
Para Sbabo, a Rota "é tão importante quanto a BR-116 (inaugurada em 1954), pois irá desenvolver a economia, o setor de transporte e o turismo, impulsionando o crescimento de municípios próximos". Pedro Incerti, presidente da Câmara de Vereadores de Caxias, compartilha desse pensamento. "A Rota é uma fonte garantida de renda para Caxias e toda região serrana e litorânea."
Após 25 anos de pó, chega o asfalto
Durante 25 anos, o casal Ramos conviveu com o pó e o barro. Em 1981, ano em que casaram, Elani e Juscelino decidiram instalar uma tendinha, de lona, à margem da estrada, na localidade de Sanga da Limeira, a 17 km da BR-101. Foram os pioneiros a vender frutas, especialmente banana, e outros produtos para raros usuários da Rota. Para azar dos dois, o trecho que passa em frente à atual ampla e sortida Tenda Ramos (tem 100 fornecedores) foi o último a ser asfaltado. "Acompanhamos cada pedaço da obra", lembra Elani. No dia 1º de dezembro, ela lamentava a falta de movimento com a interrupção total do trânsito pela Rota. Na segunda 25 voltou a sorrir diante da expectativa de recuperar as perdas.
"Cada quilômetro asfaltado melhora para nós", diz Jair Aguiar, dono da Tenda do Jajá, há sete anos explorando esse negócio. Há um mês, teve de jogar banana fora por falta de comprador. Agora, espera mais movimento. Próximo de Jajá, Néri Klipple comanda, há seis anos, a Tenda da Amizade. Aos 73 anos, declara que, depois de "ter feito tudo, menos roubar e matar", montou o negócio pensando no futuro da família. Mas ele sabe que haverá concorrência. "Vai ter uma tenda em cada casa", chega a projetar. Não há muito exagero. Em menos de 5 km já funcionam 21 tendas.
Bento XVI visita Assis em junho
Papa vai aos locais mais marcantes da vida e da obra de São Francisco
O Vaticano anunciou que o Papa Bento XVI realizará uma viajem pastoral à cidade italiana de Assis, berço de São Francisco, no dia 17 de junho de 2007. A visita deverá revestir-se de grande significado para toda a Igreja, pois se dará em um ano especial. No período de outubro de 2006 e outubro de 2007 a família franciscana está celebrando o "ano da conversão", inspirado no 8º centenário da conversão do Poverello de Assis.
"Louvamos o Senhor e agradecemos de coração ao Santo Padre, que manifesta assim seu afeto por nós e sua especial atenção pela missão de Assis, na Igreja e no mundo", disse o arcebispo local, dom Domenico Sorrentino. Ele recordou que, nos últimos meses, o Papa falou diversas vezes de São Francisco, sublinhando a perspectiva de sua conversão a Cristo como chave de leitura de sua vida, de sua mensagem e de sua atualidade.
Bento XVI chegará a Assis no dia 17 de junho de helicóptero e será acolhido por dom Sorrentino e por outras autoridades religiosas e civis, revela o programa da visita difundido pela arquidiocese. A seguir, ele se dirigirá de carro para São Damião e depois à basílica de Santa Clara, para um breve momento de oração em particular. Às 10h30 celebrará missa na basílica inferior de São Francisco, pronunciará a homilia e dirigirá a oração do Angelus.
No Sacro Convento almoçará com os bispos da Úmbria, com a comunidade religiosa e seus acompanhantes e saudará as clarissas capuchinhas alemãs; à tarde, irá até a catedral de São Rufino para um encontro com o clero e com os religiosos. O programa da jornada concluirá em Santa Maria dos Anjos, com uma visita particular à Porciúncula e um encontro com os jovens na praça da basílica.
Itinerário – Ao tomar conhecimento da visita papal a Assis, o ministro geral dos franciscanos, frei José Rodríguez Carballo, dirigiu carta de agradecimento a Bento XVI. "Vossa peregrinação a Assis acontece num momento em que nossa Ordem se encontra a caminho para o 8º centenário de sua fundação (1209-2009), e nosso itinerário teve como ponto de partida o diálogo de Francisco com o crucifixo de São Damião, diálogo que Sua Santidade, em várias ocasiões propôs como chave de leitura para entender a aventura humana e evangélica do Poverello".
Há pouco mais de um ano, Bento XVI introduziu novidades em Assis: um legado pontifício (como sinal de vínculo da Sede Apostólica com Assis) e a jurisdição do bispo local sobre os dois templos maiores franciscanos – a basílica de São Francisco, que guarda os restos mortais do santo e está confiada aos conventuais; e a basílica de Santa Maria dos Anjos, que contém a igreja da Porciúncula e está sob os cuidados dos franciscanos.
Francisco encanta através dos tempos
A vida, o espírito e a obra de São Francisco de Assis encantam e comovem a todos e em todos os tempos. A conceituada revista norte-americana Times o elegeu no final dos anos 90 "o Homem do Milênio". Francisco nasceu em Assis, Itália, em 1182 e morreu na mesma cidade ao entardecer do dia 3 de outubro de 1226, com apenas 44 anos.
Na companhia de Francisco e em Assis todos se sentem bem e ambos representam as grandes aspirações humanas: paz, ecologia, respeito, acolhida, fraternidade, cortesia, desapego.
Seu modo de vida atraiu numerosos seguidores e também seguidoras. Em 1209 Francisco obteve do Papa Inocêncio III a aprovação de seu "projeto de vida", dando origem à Ordem dos Frades Menores, que em 2009 celebra o 8º centenário de fundação, motivada pelo lema "A graça das origens".
Aldo Colombo
A virada de ano propicia uma meditação sobre um tema intrigante em nossa vida: o tempo
Iniciando um encontro para um auditório diferenciado, o palestrante quis saber a idade de algumas pessoas que estavam na primeira fila. Quantos anos você tem, perguntou inicialmente a uma jovem: 21, respondeu ela. Acho que você tem muito mais do que isso, afirmou o palestrante, criando constrangimento na moça. Em seguida foi a vez de um empresário com os cabelos começando a branquear: 56, respondeu ele. Novamente o palestrante surpreendeu com a observação: parece que é bem menos. Uma terceira pessoa declarou que tinha 80 anos! É muito otimismo seu, observou o palestrante.
Em seguida ele revelou a leitura de sua pergunta: não perguntei a ninguém quantos anos já tinha vivido. Perguntei: quantos anos você – ainda – tem?
Os anos que passaram não são mais nossos. Estão fora de nosso alcance, não mais retornam e nem podemos modificá-los. Na data de aniversário é comum a frase, dita pelo próprio aniversariante ou pelos amigos: um ano a mais! Correto seria dizer: um ano a menos! Isso vale também para os dias 31 de dezembro e 1º de janeiro. É um ano a mais no passivo. Para os anos que passaram a matemática é inflexível, mesmo quando tentamos diminuir alguns para o uso externo. Em relação aos anos que ainda temos, trabalhamos com vagas possibilidades.
A virada de ano propicia uma meditação sobre um tema intrigante em nossa vida: o tempo. Todos sabemos o que é, mas temos dificuldade em defini-lo. Tentando facilitar a compreensão, dividimos o tempo em três dimensões: passado, presente e futuro. Eles não têm o mesmo peso. O passado não é mais nosso e está congelado, o futuro é uma possibilidade, que não podemos medir. Unicamente nosso é o momento presente, mas que gira numa velocidade incrível. Ele começa e acaba a cada instante.
A lógica aconselha a não perder tempo com o passado, já fora de nosso alcance. O que resta é fazer as pazes com ele. A mesma lógica recomenda não contar muito com o futuro, pois podemos ficar de mãos vazias. Unicamente nosso é o tempo presente. Os romanos tinham uma divindade para figurar o tempo. Seu nome: Occasio. A tradução para o português: Ocasião. Trata-se da ocasião certa, do momento oportuno. Uma vez perdido, é perdido para sempre.
No final de mais um ano, é aconselhável jogar fora as desculpas e encarar a realidade. Tudo o que fazemos é escolha nossa. E cada escolha feita prepara outras escolhas. E não podemos jogar a culpa nos outros. O tempo é infinito, mas não para nós. Viver o momento presente é sabedoria. Até mesmo porque é presente de Deus.
O tempo pode ser nosso aliado ou inimigo. Depende do que fazemos com ele É um maravilhoso presente que Deus nos dá para nosso amadurecimento. E Deus oferece a todos e sempre o perdão e a possibilidade de recomeçar, mas não garante a ninguém o amanhã. O tempo de Deus é hoje, é agora: Feliz Ano Novo!
Reconhecido milagre de Frei Galvão
Aprovação da Santa Sé abre as portas para a canonização
A Congregação para as Causas dos Santos foi autorizada pelo Papa Bento XVI a promulgar decreto em que aprova um milagre atribuído à intercessão do bem-aventurado Frei Galvão, fato que abre as portas para que ele seja proclamado o primeiro santo nascido no Brasil (Santa Paulina, primeira santa do país, nasceu na Itália). A autorização foi concedida pelo Papa no dia 16 de dezembro.
A Santa Sé ainda não deu informação oficial da data da canonização, mas cresce a esperança, especialmente dos devotos de Frei Galvão, de que ela ocorra durante a visita de Bento XVI ao Brasil em maio de 2007. Frei Antônio de Sant’Anna Galvão (1739-1822) nasceu em Guaratinguetá (SP). Batizado com o nome de Antônio Galvão de França, depois de ter estudado com os jesuítas, na Bahia, decidiu entrar na Ordem dos Frades Menores em 1760, sendo ordenado sacerdote dois anos depois. Durante 60 anos viveu em São Paulo, até sua morte ocorrida no dia 23 de dezembro de 1822.
A vida de Frei Galvão foi marcada pela fidelidade à Ordem como padre e religioso franciscano, e por uma especial devoção e uma dedicação total à Imaculada Conceição, como "filho e escravo perpétuo". Fundou e foi guia do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecido como "Mosteiro da Luz", do qual se originaram outros nove mosteiros. Além de fundador, Frei Galvão foi também projetista e construtor do mosteiro em São Paulo que as Nações Unidas declararam patrimônio cultural da humanidade.
Em 1798, enquanto ainda vivia, o Senado de São Paulo definiu-o "homem da paz e da caridade", porque era conhecido e procurado por muitas pessoas como conselheiro e confessor. Foi beatificado por João Paulo II no dia 25 de outubro (data da sua festividade) de 1998.
Mártires gaúchos serão beatificados
Junto com o decreto que reconhece um milagre atribuído ao bem-aventurado Frei Galvão, o Papa também assinou o decreto que confirma o martírio de 74 servos de Deus, entre os quais estão quatro brasileiros – padre Manuel Gómez González, o coroinha Adílio Daronch, Albertina Berkenbrock e irmã Lindalva Justo de Oliveira.
Manuel Gómez e Adílio Daronch são mártires gaúchos. Conhecidos como mártires do Alto Uruguai, foram assassinados em uma emboscada no dia 21 de maio de 1924, na localidade de Feijão Miúdo, em Três Passos, enquanto percorriam as comunidades da região para realizar batizados, casamentos e outros serviços de evangelização. Foram mortos a tiros por um grupo de combatentes chimangos.
Padre Manuel (1877-1924) era espanhol de Pontevedra. Estava trabalhando como pároco em Portugal quando, por causa da perseguição religiosa, veio para o Brasil em 1913. Atuou como pároco em Soledade e depois em Nonoai. Adílio Daronch (1908-1924) nasceu em Dona Francisca (RS), filho de Pedro e Judite Segabinazzi Daronch. Era coroinha e acompanhava padre Manuel num longo itinerário pastoral quando ocorreu o assassinato. Foram enterrados em Três Passos, mas em 1964 os restos mortais foram levados para Nonoai e sepultados numa capela anexa à igreja matriz Nossa Senhora da Luz.
Todos os anos, em maio, são realizadas duas romarias aos dois mártires do Alto Uruguai, uma em Nonoai e outra no local do martírio, em Três Passos. Segundo dom Zeno Hastenteufel, bispo de Frederico Westphalen, que integra a comissão que acompanha o processo de beatificação, a cerimônia deverá ocorrer no segundo semestre de 2007.
Jovem catarinense a caminho dos altares
As outras duas mártires brasileiras que serão beatificadas são a catarinense Albertina Berkenbroch e irmã Lindalva de Oliveira, de Açu (RN). Albertina nasceu em São Luís, interior de Imaruí, no ano de 1919, e morreu aos 12 anos, enquanto defendia a dignidade de seu corpo e sua virgindade no dia 15 de junho de 1931. Filha de agricultores de origem alemã, Albertina foi educada na fé, confessava-se com freqüência e ia regularmente à missa.
Ajudava a família nos trabalhos da casa e na roça quando foi atacada por um empregado do sítio de seu pai que, diante da firmeza da menina em defender sua pureza e dignidade, degolou-a com um canivete.
Irmã Lindalva (1953-1993), filha de João Justo da Fé e Maria Lúcia da Fé, ingressou na Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo aos 33 anos. Piedosa e sensível com os mais pobres, coordenava uma enfermaria com 40 idosos em Salvador (BA) quando, no dia 9 de abril de 1993, uma Sexta-feira Santa, ao servir o café para os doentes, foi brutalmente assassinada com 44 facadas por Augusto Peixoto, 46 anos, um dos internos.
Wilson João
Feliz a pessoa que sabe preencher o tempo de cada hora. Terá tempo para tudo
Deus é grande demais! Não cabe no tempo. Olhando para traz, não dá para imaginar um começo do tempo. Fala-se em bilhões de anos. É tempo demais para entrar em nosso pequeno tempo de oitenta ou noventa anos! Olhando para frente, não dá para imaginar que este mundo maravilhoso acabe em poucos anos. Na verdade, a terra é ainda menina. E Deus mora no tempo. No tempo do universo e no meu pequeno tempo.
DEUS ESTÁ NO MEU SEGUNDO. Um segundo apenas. Ele é importante. Dentro dessa fração de tempo é possível tomar uma decisão valiosa que muda uma vida toda. Dentro do tempo de um segundo é possível morrer. O segundo é pequeno, mas é tão sagrado como o ano. O ano é uma soma de segundos. Para Deus, um segundo é uma eternidade e uma eternidade é um segundo. Tudo cabe no tempo.
DEUS ESTÁ NO MEU MINUTO. Um minuto para mim. É o tempo suficiente para respirar profundamente e retomar as energias. Um minuto apenas! Parece curto demais, mas demora passar, quando é tomado a sério. Quando é pensado. Quando é valorizado. Deus é meu minuto. Está no minuto. Está no tempo. É um tempo grande. O coração bate em torno de sessenta vezes. Escutar o coração é perceber como um minuto é muito tempo. Que bom valorizar cada minuto! Celebrar cada minuto. É a celebração da vida. Celebração de Deus na vida de um minuto.
DEUS ESTÁ NO TEMPO DE MINHA HORA. Já é um tempo longo. Três mil e seiscentas batidas do coração. É um tempo grande para um trabalho, uma caminhada, uma dormida, uma visita, um jogo, uma celebração, uma leitura. Feliz da pessoa que sabe preencher o tempo de cada hora! Terá tempo para tudo. Não terá tempo desperdiçado.
DEUS ESTÁ NO TEMPO DE MEU DIA. É muito tempo. Tempo para comer, trabalhar, dormir... Vinte e quatro horas! Quanto tempo! Realizar-se como pessoa é saber organizar todo esse tempo para crescer. Crescer num corpo saudável e disposto. Crescer numa mente criativa e organizada. Crescer numa vida espiritual, onde cada ação se torna uma relação com as coisas, com as pessoas e com o Deus de todo o tempo. Infeliz da pessoa que organiza o dia somente para trabalhar, comer, dormir e descansar. O dia é sagrado demais para se tornar monótono e repetitivo. Deus está todo no tempo para motivar cada pessoa a realizar-se para a eternidade. É no tempo que preparamos e construímos a eternidade.
DEUS ESTÁ EM MINHA SEMANA, e como Ele criou e organizou o mundo em sete dias, em sete dias eu posso fazer milagres com minha vida. Uma semana de trabalho, de amor, de descaso, de vida!
DEUS ESTÁ EM MEU MÊS, EM MEU ANO e no tempo Ele vai me alimentando para que eu possa construir minha vida. Preenchendo bem o tempo para Deus. Não interessa o número dos anos, mas sim a intensidade da vida neles colocada. Deus é meu tempo, e no meu tempo eu chego a Deus.
Transferências dinamizam pastoral
Província capuchinha define transferências para o próximo ano
Em Carta Circular, o provincial dos capuchinhos, frei Álvaro Morés, comunicou as transferências para o próximo ano. Todas elas foram feitas após diálogo com os interessados. No total somam 55 transferências, algumas delas envolvendo frades ainda no período de formação. Essas transferências visam otimizar a ação pastoral e a vida fraterna.
Entre as transferências, destacam-se a de frei Luiz Turra, que assume a função de assessor nacional de canto e liturgia da CNBB, com residência em Brasília. Para a sua função – era pároco em Santa Maria -, foi designado frei Eudes Zanon, pároco de Ijuí; para essa cidade foi enviado frei Irineu Costella, pároco da Imaculada Conceição, sendo substituído pelo frei Jaime Bettega. Para a Secretaria Provincial retorna de Roma frei Ivacir Sinigaglia. Pároco de Vila Flores, frei Ari Felippi vai integrar a Vice-província do Brasil Oeste, atuando em Espigão do Oeste. Será substituído pelo frei José Olkoski.
Na área formativa, o mestre dos noviços, frei Lori Vergani, vai para a Vice-província da República Dominicana e Haiti. Para lá também viaja frei Mauro Alves da Rosa. Frei Doraci Tartari é o novo mestre dos noviços, em Marau. Ainda nessa área, frei Geraldo Paludo foi designado para Veranópolis para dirigir o aspirantado, sendo substituído por frei Mauri Francescatto, em Flores da Cunha.
No setor de comunicações, frei Edílio Soliman deixa a São Francisco AM e MaisNova e passa a residir em Veranópolis coordenando as atividades da Rádio Veranense e da Alvorada de Marau e preparando a instalação de uma emissora FM em Vila Flores. Frei Gentil Simonetto ocupa seu lugar na São Francisco de Caxias do Sul. Também passará a residir em Caxias do Sul o frei José Lagni, atuando na Pastoral e na área administrativa. Frei Jenésio Pereira da Silva vai para Tramandaí, enquanto frei Celeste Conte assume sua função em Pelotas. Para Tramandaí também vai frei Jadir Segala, até então coordenador da equipe missionária. Frei Nedio Pertile, da Estef, assume função pastoral em Marau, e frei Isaias Bordignon, assistente regional da OFS, passa a residir em Veranópolis, acumulando a função de superior. Outros frades trocaram de Fraternidade e ofício, mesmo continuando na mesma área.
Mudanças na diocese de Caxias do Sul
Também já são conhecidas algumas transferências na diocese de Caxias do Sul, em ato assinado por dom Paulo Moretto. Padre Roque Grazziotin assume a paróquia de Santa Fé, enquanto o atual pároco, padre Olavo Bombardelli, foi nomeado para a paróquia dos Santos Apóstolos. Padre Luiz Carlos Conci assume em Galópolis, enquanto o padre Igino Tonon passa a exercer funções formativas com os seminaristas de Filosofia.
Padre Paulo Romani vai dirigir a paróquia da Sagrada Família. Em seu lugar, na paróquia Cristo Rei de Bento Gonçalves, será empossado o padre Darci Camatti, que atuava em Rondônia. Padre Ilvo Bottega substitui padre Darci em Rondônia, assumindo em Carlos Barbosa o padre Camilo Pauletti. Para a paróquia de Cotiporã vai o padre Adelar Zanetti e o padre Ademar Pelegrini passa a exercer atividades em São Romédio, enquanto que o padre Leonardo Pereira assume o Serviço de Animação Vocacional da diocese.
Nomeações em Passo Fundo e Santa Cruz
Dom Ercílio Simon, bispo de Passo Fundo, também realizou algumas nomeações e transferências na diocese. Entre as mudanças destacam-se: padre Ivanir Rodighero, vigário geral e vigário paroquial da paróquia São José Operário, da Vila Vera Cruz; padre Evanir Rosa, liberado para as missões na Amazônia; padre Fernando De Marco, reitor do seminário de Tapera; e padre Fernando Gazola, pároco de Vanini.
Na diocese de Santa Cruz do Sul, dom Sinério Bohn promoveu 14 nomeações e transferências, entre as quais as de padre Astor Backes, pároco de Sinimbú; padre Rafael Stein, reitor do seminário de Arroio do Meio; e padre Alfredo Lenz, pároco da paróquia Espírito Santo, em Santa Cruz do Sul.
Padre Zezinho
Não havendo revisão, dificilmente haverá conversão, porque não acharemos as falhas
Propósitos, alguns. Revisão de vida, um e outro. A maioria, pelo que sei, deixa a data passar em branco. Trocam-se beijos e abraços e desejos de paz e prosperidade, mas mergulhar na análise de mais um ano de vida que lhes foi concedido, poucos fazem.
Cada um leva a vida como aprendeu a levar. Mas todos sabem que sem balanço de contas a firma corre altos riscos; sem ouvir os técnicos agrícolas, o plantio do novo ano pode não ser bom ou trazer surpresas desagradáveis. Erros a gente corrige ou tenta corrigir. Acertos, ajustam-se, como faz o piloto em rota. Os vôos da vida são tecidos de reajustes e de revisões. As mulheres revêem as suas vestes tiradas do armário; construtores reexaminam o cimento antes de usá-lo; mecânicos regulam; cabeleireiros retocam; supermercados redistribuem, recolocam ou reajustam; lojas reavaliam; bancos vão a balanço, tudo porque podem ter ocorrido falhas no passado e o futuro exige mais cautela e melhor desempenho.
Estranhamente os que fazem isso para ganhar mais dinheiro ou no mínimo parar de perdê-lo, não o fazem na vida pessoal, nem no matrimônio, nem na fé. O mundo perdeu a capacidade de se repensar e se penitenciar. Pouca gente o faz. Sei de partidos políticos que não fazem revisão de vida nem com o escancarar de todas as evidências. Se a fazem, é para culpar os adversários e a elite. Isso! A culpa é dos outros. Se alguém deles errou, foi pouco comparado aos outros... Sei de pregadores que não reavaliam suas pregações e continuam nas mesmas palavras, nas mesmas frases feitas e na mesmice de dez anos atrás. O povo já sabe o que eles vão dizer, às vezes, palavra por palavra. Sei de cantores que nem pensam em rever e renovar suas letras, suas canções e suas mensagens. Escorregam na mesmice quando o salmista sugere que se cante um canto novo e diferente ao Senhor. Muitos de nós nem sequer fazemos um exame de consciência mais amplo. Ficamos no é, pois é! Então é!
Erraríamos menos se revíssemos os nossos erros. A penitência e a busca de uma vida renovada e corrigida não deixam de ser fruto de revisão e de reajuste. Não havendo revisão, dificilmente haverá conversão, porque não acharemos as falhas. Não havendo conversão há sempre o risco da presunção e a presunção é carro sem oficina. Você rodaria outros 365 dias sem rever o seu carro? Sua alma é tão bem feita que não precisa de oficina?
Comissão organiza visita do Papa
Bento XVI deve permanecer quatro dias no Brasil
Membros da Comissão do Vaticano, responsável pela visita do Papa Bento XVI ao Brasil, em maio de 2007, estiveram no país em dezembro para um reconhecimento das cidades por onde o Pontífice passará. Alberto Gasbarri, organizador da visita papal, e Paolo Corvini, responsável pelo Protocolo Oficial da Santa Sé, estiveram em São Paulo e em Aparecida, onde se reuniram com representantes da Igreja e dos governos federal, estadual e municipal para elaborar um esboço de agenda para Bento XVI.
Gasbarri confirmou que, em sua primeira viagem pastoral fora da Europa, o Papa deve chegar a São Paulo no dia 9 de maio e desembarcar no aeroporto internacional de Guarulhos. Deve permanecer na cidade por dois dias, para realizar um encontro com os jovens e uma missa campal. O Papa vai hospedar-se no mosteiro de São Bento, que já acolheu o dalai-lama em 2003. Os locais e horários desses eventos ainda serão definidos.
Depois o Pontífice segue para Aparecida onde, no dia 13, fará a abertura da 5ª Conferência Geral dos Bispos da América Latina e do Caribe. Bento XVI celebrará uma missa campal no santuário nacional de Aparecida e presidirá a abertura dos trabalhos da 5ª Conferência. O Papa retornará a Roma, partindo de Guarulhos, após a inauguração da Conferência, que continuará até o dia 31 de maio de 2007. O esboço da agenda preparado pela comissão será apresentado ao Papa e só depois divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
O grande encontro eclesial, convocado pelo Papa, deverá reunir cerca de 300 participantes. Suas conclusões darão o rumo das ações pastorais da Igreja na América Latina e Caribe para os próximos anos.
Permuta beneficia bairro caxiense que deseja uma capela
O bairro Pôr do Sol, de Caxias do Sul, terá sua igreja em breve. O prefeito José Ivo Sartori sancionou na quinta-feira 21, no salão nobre do Centro Administrativo, lei que autoriza a permuta de uma área do município com um terreno de propriedade do bispo diocesano dom Paulo Moretto, localizada no bairro Planalto, onde atualmente funciona o Centro Educativo Arco-Íris, mantido pela Fundação de Assistência Social (FAS). No local, será construída a Igreja Mãe de Deus, pertencente à paróquia São José.
A cerimônia contou com a presença de dom Paulo, do pároco da paróquia São José, padre Álvaro Pinzetta, de diversos moradores do bairro Pôr do Sol, acompanhados por representantes da Associação de Moradores e do Clube de Mães. "Sei da luta da comunidade para ter sua igreja" disse Sartori, que agradeceu a generosidade de dom Paulo e o empenho das secretarias Geral e do Planejamento, que agilizaram as negociações para a troca das áreas.
Curso de verão trata do cuidado da vida
Será realizado de 8 a 20 de janeiro de 2007, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a 20ª edição do Curso de Verão, programa de formação popular a partir das questões de hoje, à luz da Bíblia, da Teologia, da Pastoral e da militância cristã na sociedade. É um espaço ecumênico de convivência, partilha, troca de experiências, celebração e compromisso. Por isso, acolhe participantes de distintas Igrejas e comunidades cristãs.
O curso, que festeja 20 anos, terá como tema "Ecologia: Cuidar da vida e da integridade da criação". É destinado a pessoas comprometidas com trabalhos pastorais, comunitários e com os movimentos populares e suas causas. O curso é de âmbito nacional e participam entre 400 e 500 pessoas. Dois colaboradores do CR participam como palestrantes do curso: Leonardo Boff, teólogo e escritor, abordará o tema "Ecologia: Teologia e Espiritualidade" e padre Dirceu Benincá, gaúcho, mestre em Ciências Sociais, tratará sobre Movimentos Populares e Meio Ambiente.
Lei preserva viva a Mata Atlântica
Depois 14 anos, mata ganha regras para controlar degradação
Pela força da lei, os 6,98% que sobraram da cobertura original da Mata Atlântica estão preservados. Após tramitar por 14 anos no Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula sancionou a nova lei que define regras para a preservação e exploração racional da Mata Atlântica. A lei impõe ainda limites para o desmatamento.
Segundo o presidente Lula, a lei representa a conciliação entre o desenvolvimento econômico e o respeito ao meio ambiente. "Sem produzir riqueza, nenhum povo tem futuro, mas, sem preservar a natureza, não há futuro para povo nenhum", disse.
Agora, os produtores rurais com pendências ambientais podem comprar terrenos com matas preservadas e doá-los à União para serem transformados em unidades de conservação ambiental. Em contrapartida, o agricultor com mais de 20% de reservas legais na propriedade poderá alugar parte da floresta para quem tem passivo ambiental e precisa regularizar a situação com o governo.
A lei também estabelece incentivos fiscais para os proprietários que conservarem áreas de mata nativa ou com cobertura vegetal em estágio médio e avançado de regeneração. Para impedir que a floresta remanescente seja devastada, o texto prevê maior quantidade de regras para o uso da vegetação, conforme o estado de preservação.
A preservação e o uso racional da mata são essenciais não só para a preservação da biodiversidade, mas também para os mananciais de água que abastecem grandes cidades e para a garantia da estabilidade climática. "Cuidar dessa mata não significa meramente garantir o habitat natural de espécies, mas mantê-la por ser o principal produtor de água de que se pode dispor, além da importância que tem para garantir estabilidade climática, que interessa a todo o planeta", reforça o diretor de Mobilização da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani.
No topo – A Mata Atlântica beneficia cerca de 120 milhões de brasileiros, em 17 Estados. Originalmente, a floresta se estendia por 1,3 milhão de quilômetros quadrados.
Considerada a segunda maior floresta tropical do Brasil, só perde para a floresta Amazônica. "Ela teve 93% de sua área destruída, para uso da agropecuária. No entanto, apenas 40% desse espaço está sendo utilizado, sendo que os demais 53% estão completamente abandonados", diz Mantovani.
DINOSSAUROS GAÚCHOS
Fóssil, de 230 milhões de anos, encontrado no Estado, é o mais antigo descoberto no mundo
O Rio Grande do Sul também é terra de dinossauros. Um fóssil de 230 milhões de anos encontrado por pesquisadores da Ulbra de Cachoeira do Sul, em escavações no município de Agudo, indica que o Estado tinha clima propício (quente e seco) para reprodução desses animais.
O animal, batizado provisoriamente de Ulbra PVT016, teria vivido no período triássico. Diferentemente de outros quatro exemplares encontrados no Brasil e na Argentina, que também seriam da mesma época, o Ulbra PVT016 possuía a cintura pélvica semelhante a dos dinossauros que surgiram posteriormente. A descoberta deve mudar os conceitos da paleontologia mundial.
Segundo os paleontólogos da universidade, o fóssil encontrado é o mais próximo ancestral dos dinossauros jurássicos que se tem conhecimento. "Encontramos o elo perdido da era dos dinossauros", diz o coordenador de paleontologia, Sérgio Cabreira. "O achado vai reconstruir o modelo de evolução desses animais que é defendido pela comunidade científica mundial", emenda.
Duas patas – O Ulbra PVT016 era um dinossauro carnívoro, bípede (andava em duas patas), com apenas 50 cm de altura, 1,5 metro de comprimento e que pesava cerca de 12 quilos. Extremamente ágil, viveu em bando nas planícies onde hoje se encontram os municípios da chamada Quarta Colônia (região Central do Estado). "Já havia a hipótese de que esse animal poderia existir, mas ainda não se tinha evidências", afirma Cabreira. A presença de vértebras fusionadas daria maior estabilidade ao bípede, permitindo a sua evolução natural, ao contrário dos outros quatro exemplares da mesma época.
As pesquisas e as 91 peças encontradas, entre elas a estrutura pélvica e a mandíbula do Ulbra, comprovam que ele é o dinossauro mais antigo da terra encontrado até hoje.
Sítios – Outros fósseis de dinossauros foram encontrados na Quarta Colônia. Em 1936 foi descoberto o Staurikosaurus pricei, em Santa Maria, com idade aproximada de 230 milhões de anos. Em 1930 foi localizado, em Candelária, o Guaibasaurus candelariensis, de idade de 220 milhões de anos.
No ano de 1998, em Santa Maria, foi descoberto o Saturnalia tupiniquim, com 220 milhões de anos. Mais recentemente, em São Martinho da Serra, os pesquisadores encontraram o Unaysaurus tolentinoi, com cerca de 225 milhões de anos.
O italiano que está em você
Jatir José Zanatta
Professor, Lajeado – RS
"Nasci na Linha Argola, Encantado (RS), a 4-7-1944. Sou filho de Eduardo Zanatta e de Josephina Tereza Berti, neto de imigrantes – do lado paterno, de Giuseppe Zanatta e Malgherita De Lazari; do lado materno, de Beniamino Berti e Maria Pierina Bianchini.
Meu avô Giuseppe, filho de Giacomo Zanatta e Pasqua Borsatto, veio ao Brasil aos 14 anos com os irmãos Benedetto, de 24 anos, e Doro, de 19 anos. Vieram de Pogliano (Treviso), em 1879, para Garibaldi, hoje Coronel Pilar. Uma desavença com Benedetto, levou Doro a afirmar:
Chi me ga visto, me ga visto; chi no me ga visto no’l me vedrà mai pi." ("Quem me viu, me viu; e quem não me viu, não mais me verá"). E não tive mais notícias dele nem de seus possíveis descendentes, embora o muito que procurei. Se alguém tiver qualquer notícia, me comunique.
Benedetto ficou em Coronel Pilar, mas Giuseppe mudou-se com a família para a localidade de Sagrada Família, em Encantado (RS), hoje município de Nova Bréscia. Seus filhos e descendentes se espalharam pelos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Rondônia, e pela Argentina e Inglaterra (a família Zanatta realiza o VI Encontro no próximo dia 14 de janeiro, em Pouso Novo, entre Lajeado e Passo Fundo (RS). Informações pelos fones (51) 3714 2934 e (51) 3476 3387).
Dos 13 filhos de Giuseppe e Malgherita, ainda vive o tio Archângelo, casado com Clementina Bolesina – completou 89 anos em 7-8-2006 e reside em Caxias do Sul. Sou casado com Theresinha Danieli Zanatta, temos os filhos Cláudia, casada com Adilvo Battisti, que nos deu a neta Alana, e Sandro, casado com Maria Helena Dick.
Quando eu nasci, era proibido falar italiano, o que me dificulta a manter uma conversa em talian ou em italiano. Mas procuro resgatar minha língua lendo Nanetto Pipetta, Far la cucagna e outros, e acompanho o Stòrie e Fròtole do Correio Riograndense. Sinto necessidade de transmitir tudo o que recordo e vou estudando a vida e a cultura italiana. À neta Alana, de nove anos, ensinamos os meses do ano, os dias da semana, orações e situações da vida familiar. É nosso objetivo transmitir as palavras que traduzem a nossa vida "e dei nostri antenati" – ("e dos nossos antepassados"). A Rádio Legal FM, de Lajeado, apresenta, a partir das seis horas da manhã, todos os domingos, o programa "Così càntano i taliani", sob a direção de Ana Baldissera Lorinsini. Seguidamente participo do programa com informações, histórias e estórias, que vou resgatando da memória, do estudo e da pesquisa. À medida que reconstituo a vida e cultura dos antepassados, sinto em mim novo significado, maior razão de viver e uma incontida necessidade de comunicar esse inestimável tesouro. Creio que para todos aconteça o mesmo. E quem não fez ainda esta experiência, vá à cata de suas raízes e terá uma surpresa de alegria e felicidade.
À medida que sinto crescer em mim o orgulho de ser descendente italiano, mais valorizo as outras etnias com sua história, tradições e valores. Desejo aos descendentes de todas as etnias as bênçãos de Deus. O amor ao trabalho e a vivência da fé formam o grande legado dos antepassados, que me orgulho em deixar aos filhos, netos, familiares e amigos."
No fundo da mente e do coração, Jatir busca o tempero de sua rica história. Parabéns! (Rovílio Costa).
EL RITORNO DE NANETTO PIPETTA (392)
Nanetto e la pignata de soldi e de oro de Mariano
Luiz Bavaresco
Nova Prata – RS
Zera na note de otono. Del bosco, davanti casa, Nanetto el vardava le osarole che le zolava coi due feraleti impiai. Le vegnea drite al feral, che’l zera impià in cosina e le se perdea par rento la caseta. Ghe piasea ciaparle e méterle in tera, de schena, par vedar el salto che le fea. Come se le gavesse na mola tel col. Quante volte ga ocoresto ciaparle in man par s-ciarar rento casa te le note scure. Due o tre rento te un bicer le fea un ciaro formidàbile. El ga visto anca che quela note ghe zera na mùcia de barbastrii che i ndava in torno el paiaro e anca intorno la casa. Matia, na volta ghe ga insegnà come far par coparli. Ciapa na stanga longa tre o quatro metri e ménela intorno per ària sensa fermar. I barbastrii i vien come mati par vedar cosa sucede fin che i se bate te la stanga e i vien per tera.
L’era lì che’l vardava fora, fin che, de repente:
– Boa noite, Nanetto!
– Bona note, Matia!
– Eu vim fazê un filó pra modo de nóis prosià un poco.
– Vien rento, Matia, séntete tel scagneto.
Nanetto el ze ndà in cosina, el ga metesto due bele patate dolse, de quele farinose, tel piato bianco de smalto, che’l ga portà del Itàlia, e el ga dito:
– Ti te magni na patata e mi l’altra, dopo bevemo un bel bicer de vin par pararle do fin el stómago.
I ga tacà parlar de piantaion, de bèstie, de tuto un poco, fin che Matia ghe ga contà la stòria dela pignata de Mariano. Nanetto lo ga scoltà de boca verta, e quando Matia el ze ndà via, quela note, no’l ga bio più sono de tanto che’l pensava in te la pignata piena de soldi e de oro.
La stòria la zera così. Mariano el stea su per le bande del campo. Par rivar là, bisognava caminar due o tre giorni co na mula bona e svelta. A tanti ani indrio, sto Mariano, desgustà coi fioi e fiole, el ga ciapà tuti i soldi che’l gavea, li ga messi rento na pignata negra de fero, la ga cargada in schena de na mula in tel carghiero, el ga ciamà el schiavo Ariosto e el ghe dise:
– Ariosto, tu pega a mula que tá carregada e vem comigo.
Mariano e Ariosto i se ga messi ndar via pel campo, banda dove se butea el sole. Tel scuro, de note, soto na cangerana, de soca grossa come un paridon, Mariano el dise a Ariosto:
– Vamo cavocá um buraco bem fundo aqui no meio dessas duas raiz bem grande.
Con na bela baila e un picon, in poche ore, i ga cavà un buso fondo sete palmi, e Mariano el dise:
– Ariosto, entra aí e pega esta panela sem oià que tem dentro, e aruma aí num canto.
Ariosto la ga ciapada e postada in tera, e quando el varda insù, el vede Mariano co la s-ciopa in man, pronto par coparlo. In quel momento, Mariano ghe ga molà na s-ciopetada tea testa de Ariosto, e el ghe ga dito:
– Agora tu vai cuidá dessa panela cheia de oro, e não deixa ninguém levá ela daqui.
Nanetto l’era lì che’l pensava che sior che’l deventaria, se’l catasse sta pignata de oro..., fin che’l se ga indormensà, el ga bio na note piena de pignate de oro, ma solo in sònio.
Rovílio Costa e Arlindo Battistel
Bon Princìpio
Geraldo Sostizzo
Agente Consular Italiano, Cascavel – PR
Questa parola la gavea par noantri, quando gèrimo pìcoli, un significato tanto importante. Dare "bon princìpio" a un cristian gera anca darghe importansa e onore. Prima, e pi importante, vegnea el Nadal, la festa che noantri speteimo un ano intiero, sol par veder cosa guadagneimo.
Ma, tel giorno primo, leveimo su bonora, se laveimo el muso e tante volte se ndea via anca sensa lavarlo e sensa gnente tei pié, no podeimo pèrdere tempo, parché gaveimo de passar tute le fameie.
Prima ndeimo darghe el bon princìpio al pupà e a la mama che i gera ancora in leto. Dopo, scominsieimo a visitar le fameie vicine. No importea che tipo de gente i gera, par noantri se i me desse un fiorin i gera tuti compagni. Quando scominsieimo, gèrimo in pochi, ma dopo tachea vegner un mùcio de tatini dela medèsima età e no podeimo mia barufar o darghe pugni, parché zera un giorno de festa.
Riveimo tele case, bateimo tela porta e quando vegnea fora el paron o so fémena, noantri ghe diseimo tuti insieme: Bon Princìpio! E luri i rispondea: Gràssie e Bona Fine. Ma noantri gèrimo mia interessai tea resposta de luri e speteimo che i me desse al manco un fiorin ogni uno.
Tele case che speteimo guadagnar depì, zera dei sàntoli de batésimo e de crésima. Questi squasi sempre i ghe dea ai su fiossi na moneda giala de due fiorini, che resteimo tanto contenti. Ma anca ciapeimo tante ciavade, dove speteimo guadagnar soldi, parché i gera mesi siori, no i levea gnanca su del leto. Ma ndeimo casa contenti con na sbrancada de fiorini e anca con le scarsele piene de dulsi, biscoti e bolasse.
Ze na cosa bela de ricordar quei tempi del Bon Princìpio! Tante volte riceveimo sol un gràssie e bona fine, resteimo mesi cativi, ma diese metri dopo se gaveimo belche desmentegai.
El Ano Vècio
Ary Vidal
Agricultor, Lapa – PR
Cosa gheto fato
Tel sevitar del tempo?
El ano vècio ze ndato
El novo fa ciamamento.
Intanto che mi zera drio
ritornar
De on longo viaio, go pensà,
De tante robe tea mente
par memorar
Se a go fato micìssia in
quantità.
Lora me sento on fià tea
piassa,
Drio pensar che vegna on
bon ano,
Anca che vegna salute e
amor in bondansa
Sensa bacani, che sìpia
sareno e compagno.
Par intanto vago rissercar
de laorar
Così guadagnar on pochi
de fiorini,
Se mi fusse bon de indrio
ritornar
Sensa sbàlio far meio i
mestieri.
Ma adesso el ano ze ndato
via
El ano, mételo soto el
brasso,
Fiero e bel el novo fa
compagnia
Lo portemo cofà on putel
a ndar a spasso.
(Poema do autor, do livro I nostri antenati. Pedidos pelo telefone (51) 3336.1166).
Cetanp inaugura prédio para alunos
Alojamento tem 24 apartamentos e pode hospedar 96 estudantes
Voltado para a formação dos agricultores familiares, o Centro Regional de Qualificação Profissional de Produtores Rurais de Nova Petrópolis (Cetanp) pode hospedar 96 alunos. Localizado junto à Escola Bom Pastor, na localidade de Linha Brasil, o prédio exigiu investimento de R$ 628 mil, além de outros R$ 150 mil para móveis e equipamentos.
Inaugurado pelo governador Germano Rigotto, o alojamento possui 24 apartamentos e uma área de 900 metros quadrados. Participaram na inauguração do prédio o presidente da Emater/RS, Ricardo Schwarz, o prefeito de Nova Petrópolis, Luiz Irineu Schenkel, e o coordenador do Cetanp, Arnaldo Basso.
"Desde o incêndio no albergue, há três anos, os alunos estavam hospedados em salas de aula adaptadas e na residência de professores", relata Basso.
Formação – O Cetanp oferece 10 tipos de cursos, entre eles bovinocultura leiteira a pasto, fruticultura, plantas medicinais, manutenção e regulagem de pulverizadores, gerenciamento da propriedade agrícola e processamento artesanal de carne suína.
Desde 1995, quando foi instalado, o centro de treinamento qualificou 7.726 pessoas, 87% oriundas de propriedades com até 50 hectares. Somente neste ano, foram 1.133 alunos formados em 77 cursos.