LEITORES 

 DESCOBRINDO CAMINHOS

 

Desde 1909, onde o conteúdo faz a diferença.

Edição 5.021 – Ano 98 – Caxias do Sul-RS, 10 de janeiro de 2007.

 

EDITORIAL

Escalada do terror desafia governo e população do país

Não é possível exterminar o terrorismo sem atingir as causas que o originam

 

A monotonia da posse do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi rompida com um desabafo contra o terrorismo, que no dizer do próprio presidente, alcançou níveis insuportáveis e exige novas leis. Homem do povo, Lula exprimiu o pasmo e o medo da população. Na realidade o Brasil vive uma situação de guerra civil, guerrilha impiedosa que atinge grandes e pequenas cidades e mesmo a zona rural.

A guerra parece configurar-se como fio condutor da história humana. As grandes batalhas, os heróis, as táticas empregadas ocupam lugar destacado no orgulho e na história de cada país. Em seu livro clássico, Da Guerra, Von Clausewitz – no século XIX – define a guerra como "um ato de violência cuja intenção é compelir nosso oponente a realizar nosso desejo". Dentro dessa lógica, cada guerra deveria terminar com a vitória de um lado sobre o outro. Para ele "a moderação na guerra é um absurdo".

Mesmo com a ótica de aniquilar o inimigo, a guerra clássica tinha alguns princípios éticos. A guerra deveria ser declarada com a antecipação de alguns dias, a população civil deveria ser respeitada e o inimigo vencido tinha direitos. Aos poucos, a guerra clássica foi superada por novas estratégias, que se consolidaram no coração da Ásia. A China, a Indochina e o Vietnã revelaram as lendárias figuras de Giap e Ho Chi Min. Com exércitos inferiores e mal armados venceram a Inglaterra, a França e os Estados Unidos. A guerra clássica foi substituída pela guerrilha, onde o inimigo mais fraco escolhe a hora, o local e a maneira de combate.

A partir daí foi um passo o surgimento da guerrilha urbana com assaltos a bancos, seqüestros e atentados. No Brasil surgiram o Comando Vermelho e, ultimamente, o PCC, impondo pesadas derrotas ao aparelho governamental, não respeitando qualquer ética.

Em que pesem os bons propósitos de Lula, o terror não será superado com novas e mais duras leis ou com presídios de segurança máxima. É preciso descer às causas. A primeira delas é a educação, que vai além do ensino dos bancos escolares e que passa pela família. Leis já possuímos demais, falta aplicá-las. E qual é a autoridade do Estado para cobrar respeito à ordem se o mau exemplo vem de cima? Além de combater os criminosos das favelas, o Poder precisa acabar com os escândalos que brotam de seus escalões mais elevados. Sem isso, se torna atual a frase do antigo filósofo grego, Diógenes, vendo uns magistrados a enforcar ladrões: "Lá vão os ladrões grandes a enforcar os pequenos."

 

CAXIAS DO SUL

Louzada prioriza prevenção social

Secretário assume Segurança voltado ao atendimento de jovens em situação de risco

 

O tenente coronel Roberto Louzada é o titular da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Proteção Social (SMSPPS). Depois de dois anos de espera, o nome foi confirmado pelo prefeito José Ivo Sartori, na quarta 3. "O nosso compromisso é trabalhar na prevenção da criminalidade, com ênfase na abordagem dos adolescentes e jovens em situação de risco", declarou Louzada.

Recém-empossado, o secretário da Segurança destacou que a maior preocupação dos caxienses é com os assaltos a mão armada, "aqueles que constrangem os cidadãos."

Em entrevista ao CR, o tenente coronel disse que a Secretaria vai trabalhar em parceria com outras entidades de segurança e preparar mais policiais. Quanto à falta de segurança no interior – uma preocupação da maioria das famílias rurais -, adiantou que pretende construir unidades funcionais nas principais comunidades. De acordo com o presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais, Raimundo Bampi, quase semanalmente ocorre um assalto em casas no interior.

Louzada ingressou na Brigada Militar em 1971. Durante a carreira, atuou em várias unidades da corporação. Ocupava a função de assessor de gabinete do prefeito desde o início do governo e respondeu interinamente pelo Samae e Secretaria Municipal da Habitação. Na solenidade de posse, foi assinado convênio com o Consepro, para o repasse de R$ 90 mil que serão aplicados no aparelhamento de organismos de segurança. À Brigada Militar serão destinados R$ 40 mil, à Susepe R$ 25 mil e à Polícia Civil, outros R$ 25 mil.

Saúde – Maria do Rosário Antoniazzi é a nova secretária municipal da Saúde. Ela assumiu no lugar do médico José Luiz Bertoluci. Maria do Rosário é servidora pública. Foi diretora do Saca e atualmente exercia o cargo de diretora-executiva da secretaria.

 

Água terá reajuste a partir de fevereiro

 

A partir de 1º de fevereiro a conta da água dos caxienses passará de R$ 9,50 para R$ 10, mais a taxa de esgoto (esta sem alteração). O novo valor da conta mínima foi anunciado pelo diretor geral do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Marcus Vinícius Caberlon

Segundo o diretor geral do Samae, agora cada mil litros de água passam a custar R$ 2,00. Ele informa que o reajuste da água ficou em 4,98%. O custo da água é calculado uma vez por ano, de acordo com a Legislação Municipal.

 

REPORTAGEM

Edição 2007 do Curso de Teologia inicia dia 11 de abril

Módulos serão Cristologia, Bíblia (Cartas de Paulo) e Espiritualidade

 

Em duas edições, o Curso de Teologia a Distância, promoção do Correio Riograndense e Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana (Estef), teve mais de 5.000 inscritos. A maioria é formada por gaúchos, mas um percentual expressivo é de Santa Catarina. Em dois anos, o curso conseguiu a adesão de alunos de praticamente todos os Estados brasileiros. Esses dados são motivos suficientes para dar continuidade a essa inédita iniciativa, que tem o objetivo de fazer com que o leitor do CR possa aprofundar seus conhecimentos sobre Teologia sem sair de casa.

A edição 2007 do Curso inicia dia 11 de abril e vai até 14 de novembro. Ele manterá três módulos, cada um com 10 lições e respectivas questões, que deverão ser respondidas e enviadas à Estef. Em 2007, porém, haverá um intervalo de uma semana entre os módulos. Nessas semanas, o jornal publicará matéria especial de introdução ao tema seguinte. No encerramento, a Estef, instituição reconhecida pelo Ministério da Educação, fornecerá certificado equivalente a 40 horas-aula, mediante pagamento de taxa de R$ 16,00.

Módulos – Estão definidos para a edição 2007 os módulos Cristologia (pessoa de Jesus), Espiritualidade (jeito de viver a fé) e Bíblia (Cartas de Paulo apóstolo). Os responsáveis são, respectivamente, os freis Luiz Carlos Susin, Aldir Crócoli e Bruno Glaab.

"O curso de Teologia a Distância de 2007 será de grande importância para os agentes de pastoral e para todas as pessoas que queiram viver sua fé na maturidade", afirma frei Bruno Glaab, coordenador de extensão da Estef. Na sua avaliação, esta edição está embasada em três áreas centrais da fé: "A teologia paulina é divisor de águas na compreensão de Jesus Cristo, da fé e da salvação. A disciplina de Cristologia apresentará a pessoa de Jesus de uma forma clara, sólida e viva. E, por fim, a disciplina de Espiritualidade quer levar as pessoas a compreenderem a sua adesão a Jesus, não apenas de forma racional, mas também, afetiva".

 

Critérios usados para a avaliação

 

A edição 2007 segue o mesmo critério de avaliação das anteriores. O inscrito deverá responder as questões de cada lição e enviar para a Estef, preferencialmente por e-mail (extensao@estef.edu.br) ou pelo correio (para o endereço: rua Tomaz Edson, 212, CEP 90640-100 Porto Alegre-RS). É muito importante que o aluno, ao enviar as respostas, sempre se identifique, com o nome completo, assim como é fundamental colocar o número da lição a que se referem as questões que estão sendo respondidas.

Em edições futuras do Correio Riograndense serão publicados os prazos para a entrega das lições de cada módulo. Seguindo também sistema adotado desde a primeira edição do curso, um período após findar esse prazo o jornal publica todas as respostas – nesta edição, por exemplo, estão as respostas do terceiro e último módulo do curso 2006.

Para ser aprovado, o que dará direito a um certificado de conclusão do curso, o aluno terá de responder corretamente a pelo menos 75% das questões formuladas. A correção será feita por uma equipe da Estef, que também poderá fornecer orientações aos alunos mediante consulta, preferencialmente pela Internet (endereço eletrônico acima).

 

Cidades com mais inscritos em 2006

 

Caxias do Sul, sede do Correio Riograndense, lidera a relação de mais de uma centena de municípios com 152 alunos. Em seguida vem Porto Alegre, com 76. Entre os primeiros colocados estão municípios do Paraná e da Bahia. Veja abaixo as cidades que mais se destacam:

 

Cidade alunos

 

          Caxias do Sul (RS) 152

Porto Alegre (RS) 76

Montenegro (RS) 56

Bento Gonçalves (RS) 53

Ubiratã (PR) 53

Ibotirama (BA) 44

Tavares (RS) 36

Anta Gorda (RS) 35

Garibaldi (RS) 35

Ipê (RS) 33

Chapada (RS) 30

Flores da Cunha (RS) 25

Vacaria (RS) 25

Dr. Ricardo (RS) 23

Sidrolândia (MS) 23

Santa Maria (RS) 17

 

Como as inscrições precisam ser feitas e até quando

 

A edição 2007 inicia no dia 11 de abril, mas o prazo para inscrição vai até o dia 27 do mesmo mês. Os interessados em participar têm quatro alternativas para se inscrever: enviar uma carta simples ou um cupom preenchido (como o reproduzido nesta página) por correio para a Estef (rua Tomaz Edson, 212, CEP 90640-100); através da Internet (extensao@estef.edu.br); por fax, pelo número (51) 3223-2283. O mais recomendável é que a inscrição seja feita com o envio do cupom ou pela Internet. "Dessa forma teremos condições de atender melhor os alunos e dirimir todas as dúvidas possíveis", ressalta frei Bruno Glaab. Se não for possível através de uma dessas formas, pode ser pelo telefone (51) 3217-4567. Em função do período de férias da Estef, o interessado deve ligar somente a partir de 5 de fevereiro, de segunda a sexta, das 7h30 às 12 horas e das 13h30 às 17 horas.

Assinante – A inscrição é gratuita para o assinante do Correio Riograndense. Além do titular, integrantes da família (esposa e filhos) podem realizar o curso sem pagar inscrições. Os questionários, no entanto, precisarão ser respondidos individualmente.

Para quem deseja fazer uma assinatura do Correio Riograndense basta preencher e remeter o cupom publicado na página 9 desta edição do jornal, ou telefonar para (54) 3220-3232, pedindo setor de assinaturas ou ainda pelo e-mail: comercial@jornalcr.com.br.

 

AGRICULTURA

Fruticultura do RS diversifica e cresce 20%

Programa beneficia 302 municípios com 24 tipos de frutíferas

 

O Programa Estadual de Fruticultura (Profruta/RS), executado pela Emater, bateu o recorde em números de projetos para implantação de pomares, desde o seu lançamento, em 2003. Em 2006, o aumento da área frutícola foi 20% superior à média dos últimos três anos.

Em todas as regiões do Estado foram aplicados R$ 46.370.088,57, grande parte do Pronaf, para 3.556 projetos, desenvolvidos em 302 municípios gaúchos. A área implantada atingiu 5.112 hectares. Os 3.990 beneficiários são basicamente agricultores familiares que têm buscado a fruticultura como alternativa a outras atividades agrícolas.

Segundo o coordenador do Profruta, o engenheiro agrônomo Paulo Lipp João, da Emater, milhares de empregos foram gerados com essa expansão da fruticultura. "Para cada dois hectares implantados um emprego direto é gerado, além de dois ou três indiretos nos demais segmentos da cadeia produtiva", afirma.

Expansão – A introdução da fruticultura em municípios onde estão os menores PIB do Estado, baseada na viabilidade de mercados, está trazendo a necessária diversificação agrícola. O Alto Uruguai e a região do Celeiro vêm se destacando pelo grande número de novas áreas, principalmente para as culturas da laranja, uva, figo e abacaxi.

Por sua vez, a região da Serra, maior pólo brasileiro de frutas de clima temperado, continua se especializando com a qualificação da produção e a introdução de variedades, o que têm garantido a expansão do comércio das frutas para mercados de todo país.

Também tiveram grande número de projetos as regiões dos vales do Caí e Taquari (bergamotas e uvas), do Litoral Norte (banana e abacaxi) e da Zona Sul (pêssego e figo). Os benefícios alcançam a região fumageira. A partir do apoio da Afubra e da Emater das regiões do Vale do Rio Pardo, Vale do Taquari e Baixo Jacuí, o programa vem atuando no projeto "Fumo, Frutas e Hortaliças Complementares", que objetiva dar alternativas de diversificação aos fumicultores gaúchos.

Viveiros – O Profruta mantém parceria com 83 viveiristas que disponibilizaram mais de oito milhões de mudas em 2006. Ao todo foram 24 espécies implantadas com maior área para uva, laranja, pêssego, banana, bergamota e maçã. Entretanto, outro destaque foi o plantio de oliveiras (leia abaixo).

 

Plantio de oliveiras ressurge no Estado

 

Graças ao fomento do Profruta, realizado em Caçapava do Sul e Cachoeira do Sul, a olivicultura ressurge e inicia uma nova etapa para essa cultura, no Rio Grande do Sul. Com 87 hectares de oliveiras, a cultura que praticamente havia sido abandonada há mais de quatro décadas, voltou a ser procurada.

A cultura do abacaxi, tradicional no Litoral Norte, mereceu fomento especial no Alto Uruguai, para produtores que possuem áreas com microclima favorável próximas ao rio Uruguai. Foram distribuídas 300 mil mudas, em 22 municípios. A expectativa é de que essas áreas se multipliquem em poucos anos, como ocorreu, na década de 50, com o abacaxi no Litoral.

Também foi significativa a expansão da amora preta, com 63 hectares, confirmando a tendência de investimentos em pequenas frutas (mirtilo e framboesa, em menor escala), geralmente associadas a agroindústrias ou empresas exportadoras. A busca de mercados é fundamental para o crescimento da fruticultura. Nesse sentido, ações foram realizadas pela Plataforma de Comercialização, que desenvolve suas ações a partir de uma parceria entre a Emater e Ceasa.

 

AGRONEGÓCIO

Vida Agrícola

Engº. Agrº. José Zugno

Retrospectiva 2006

Segundo o costume dos anos anteriores, apresentamos nesta primeira edição do Correio Riograndense do ano 2007 a relação dos assuntos tratados em Vida Agrícola durante o ano de 2006. Seguimos a ordem cronológica com a data (dia e mês), o assunto, o nome do assinante ou leitor e a localidade onde reside.

11/01 – Sistema de espaldeira no vinhedo – Judith Terezinha Rossi, Rio de Janeiro (RJ)

18/01 – Retrospectiva 2005

25/01 – Insulina vegetal – Valdira, Lucena (PB)

01/02 – Tipos de leite – Rita Alice Hahn, Feliz (RS)

08/02 – Tipos de leite – Rita Alice Hahn, Feliz (RS)

15/02 – Colheita de melancia – Nilo Bruschi, Gaurama (RS)

22/02 – Queima da palha da cana após o corte – Nilo Bruschi, Gaurama (RS)

01/03 – Uma praga chamada tiririca – Maria Augusta Maccarini, Casca (RS)

08/03 – O melhor período para silagem de milho – Antoninho Ferrari Netto, Nova Trípoli, Colorado (RS)

15/03 – Pata-de-vaca: medicamentosa e ornamental – João Mário Mendel, São Carlos (SC)

22/03 – Feijão para identificar – Clélia S. R. Zanolla, Colorado (RS)

29/03 – Uvada, geléia de uva e compota de figo – Maderlô Brito da Silva, Criúva – Caxias do Sul (RS)

05/04 – Cercas na propriedade rural – J. Cardoso Alves, Lajeado Grande (RS)

12/04 – Nogueiras em São Paulo – Irmã Mara, Xaxim (SC)

19/04 – Nogueiras em São Paulo – Irmã Mara, Xaxim (SC)

26/04 – Aproveitamento dos caquis na safra – Elza Maria Marchiori, São Domingos do Sul (RS)

03/05 – Aproveitamento dos caquis na safra – Elza Maria Marchiori, São Domingos do Sul (RS)

10/05 – Tomate capote – Helena Scherner , Feliz (RS)

17/05 – Preá – Eugênio Ravizzoni, Caxias do Sul (RS)

24/05 – Uma vida compartilhada – Ir. Noemia Schmitt, Florianópolis (SC)

Edição comemorativa – Antônio Denicol, Porto Alegre (RS)

31/05 – Professora e naturalista – Rosângela Miosso, Caçador (SC)

07/06 – Insetos atacam ingazeiros – Rosângela Miosso, Caçador (SC)

14/06 – Galhas nos ingazeiros – Rosângela Miosso, Caçador (SC)

21/06 – Poda em videiras americanas – Marcelo Cabeda, Porto Alegre (RS)

28/06 – Uma planta chamada sansão do campo – Reno João Zatti, Clube Reno, Caxias do Sul (RS)

05/07 – Mudas de nêspera européia – Antonio Durante, Salgado Filho (PR)

12/07 – Canarinho parou de cantar – Vera Pereira, Caxias do Sul (RS)

19/07 – Conhecimentos básicos sobre orquídeas – Zélia Breda Cenci, União da Serra (RS)

26/07 – Caquizeiros altos dificultam colheita – Iolane Marchiori, Otávio Rocha (RS)

02/08 – Receitas de sabão de abacate – Nelson Faganello, Vila Flores (RS)

09/08 – CR em festa: 5.000 edições – José Zugno, Caxias do Sul (RS)

16/08 – Sementes de olho-de-boi – Eng°Agr° Edmundo Ruzzarin, Caxias do Sul (RS)

23/08 – Poda errada nos pessegueiros – Balduíno, Caxias do Sul (RS)

30/08 – Guajuvira, ótima madeira de lei – Elisio Mário Barbieri, Erechim (RS)

06/09 – Usos do suco de babosa – Inês Pozzolo, Toledo (PR)

13/09 – Receitas de quivi – Vera Lúcia Brandalise Marim, Veranópolis (RS)

20/09 – Consumo de vinho acidificado – Luiz Antônio L. Baggiotto, Montenegro (RS)

27/09 – Origem e propriedades da romã – M. Joaquina Conceição, Santa Maria (RS)

04/10 – Diferença entre geada e congelamento – João Carlos Fontana, Caxias do Sul (RS)

11/10 – Yacon é comestível e medicinal – Seno S. Diehl, Saudades (SC)

18/10 – Agronomia no contexto atual – José Luiz Bertin, Santa Lúcia do Piaí, Caxias (RS)

25/10 – Condições ambientais e as laranjas – José Paulo Bonemberger, Bom Princípio (RS)

01/11 – Pinhão congelado para semente – Cláudio Ganassin, Veneza-Itália

08/11 – Principais doenças das cítricas – Arlindo R. da Silva, Gravataí (RS)

15/11 – Combate a pulgões e cochonilhas sem uso de agrotóxicos – Fernando Rossi, Porto Alegre (RS)

22/11 – Larvas que matam I – Osébio Borghetti, Caxias do Sul (RS)

29/11 – Larvas que matam (final) – Osébio Borghetti, Caxias do Sul (RS)

06/12 – Xampu de babosa – José Luís Ghinzelli, Antônio Prado (RS)

13/12 – Feijão fava – Frei Osébio Borghetti, Caxias do Sul – RS

20/13 – Cercas vivas – Otavio Spada, Ibiraiaras (RS)

27/12 – Cultivo do abacaxi – Vandelino Miguel, Terra de Areia (RS)

 

Verão intensifica mosca-dos-chifres

No Brasil, o prejuízo anual é superior a R$ 300 milhões

 

A má fama da mosca-dos-chifres é bem merecida. No Brasil, estima-se prejuízo de mais de R$ 300 milhões ao ano, sem falar no grande incômodo que o inseto causa, já que cada um deles pica o animal até 40 vezes ao dia. O combate à mosca-dos-chifres é fundamental para minimizar os prejuízos à propriedade e danos causados ao rebanho bovino. O produtor deve estar atento à época de maiores infestações: períodos quentes e de chuvas.

"A partir da primavera, nota-se um aumento significativo desses insetos", afirma Antonio Thadeu Medeiros de Barros, pesquisador da Embrapa. Há duas formas de proteger o rebanho contra a mosca-dos-chifres: o controle tático e o estratégico. No controle tático, não há planejamento e o animal é tratado quando a infestação ocorre em nível considerado inaceitável pelo produtor.

Já o controle estratégico é feito com planejamento, respeitando a dinâmica populacional da mosca. "A proteção segue um calendário que se baseia na época em que a infestação pela mosca tende a ser mais abundante nos animais", ensina o pesquisador Barros.

Cabeça – A mosca-dos-chifres é pequena, com a metade do tamanho da mosca doméstica. Permanece sobre o animal dia e noite e volta imediatamente a um hospedeiro quando é afugentada. Para se alimentar, prefere as áreas fora do alcance da cabeça, tais como dorso, cupim, paleta, barriga e pernas. As picadas da mosca são repetidas e dolorosas, o que deixa os animais nervosos e irritados, prejudicando o crescimento, o ganho de peso, a produção de leite e a atividade reprodutiva.

Existem vários produtos para controlar a mosca. Porém, é preciso muito cuidado na sua escolha, pois a resistência aos inseticidas piretróides já foi detectada em mais de 90% das propriedades testadas em todas as regiões brasileiras. Outro ponto importante é que 70% dos produtos utilizados para tentar controlar a mosca-dos-chifres contêm piretróides.

 

Clones combatem mal da vaca louca

 

Pesquisadores dos EUA e Japão projetaram vacas geneticamente modificadas e livres das proteínas que causam o mal da vaca louca. Foram clonados 12 bezerros. A descoberta é um atalho para imunizar os animais dessa doença danificadora do cérebro.

Retirando células da pele de bovinos, eles identificaram e desligaram o gene que produz os príons, proteína com capacidade de modificar outras proteínas tornando-as cópias de si própria. O resultado final da pesquisa será conhecido até o final deste ano.

 

País sequencia bactéria de vegetais

 

Depois de cinco anos de pesquisas, os cientistas finalizaram o seqüenciamento do código genético da bactéria Gluconacetobacter diazotrophicus, uma das bactérias responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio da cana-de-açúcar.

Com os genes decifrados, o potencial de geração de nitrogênio da bactéria poderá ser aumentado, estimulando o seu funcionamento como adubo natural. Isto implicará na redução de até 30% da quantidade de fertilizantes nitrogenados aplicados em toda área de cana-de-açúcar no Brasil. A economia poderá chegar a R$ 59 milhões anuais somente nesta cultura.

A Gluconacetobacter diazotrophicus foi isolada pela primeira vez por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, liderados pela Dra. Johanna Döbereiner, em 1988. Presente em culturas como a cana, batata-doce, abacaxi e capim elefante, a bactéria é essencial para o crescimento destas espécies porque é uma das principais responsáveis pelo processo denominado "fixação biológica de nitrogênio", em que o elemento é retirado da atmosfera e transferido para as plantas.

A bactéria produz hormônios vegetais e aumenta o sistema radicular, ampliando a absorção de nutrientes do solo.

 

OPINIÃO

Maria Clara Bingemer

Teóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio

 

O ditador e o poeta

As ditaduras passam, fazendo estragos e deixando rastro de dor e morte. Mas os ideais e a arte não morrem. Pinochet jaz aos pés da cordilheira, o canto de Victor Jara enche os pulmões e as bocas de muitos que continuam a luta pela paz e justiça

 

Não é só depois de 2001 e do ataque às Torres Gêmeas que o dia 11 de setembro é sinônimo de medo e terror. No dia 11 de setembro de 1973, o golpe militar comandado pelo general Augusto Pinochet derrubava Salvador Allende, presidente do Chile. Seguiram-se, além da morte do presidente, uma série de outros atos violentos e ditatoriais que transformaram o que hoje conhecemos como o culto e desenvolvido Chile na sede mundial do medo e da repressão.

O poeta, compositor e cantor Victor Jara foi uma das primeiras vítimas do regime de Pinochet. Preso juntamente com outros 600 estudantes na Universidade onde trabalhava, foi levado para o Estádio Nacional em Santiago. Nesse mesmo dia foi torturado e assassinado pelos militares. Antes disso lhe cortaram as mãos que tocavam violão, acariciavam, trabalhavam e compunham. Uma testemunha relata que ao cortar as mãos de Victor Jara, seus algozes lhe teriam dito: "Agora pode tocar violão."

Dias depois, sua mulher, Joan Jara, identificou o corpo do poeta, fuzilado e com as mãos amputadas. No estádio, Victor ainda escreveu seu último poema, no qual transparece toda a sua dor e sofrimento, a um passo da morte, contemplando com profunda tristeza o que acontecia com seu país:

É este o mundo que criaste, meu Deus?

Para isto os teus sete dias de assombro e trabalho?...

Como me sai mal o canto quando tenho que cantar o espanto!

Espanto como o que vivo.

Como o que morro, espanto.

O mundo inteiro acabou de contemplar o general Pinochet morto em um caixão, de velhice, aos 91 anos. As milhares de vítimas de sua violenta e implacável ditadura até hoje esperam por justiça. O general, após tomar alguns sustos quando o detiveram na Espanha por crime contra a humanidade, conseguiu voltar ao Chile alegando doença e morreu cercado de conforto e do carinho da família.

Diante do cadáver do ditador, o Chile mostrou-se dividido. Enquanto parentes, familiares e advogados de vítimas protestavam indignados; enquanto fiéis seguidores do ditador morto esperavam o cortejo fúnebre sob sol abrasador e o aclamavam como grande estadista, a ministra da Defesa do governo de Michele Bachelet, filha de uma vítima da ditadura, comparecia ao enterro. Entre choros e desmaios aconteceram então também insultos contra a ministra, a qual, enquanto titular do Exército, compareceu à cerimônia.

Em vida Pinochet se auto-concedeu todas as honras possíveis. Morto, não teve honras de chefe de Estado, apenas honras militares. A morte do general certamente não trará de volta à vida nem um só dos milhares de "desaparecidos". Tampouco poderá mudar o rumo da vida dos milhões de exilados que saíram do Chile por esse mundo afora. O passado não se pode mudar. Mas o futuro se pode construir. E os advogados dos direitos humanos tentam agora que os cerca de cem colaboradores de Pinochet já processados na justiça possam ser efetivamente condenados e que a família do general seja co-responsabilizada na restituição de verbas fraudulentamente apropriadas.

Este é o ensinamento que o general talvez não tenha tido tempo de aprender. As ditaduras passam, cedo ou tarde, fazendo mais ou menos estragos e deixando um rastro mais ou menos profundo de dor e morte. Mas os ideais e a arte não morrem. Enquanto o general Pinochet jaz aos pés da cordilheira, o canto cheio de espanto e gênio de Victor Jara enche os pulmões e as bocas de muitos que continuam sua luta pela paz e a justiça. E o Criador contempla sua obra na poesia de Victor Jara e de todos os artistas que como ele cantaram o amor e a dor, a vida e o espanto. E vê que tudo que criou é muito bom.

 

FREI BETTO

Frei Betto é escritor de "Comer como um frade – divinas receitas para quem sabe por que temos um céu na boca" (José Olympio).

A esquerda no divã

 

É possível a espécie humana – e não apenas 30% da população mundial – evoluir com tais condições de miséria e pobreza? O que rege a política internacional, os direitos dos povos ou a ganância dos ricos?

Sempre pensei que, entre tantos amigos e amigas, seria um dos poucos a morrer sem ter feito análise. Hélio Pellegrino, de quem fui muito amigo, sugeria que talvez o fato de viver em comunidade, em permanente relação dialógica, onde no passado não faltou nem a confissão auricular, explicasse essa minha insistência de coabitar pacificamente com meus anjos e demônios.

Acresce-se a isso o hábito de escrever e, ao fazê-lo, me revirar pelo avesso. A literatura é um dos mais terapêuticos ofícios, tanto que Freud se viu tentado a preferi-la às ciências da psique. Com ele, entretanto, ganharam as duas, a ciência e a literatura, já que possuía um estilo cativante.

Na entrega do prêmio "Brasileiro do Ano", dia 11 de dezembro, o presidente Lula declarou: "Fiquei vinte e tantos anos criticando o Delfim Netto e hoje sou amigo dele. É a evolução da espécie humana. Quem é mais de direita vai ficando mais de centro. Quem é mais de esquerda vai ficando mais social-democrata, menos à esquerda. E as coisas vão confluindo de acordo com a quantidade de cabelos brancos que você vai tendo. Se você conhecer uma pessoa muito idosa esquerdista é porque ela está com problema. Mas se conhecer uma pessoa muito nova de direita também está com problema. Quando a gente tem 60 anos é a idade do ponto de equilíbrio. A gente se transforma no caminho do meio, aquele que precisa ser seguido pela sociedade."

O presidente talvez esteja lendo textos budistas e, tomara, abraçando as virtudes do caminho do meio recomendado por Sidarta. Ou quem sabe prefira Santo Tomás de Aquino, que acentuava que "a virtude reside no meio". Nada de extremos, como frisou o presidente.

A opção social-democrata do presidente já havia se evidenciado no primeiro mandato, quando abraçou uma política econômica neoliberal, reservando cerca de R$ 10 bilhões/ano ao Bolsa Família e R$ 100 bilhões/ano ao Bolsa Fartura dos credores da dívida pública – o que vem entravando o sonhado e prometido desenvolvimento sustentável.

Atribuir razões psicológicas a quem, acima de 60 anos, é de esquerda, significa remeter ao analista eminentes figuras históricas: Fidel, Ho Chi Minh, Niemeyer, Antonio Candido, dom Pedro Casaldáliga, dom Tomás Balduíno, Florestan Fernandes, Apolônio de Carvalho, Mário Pedrosa, Elza Monerat, João Amazonas, Gregório Bezerra etc. É o que Bush e tantos direitistas pensam: só pode ser louco quem ainda sonha com o fim da desigualdade social ou um "outro mundo possível".

Mais preocupante do que associar esquerda e "problema" é considerar um sinal de "evolução da espécie humana" sua recente amizade com Delfim Netto, que assinou o AI-5 e ocupou vários ministérios sob a ditadura militar: Fazenda (1967-1974), Agricultura (1979) e Planejamento (1979-1985). No governo Médici, sonegou os índices de inflação, prejudicando os trabalhadores, o que levou Lula a liderar um amplo movimento operário pelos direitos de sua classe. Delfim jamais fez autocrítica de sua conivência com o regime ditatorial que prendeu, torturou, assassinou, baniu, exilou e fez desaparecer centenas de pessoas. Ao contrário, justificou-o em seus escritos. E equivoca-se o presidente ao tentar atenuar a gravidade da ditadura brasileira comparando-a com a do Chile. A dor é irrivalizável.

Se ser direita ou de esquerda é uma questão patológica me parece secundário. Como diz o poeta, de perto ninguém é normal. A questão é mais profunda: como se posicionar diante desse mundo em que 2/3 da população vivem abaixo da linha da pobreza? Segundo a ONU, 4 bilhões de seres humanos sobrevivem com renda mensal per capita inferior a US$ 60. Ou US$ 2 por dia. Aqui sim, só um louco ou um cínico pode afirmar que esse é o melhor dos mundos.

A questão me parece muito simples: é possível a espécie humana – e não apenas 30% da população mundial – evoluir em tais condições de miséria e pobreza? O que rege a política internacional, os direitos dos povos ou a ganância dos ricos? O lucro das grandes corporações ou o desenvolvimento sustentável de toda a humanidade?

Num mundo de tamanha desigualdade não se pode pretender neutralidade. Frente ao impasse da greve metalúrgica de 1980, dom Cláudio Hummes, bispo do ABC, foi convidado pela Fiesp a intermediar as negociações entre empresários e trabalhadores. Respondeu que não poderia fazê-lo, pois não era neutro, estava do lado dos trabalhadores.

Se o PSDB, repleto de eminentes figuras perseguidas pela ditadura, foi parar nos braços da direita representada pelo PFL, e agora o PT bandeia para a social-democracia, os pobres que se cuidem. Walter Benjamin propôs às vítimas do nazismo "organizar o pessimismo". Com todo respeito, prefiro deixar o pessimismo para dias melhores. Frente à ditadura do mercado, é hora de organizar a esperança.

 

NACIONAL

Lula quer R$ 20 bilhões para economia

Meta é acelerar o crescimento e investir em infra-estrutura

 

O presidente Lula quer investir R$ 20 bilhões do Orçamento da União em 2007 em economia. O valor é 30% superior em relação ao investimento do ano anterior. A maioria dos recursos será destinada às obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado no discurso de posse pelo próprio presidente da República.

O PAC pretende "destravar" (nas palavras do presidente) a economia e levar o PIB a crescer pelo menos 4% neste ano. A equipe de Lula prepara relação de 50 a 60 obras prioritárias em infra-estrutura (estradas, ferrovias, portos e saneamento) para receber recursos. Nos anos seguintes, a meta é repetir o mesmo nível (R$ 20 bi), o que totalizaria investimentos públicos de R$ 80 bilhões.

Ainda no dia da posse, Lula admitiu mudar as leis para endurecer o combate ao crime. Ele classificou a onda de ataques no Rio de Janeiro como atos terroristas. "Crimes, como incendiar ônibus com pessoas inocentes dentro, não podem ser tratados como comuns", disse.

Leis – Até a próxima semana, o presidente estará em férias. Antes de deixar o Planalto, porém, sancionou a lei que desburocratiza o registro de divórcios, separações, inventários e partilhas de bens. As mudanças permitem às partes efetuar registro em cartório sobre as suas decisões, sem a necessidade de abrir processos judiciais.

Outra lei, a que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, foi publicada na segunda 8, no Diário Oficial da União. Além da universalização do acesso, prevê que o abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e o manejo dos resíduos sólidos sejam feitos de forma adequada à saúde pública e à proteção do ambiente. Agora, as políticas públicas deverão criar mecanismos de controle social.

 

Conter gastos e aumentar a receita são prioridades do governo gaúcho

 

Conter gastos e aumentar a receita é a ordem do governo de Yeda Crusius, que também elegeu a segurança como prioridade para o Rio Grande do Sul. No último final de semana, uma megaoperação deflagrada pela Brigada Militar atuou em 25 municípios e mostrou à população que o Estado tem polícia.

Enquanto trabalha pelo ajuste, já que a Assembléia Legislativa rejeitou o pacote de final de ano, a governadora acabou de montar seu secretariado. A montagem foi dificultada pela saída dos deputados estaduais Marquinhos Lang (PFL), Berfran Rosado (PPS) e Jerônimo Goergen (PP). Eles estavam escalados para as pastas de Justiça e Inclusão Social, Planejamento e Gestão e da Agricultura, respectivamente.

Na nova composição, o cientista político Fernando Schüller (PSDB) é o secretário de Justiça e Inclusão Social. O economista Ariosto Culau, funcionário do Ministério do Planejamento, já comanda a secretaria do Planejamento e Gestão. O advogado Celso Bernardi (PP) acumula as secretarias de Relações Institucionais e da Agricultura.

Irrigação – Ao mesmo tempo que extinguiu o Gabinete de Reforma Agrária e Cooperativismo, Yeda escolheu Rogério Ortiz Porto, ex-presidente do Irga, como secretário extraordinário de Irrigação do novo governo.

 

Agronegócio responde por 73% do superávit brasileiro

 

O agronegócio brasileiro respondeu por 73% do superávit comercial alcançado pelo país no ano passado, que chegou a US$ 46 bilhões. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luiz Carlos Guedes Pinto (foto), confirmou que o agronegócio, sozinho, registrou saldo de US$ 42,726 bilhões, com crescimento de 13,04% sobre o superávit do agronegócio em 2005.

Os setores que mais colaboraram para isso foram os do complexo soja, com saldo de US$ 9,37 bilhões, embora com queda de 1,7% na comparação com o ano anterior; carnes (US$ 8,05 bilhões, + 5,5%); produtos florestais (US$ 5,97 bilhões, + 9,4%); açúcar e álcool (US$ 4,68 bilhões, + 65,9%); café (US$ 2,92 bilhões, +14,9%) e produtos de couro e peleteria (US$ 2,88 bilhões, +13,7%).

As importações agrícolas atingiram US$ 6,69 bilhões em 2006, com aumento de 31% sobre 2005, ao passo que as exportações totais somaram US$ 49,422 bilhões, o que equivale a 36% de tudo que o Brasil vendeu lá fora. Os produtos que mais se destacaram nas importações: trigo (US$ 989 milhões), borracha natural (US 385 milhões), arroz (US$ 174 milhões), algodão (US$ 101 milhões) e milho (US$ 79 milhões).

 

IGREJA

Papa destaca esforço pelo diálogo

Balanço foi marcado também pela promoção da paz e da família

 

Ao apresentar o balanço de seu pontificado, no final de dezembro, o Papa Bento XVI explicou que a promoção da paz, da família e do diálogo inter-religioso foram os temas que mais marcaram seu ministério como chefe da Igreja no ano de 2006. "O ano fica em nossa memória com a profunda marca dos horrores da guerra que ocorreu nos arredores da Terra Santa, assim como o perigo de um confronto entre culturas e religiões".

O Papa salientou que nos dias atuais "a paz se converteu em um desafio de primeira importância para todos os que se preocupam com o ser humano". Em seu pronunciamento na Sala Clementina, Bento XVI repassou as quatro viagens apostólicas internacionais realizadas em 2006 (Polônia, Valência (Espanha), Baviera (Alemanha) e Turquia).

Destacou a visita a Valência, quando participou do Encontro Mundial das Famílias, e recordou especialmente sua viagem à Turquia, marco histórico para intensificar o diálogo entre as religiões. Entre os turcos, Bento XVI pôde manifestar publicamente seu respeito pela religião islâmica. Declarações do Papa, feitas durante sua visita à Alemanha, em setembro, tinham sido mal interpretadas pelos muçulmanos radicais, fomentando ameaças e discórdia.

Na Turquia, o Pontífice também teve a oportunidade de intensificar o diálogo com os cristãos ortodoxos. Finalizou o discurso de seu balanço de 2006 retomando a questão do desafio da paz. Destacou que a paz não pode ser alcançada somente desde o exterior. "Temos que aprender que a paz só pode existir se o ódio e o egoísmo forem superados desde dentro", concluiu.

 

Missionários perdem a vida em nome da fé

 

Em 2006, conforme dados publicados pelo órgão informativo "Fides", do dicastério missionário, foram assassinados, enquanto desempenhavam seu trabalho no campo missionário, 24 sacerdotes, religiosos e leigos, um a menos em relação ao ano anterior.

O maior número de vítimas foi registrado na África, onde morreram de forma violenta nove sacerdotes, uma religiosa e uma voluntária leiga. A nação com mais mortos foi o Quênia, onde perderam a vida três padres. Depois da África, aparece a América, com oito mortes violentas (seis sacerdotes, uma religiosa e um leigo). No Brasil, perderam a vida dois missionários, padre José Carlos Cearense, brasileiro, encontrado morto em Delta (MG); e o padre italiano Bruno Baldacci, pároco em Vitória da Conquista (BA).

Brasileiro – Na Ásia, perderam a vida quatro missionários – dois sacerdotes, uma religiosa e um leigo. A Oceania foi cenário da morte violenta de um religioso. Não houve vítimas na Europa. O sacerdote italiano Andrea Santoro, assassinado na Turquia, foi morto em Trebisonda, que pertence à parte asiática do país. Padre Waldyr dos Santos, jesuíta brasileiro de 69 anos, foi assassinado em novembro na província de Tete, em Moçambique.

A lista publicada, conforme o próprio informativo Fides, ainda é provisória, pois muitos outros morreram em nome da fé, sem que se tenha notícia deles.

 

Nomeado novo bispo de União da Vitória

 

Acolhendo o pedido de renúncia apresentado por dom Walter Michael Ebejer, em conformidade com o cânon 401.1 do Código de Direito Canônico, o Papa Bento XVI nomeou na quarta 3, frei João Bosco Barbosa de Souza como bispo da diocese de União da Vitória (PR).

Religioso da Ordem dos Frades Menores, frei João Bosco, 54 anos, é paulista de Guaratinguetá. Ordenado sacerdote em 1978, destacou-se pela atuação nos meios de comunicação e como pároco. Atualmente, trabalha na paróquia São Francisco de Assis, na Vila Clementino, arquidiocese de São Paulo.

A diocese de União da Vitória foi criada no dia 3 de dezembro de 1976 e, na ocasião, dom Walter foi nomeado seu primeiro bispo. A diocese é formada por 23 paróquias e abrange 13 municípios paranaenses.

 

CABINES SEPARADAS

Padre Zezinho

SCJ. escritor, compositor e intérprete de músicas religiosas

 

Fé que não aceita diálogo sereno e amigo é mentirosa

 

Quando vi aquelas 38 cabines telefônicas ocupadas por gente que falava com alguém lá longe, mas nenhum falava com o outro, pus-me a pensar nas religiões do mundo; sobretudo nas religiões não ecumênicas. Agem todas do mesmo jeito. Da sua cabine pessoal e das suas pequenas igrejas, falam diretamente com Deus. E quando os irmãos os chamam para uma conversa numa semana de diálogo interreligioso ou de orações pela unidade, negam-se a participar.Recentemente uma diocese católica, do Estado de São Paulo, cujo nome não declinarei para não identificar os personagens, passou por essa experiência.

Depois de consultar 23 reverendos de diversas Igrejas, conseguiu a adesão de apenas 2. Os outros não quiseram rezar juntos, porque a iniciativa era da Igreja Católica. Disseram que não iriam porque a iniciativa era um truque da Igreja Católica para arrebanhar adeptos ou reconquistar terreno. Não viam sinceridade na proposta do bispo. Não compareceram.

A Igreja Católica tem sua culpa. Alguns grupos evangélicos também. Sobretudo os padres e pastores. Enquanto nós, padres e pastores, não formos realmente amigos uns dos outros, não sentarmos para dialogar sobre nossa fé em Jesus e nos caminhos que podemos trilhar juntos, os fiéis se desentenderão seguindo o nosso mau exemplo.O problema das Igrejas não são os fiéis e, sim, muitos pastores e padres que não conseguem nem sequer tomar um café juntos e, numa semana de oração, não conseguem sentar-se à mesma mesa e diante do mesmo altar, porque quem convocou é de uma outra Igreja.

O episódio é triste, doloroso até. Mostra o quanto precisamos caminhar em termos de religião. O que eu sei é que há padres e pastores que não dialogam sobre sua fé e sobre Deus e não sabem quase nada sobre os dois assuntos. Fé que não aceita diálogo sereno e amigo é mentirosa. Quem não aceita dialogar, gosta muito da sua Igreja e muito pouco do seu Deus. Pode citar a Bíblia quantas vezes quiser, mas estará citando errado, se ele se nega a orar junto com o irmão de outra Igreja. A isso chegamos. Nossas Igrejas parecem cabines telefônicas onde todo mundo fala com Deus e ninguém conversa com o outro... Raramente oramos juntos! Nem mesmo o nosso Pai-Nosso é igual. Que pena!

 

Aparecida constrói palco especial

Presença de Bento XVI no santuário deve atrair um milhão de romeiros

 

O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), começou a construir o palco onde o Papa Bento XVI vai rezar a missa de abertura da V Conferência Geral dos Bispos da América Latina e do Caribe, no dia 13 de maio próximo. A obra deve ficar pronta até o final de abril.

Durante a visita de Bento XVI a Aparecida, o maior centro de peregrinação do Brasil, que recebe oito milhões de romeiros por ano, em apenas três dias deverá acolher cerca de um milhão de pessoas. Segundo informações da CNBB, o espaço, de 13 metros de largura por 28 de altura, chamado de Tribunal Sul, vai seguir a arquitetura da basílica e terá um camarim no subsolo. O acesso ao local deverá ser feito por um túnel.

O palco terá dois níveis, ligados por escadarias e um elevador. Deverão ser gastos cerca de R$ 900 mil na construção e todo o dinheiro, investido também em outras obras, é obtido através de doações. A maior fonte de arrecadação é a Campanha dos Devotos. Atualmente, há cerca de 500 mil pessoas cadastradas como colaboradoras voluntárias. Cada um contribui com a quantia que quiser, por meio de depósitos bancários. O Papa faz a abertura da conferência, que deverá reunir 300 bispos, no dia 13 de maio e em seguida retorna a Roma.

 

Santo Antônio do Palma promove casamento coletivo

 

A partir do plano diocesano da pastoral familiar, a equipe da Pastoral da Família, juntamente com o pároco Zbigniew Perdjon, da paróquia Santo Antônio, de Santo Antônio do Palma (RS), preparou e realizou, em dezembro de 2006, o casamento coletivo de 16 casais, que formalizaram a união no civil e no religioso. Foi um momento inédito e marcante para a comunidade, para os familiares e para os amigos que prestigiaram o evento lotando a igreja matriz.

Assumiram a união matrimonial João e Lourdes Falkoski, Clademir e Mangélis Malacarne Merlo, Jurandir e Ana do Prado Malacarne, Marcelino da Silva e Dalva das Chagas Feijó, Joel e Rosa Tickz Kasimirski, Igor e Eliene Scarparo Corbari, Idanir e Marinete Cenci Grando, Aldonir e Terezinha Galup Nunes, Volmir e Sônia Galup de Abreu, Sidinei e Juliana de Morais Ramos, Vilmar e Josmari Dias Falkoski, Volmir e Lourdes Falkoski Rodrigues, Valcir e Rita Corrêa Pressi, Altair e Rosane Calza Rinaldi, Gilberto e Quelli Farias Modrack e Vanderlei e Lianara Trentini Santor.

 

Paulinas realizam Capítulo Provincial

 

As irmãs da Pia Sociedade Filhas de São Paulo (Paulinas) estão realizando seu 9º capítulo provincial. As 40 capitulares estão reunidas na Casa de Oração, Raposo Tavares, km 19,5, São Paulo, desde o dia 4 de janeiro e o encerramento está previsto para o dia 19.

Uma missa presidida pelo bispo de Osasco, dom Ercílio Turco, abriu oficialmente o capítulo. Dom Ercílio agradeceu "o carisma paulino na Igreja" e afirmou que Deus espera esta "missão de comunicar vida, tão importante para a Igreja".

Durante a celebração de abertura cada uma das capitulares presentes recebeu da provincial, irmã Eide de Bortoli, uma vela como símbolo de fé e compromisso com a província e o povo. A província das Irmãs Paulinas no Brasil é constituída de 26 comunidades, 227 religiosas e 44 jovens formandas.

 

O JOGO DAS PENEIRAS

Aldo Colombo

Em relação aos defeitos dos irmãos, a maldade sugere lentes de aumento, mas a sabedoria aconselha peneiras de bondade

 

No fim de um longo dia de trabalhos e orações, um discípulo dirigiu-se ao mestre, esclarecendo que tinha algo importante a revelar sobre um dos companheiros. Pensara bastante e julgava ser obrigação sua revelar a falta cometida. O mestre, com a tranqüilidade dos anos, adiantou: antes de revelar-me algo negativo sobre o irmão, precisamos ver se o segredo passa pelas três peneiras.

A primeira peneira, continuou o mestre, é a da verdade. Tens certeza de que o que te contaram é realmente verdade, tens certeza de que não há exagero emocional ou mesmo um disfarçado sentimento de vingança? Se passar por essa etapa, surgirá a peneira da bondade. Tens certeza que – mesmo admitindo que o fato seja verdadeiro – é conveniente divulgá-lo? Nunca faças aos outros o que não gostarias que fizessem a ti. A terceira peneira é a da utilidade. Achas mesmo que é necessário passar adiante esta história sobre teu irmão e os resultados serão bons?

Depois de um breve silêncio, o discípulo admitiu que não tinha toda certeza sobre o fato, que a bondade aconselhava a manter silêncio e, por fim, não havia necessidade. Calar era muito mais evangélico que falar. O mestre olhou-o com ternura e esclareceu: o fato acaba de vazar os furos das três peneiras e se perdeu na areia do esquecimento.

O apóstolo Tiago afirma: aquele que não peca pela língua é perfeito e o próprio Jesus aconselha: não julgueis. Não julgar é um ato de inteligência, uma vez que pouco conhecemos dos irmãos. Mais ainda: muitas vezes acusamos, nos outros, defeitos que estão em nós. Mesmo quando temos certeza, facilmente, carregamos nas cores. A sabedoria popular nos mostra a maneira com que julgamos: meus amigos não têm defeitos. Atitude contrária adotamos em relação aos desafetos: se os inimigos não têm defeitos, nós os inventamos.

A natureza nos ensina como proceder. As flores, muitas vezes, brotam do pantanal ou mesmo do esterco e do adubo. Ignorando tudo isso, elas apresentam apenas flores coloridas e perfumadas. A abelha passa pelas flores e produz mel, mas a vespa não se aproveita da bondade das flores e apenas fabrica veneno.

Nos primeiros séculos da Igreja surgiu a heresia dos maniqueus. Eles ensinavam que o mundo estava nitidamente dividido em duas forças opostas: o bem e o mal, em eterna luta. Na realidade, o bem e o mal se misturam. O Evangelho fala do trigo e do joio, muito semelhantes em seu aspecto propiciando erros de julgamento. No fundo de cada pecador chora um santo e no fundo de cada santo geme um pecador. Podemos ainda avançar: todos somos pecadores, necessitados de misericórdia. Pedir perdão e perdoar situam-se no caminho da sabedoria e da salvação.

Em relação aos defeitos dos irmãos, a maldade sugere lentes de aumento, a sabedoria aconselha peneiras de bondade e o Evangelho é radical: não julgueis e não sereis julgados.

 

Nova Roma celebra 70 anos da matriz

Paróquia recorda data na festa dos padroeiros São Pedro e São Paulo

 

A paróquia São Pedro e São Paulo, de Nova Roma do Sul (RS), realiza, no dia 21 de janeiro, festa em honra dos padroeiros e comemora os 70 anos da bênção e inauguração da atual igreja matriz. Um tríduo, realizado nos três primeiros domingos de janeiro e grande festa no dia 21 marcam os dois eventos. O destaque religioso é a celebração festiva no domingo 21, às 10h30, presidida pelo pároco, padre Mário Pasqual, e animada pelo Coral Municipal.

A paróquia de Nova Roma do Sul é formada por 15 comunidades, todas na área rural, e pela matriz. No dia 6 de janeiro de 1899, padre Alexandre Pelegrini celebrou uma missa na Linha Carlos Leopoldo e essa data é considerada como fundação de Nova Roma do Sul. No ano seguinte foi construída a primeira igreja, de madeira.

Pedra – Em 1914, dom João Becker, arcebispo de Porto Alegre, realizou a primeira visita pastoral a Nova Roma, que então tinha como pároco padre José Ben e, durante missa campal, lançou a pedra fundamental da atual matriz. Em 1919, segundo padre Mário, chegaram a Nova Roma as imagens de São Pedro e São Paulo, doadas por José Rasmienski e esposa, moradores da comunidade. Uma celebração, realizada para acolher as imagens, marca o início das festas aos padroeiros, realizadas até os dias de hoje.

No dia 24 de janeiro de 1937, dom José Baréa, que há um ano tinha assumido como primeiro bispo da diocese de Caxias do Sul, deu a solene bênção à atual matriz e ao altar-mor. A celebração revestiu-se de significado especial, pois dom José Baréa nasceu em Nova Treviso, comunidade que pertence a Nova Roma do Sul.

Além das celebrações religiosas, a comissão organizadora, que tem como festeiros os casais Olivo e Angelita Matana Fraron, Irino e Libera Bagoso De Conto, Jafé e Cristina Donida De Bastiani e Vilma e Jaqueline Magnaguagno Pauletti, programou jantar festivo no dia 19, com bife na chapa e bingo; e almoço colonial e reunião dançante, no dia 21.

 

Mais de 20 padres atenderam a região

 

Dezenas de padres atenderam a região de Nova Roma do Sul a partir de 1896. O primeiro foi padre Josué Baldin. Depois vieram os padres Alexandre Pelegrini, Mariano Rossi, Francisco Marotolli, Ângelo Donato, Antonio Rizzoto, Salvador Zorno; freis Theophilo, Patrício e Bruno; padres Antônio Pertile, Henrique Compagnoni, José Ben, Tranqüilo Mugnol, Estevão Vanin, Nivaldo Piazza, Nelson De Nardi, Adelino Schneider, Ambrósio Vivan, Gilberto Lazzarotto, Joone Fachinelli e, desde 2001, Mário Pasqual.

A paróquia também teve quatro vigários paroquiais: Ernesto Brandalise, Henrique Gelain, Henrique Salvagni e Tranqüilo Mugnol. A comunidade é celeiro de vocações sacerdotais e religiosas. Somente padres diocesanos, são 20, entre os quais Oscar Bertholdo; Camilo, Moacir e Nivaldo Pauletti; Isidoro Bigolin; Uldérico e Antônio Dall’Ó e João Panozzolo.

 

Morre o fundador do Movimento Emaús

 

Monsenhor Benedito Mário Calazans, fundador do Movimento Emaús (Instituto das Comunidades Missionárias de Emaús), orientador da Lareira e senador do Brasil, morreu no dia 3 de janeiro, aos 95 anos. Ele estava internado no Hospital Círio Libanês, em São Paulo. Monsenhor Calazans foi sepultado em Paraibuna.

O movimento teve origem na arquidiocese de São Paulo e resultou do encontro de padres e leigos, adultos e jovens, na busca de novos caminhos e meios de evangelização. Surgiu em 1968, sendo idealizado como curso para jovens. Mais tarde, o movimento passou a ter vida jurídica civil e vida canônica, sendo reconhecido pela Igreja. Hoje está presente em todas as dioceses do país.

 

Três Arroios prepara ordenação diaconal

 

Para a comunidade de Três Arroios, diocese de Erechim (RS), o dia 4 de fevereiro de 2007 será especial. Nesse dia, na igreja matriz, será ordenado diácono, por dom Girônimo Zanandréa, o jovem Valdemir José Debastiani. Filho de Claudino e Dileta Debastiani, nasceu na comunidade de Linha Anchieta, Três Arroios.

 

DEUS É DOÇURA

Wilson João

Tudo o que tem gosto de eternidade, tem o gosto e a doçura de Deus

 

Deus é mel, abelha, açúcar e todo o tipo de doçura. Deus é a negação da amargura. Na amargura está a ausência da doçura de Deus. Pessoa amarga não é sinal de Deus. É sinal de morte. Conviver com pessoas amargas é escolher viver o inferno da vida. Por isso, Deus não é amargura, mas doçura.

A ABELHA TEM GOSTO DE DEUS. Tem jeito de Deus. Faz o trabalho de Deus. Vai em busca de coisas boas e doces. Escolhe o néctar. É o alimento mais selecionado. Do mesmo jeito da abelha, Deus busca em nós somente o bem. Vê somente o bem. Colhe o mel de nossa vida. Fecha os olhos para as maldades. Somente vê aquilo que é feito com amor, porque seus olhos são de amor. O positivo vê o positivo. O bem vê o bem. A pessoa boa vê somente o bem no mundo e em cada ser humano. Tudo do jeito de Deus. Que bom sermos abelhas! Que bom escolher e colher a doçura da vida!

SER O MEL DE DEUS. Tudo o que tem gosto de eternidade, tem gosto de Deus. Deus é sempre. Assim os alimentos que são mais saudáveis duram mais. O mel dificilmente se estraga. Sua duração atravessa o tempo. A carne não dura mais que um dia num ambiente natural. Não é muito saudável. Sermos o mel de Deus é escolhermos o que tem duração. É escolher o amor que "jamais acabará". É escolher a fraternidade e a justiça. É escolher a paz e a vida. É escolher aquilo que Jesus diz: "Escolham tesouros que a traça e a ferrugem não destroem e que o ladrão não pode roubar." É o mel da vida. É escolher o que tem gosto de eternidade.

DAR GOSTO À VIDA. É a função do açúcar, do sal e de tantos outros temperos. Temperar a vida. Colocar na vida a medida certa de sal ou de açúcar. Quem não sabe colocar o tempero certo vai espalhando o desgosto da vida e vai reclamando: "Esta vida não tem graça..." "está difícil..." "não é fácil..." "a vida é uma chatice." Quando não se sabe colocar ou se dispensa do alimento de nossa vida a presença de Deus, quando se dispensa Deus, tudo fica sem sabor. O agir de cada dia fica sem graça. E o problema não são os outros, nem o mundo, muito menos Deus. O problema somos nós que não sabemos colocar o tempero certo do amor, da fé, da esperança e do otimismo.

SER DOCE É SER DE DEUS. Demorei entender meu irmão São Francisco de Assis que um dia rezou: "Senhor, tu és minha doçura." Rezar assim é expressão de uma pessoa muito doce. O mesmo Francisco dizia, que, ao pronunciar a palavra "pai", referindo-se a Deus, sentia nos lábios o gosto do mel. É a lição dos que sabem colocar o tempero da doçura nos olhos, nas mãos e nas palavras. Ser doçura é uma escolha. E continuo rezando: Senhor, tu és minha doçura, e liberta-me das pessoas que espalham amargura.

 

CULTURA DA IMIGRAÇÃO

O italiano que está em você

Ampère Maximino Giordani

Professor, assessor parlamentar, Porto Alegre-RS

 

Assim Ampère relata sua amperagem italiana:

"Sou bisneto de Pietro e neto de Massimino Giusep-pe Giordani, ambos de Pedersano (Trento). Em 1876, Vittorio Emmanuele Giordani, irmão do avô, veio constatar a veracidade da propaganda do Brasil, que buscava italianos para dilatar as fronteiras e substituir a mão-de-obra escrava no Sul, após a abolição da escravatura. Emmanuele escreveu aos familiares, relatando a exuberância e fertilidade da terra e as possibilidades de farta alimentação e progresso.

Com tais notícias, Pietro Giordani e Luigia Tomasi, com os filhos, emigraram no final de 1876, para Linha Figueira de Mello (Marcorama), distrito de Garibaldi. Tempos depois, foram para Santa Tereza, onde, sob a orientação de Emmanuele, construíram o primeiro moinho, que passou por várias reformas e ainda existe.

Aí permaneceu, com sua família, o irmão de Massimino, Carlo. Francisco, outro dos irmãos, radicou-se em Guaporé, como torneiro mecânico e montador industrial. Massimino e Cattarina Bortolini e seus 10 filhos fixaram-se em Encantado, operando com serralheria, funilaria, mecânica de motores estacionários, locomóveis e fundição de metais. As irmãs seguiram seus maridos a diferentes localidades.

Carlos Ângelo Giordani, meu pai, filho de Massimino, seguiu o ofício do progenitor e aprimorou seus conhecimentos em tornearia mecânica na Fundição Wirtz, de Estrela, fabricante de turbinas hidráulicas, que, no ramo, é a única na região.

A empresa Giordani & Cia Ltda atua há 77 anos no ramo de ferragens e correlatos. Fundada por Massimino e pelo filho Carlos, é dirigida pelos meus irmãos, Airton, Alonso e Amarílida, quarta geração desde os pioneiros.

Sou o mais velho de seis irmãos, três homens e três mulheres – Ampère, Airton, Alonso, Amarílida, Arllene e Áurea – todos com a inicial A. Após os estudos preliminares em Encantado, fui interno no Colégio do Carmo, em Caxias do Sul. Após dois anos de estudos ginasiais, estudei em Gravataí até o segundo grau, novamente em Caxias do Sul, depois em São Leopoldo, e em Porto Alegre, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, dedicando-me à Filosofia, Direito, Contabilidade e Administração.

Paralelamente à atividade privada, completei 25 anos de função pública, nas esferas municipal, estadual e federal. Sou assessor do deputado Prof. Ruy Pauletti, no setor de desenvolvimento de projetos e área cultural de Preservação do Patrimônio Histórico.

Desde a infância, trago comigo forte sentimento de italianidade, de evocação da língua italiana, que falo razoavelmente, dos cantos, da religiosidade, da literatura, dos costumes, da gastronomia e das festas típicas. Canções românticas italianas já me levaram às lágrimas, revivendo as formas de vida dos quatro avós.

De 2 a 4 de fevereiro de 2007, os diversos ramos da família Giordani reunir-se-ão em Bento Gonçalves, para o II Encontro Internacional, comemorando os 130 anos da vinda dos Giordani, perfazendo o cenário múltiplo das etnias festejadas no Estado, graças ao projeto do deputado Ruy Pauletti.

Em nenhum momento me considerei outra coisa que não italiano de corpo e alma, lutando pela grandeza do Brasil". E-mail ampereg@bol.com.br

Com os quatro avós italianos, Ampère só podia ser italiano de quatro costados. (Rovílio Costa)

 

Palma Sola prepara mais uma FestItália

 

O grupo folclórico La Terra Del Pin, de Palma Sola (SC), promove, dias 2 e 3 de março de 2007, a 5ª edição do Festival da Música Italiana (FestItália), nas categorias adulto e infantil, modalidades clássica/contemporânea e folclórica/popular. As inscrições já estão abertas e poderão ser feitas pelos telefones (49) 3652.0150/3652.0488 ou pelo e-mail contabilmingori@gmail.com. O evento é uma das maiores festas da etnia italiana da região.

 

Convívio com o CR marca vida de leitora residente em Joaçaba

Jornal ajudou a educar a família, a cuidar da saúde e das plantações

 

Natural de Garibaldi (RS), mas desde 1949 residindo em Joaçaba (SC), Catharina Gobbi sempre teve o Correio Riograndense como parte integrante de sua vida. Com quase a mesma idade do CR – completa 91 anos no dia 20 de junho de 2007 -, Catharina conta que se criou ouvindo a mãe ler as histórias do Nanetto Pipetta. Mais tarde, tornou-se assinante e continua leitora assídua do jornal até hoje.

O convívio com o CR, segundo a filha Aida Salette Gobbi, marcou a trajetória de Catharina e a ajudou a educar os filhos nos valores cristãos, divulgados semanalmente pelo jornal. O CR sempre a acompanhou nas lidas da terra, com dicas sobre plantação, no cuidado da saúde e da alimentação saudável, com suas orientações seguras.

Até hoje, sempre com grande interesse, dona Catharina busca atualizar-se com as informações do jornal, que gosta de ler em voz alta, partilhando os conteúdos com seus familiares e também com as pessoas amigas. Sempre guarda edições do CR. Ativa, participa dos encontros da 3ª idade, cuida do jardim, faz crochê e não recusa convite para uma partida de canastra.

 

CORREIO SABE-TUDO

DESAFIO

Leitores do jornal ganham livros

 

O Correio Sabe-Tudo perguntou:

Por quantos países passa o rio Amazonas e quais são eles?

 

Os países diretamente banhados pelas águas do Amazonas são o Peru, a Colômbia e o Brasil. Das dezenas de leitores que enviaram cartas à redação do Correio Riograndense, sete responderam corretamente a pergunta (abaixo). Eles foram premiados com dois livros cada um.

Muito leitores interpretaram a pergunta de modo diferente e responderam quantos países são compreendidos pela bacia do rio Amazonas. Neste caso, a resposta é sete: Peru, Colômbia, Brasil, Bolívia, Equador, Venezuela e Guiana. Por terem demonstrado interesse em participar do desafio, o Correio Sabe-Tudo decidiu premiar também estes leitores. Cada um ganhou um livro.

Os autores das 15 melhores frases sobre o meio ambiente também receberam livros (abaixo). Nos próximos dias, as obras serão enviadas aos participantes do desafio pelo correio.

 

Premiados pela resposta correta

 

Indiamara Deggerone Faxinalzinho-RS

Glaci Brandelli Gava, 60 anos Bento Gonçalves-RS

Matheus Dal Piaz, 10 anos Caxias do Sul-RS

Geniana Finatto, 11 anos São Domingos do Sul-RS

Marisa Maria Ribeiro Divinópolis-MG

Irdes Maria Carniel, 50 anos Lajeado-RS

Giovanni Sordi Bertosso, 10 anos Pinhalzinho-SC

 

Premiados pela frase

 

Felipe Tartari Machado, 15 anos Pinhal da Serra-RS

Santo Cecchin, 58 anos Cacique Doble-RS

Marisa Maria Ribeiro Divinópolis-MG

Carlito John, 56 anos São Martinho-RS

Geniana Finatto, 11 anos São Domingos do Sul-RS

Ulderico Dall’O, 92 anos Farroupilha-RS

Milton Schneider, 48 anos Chapada-RS

Véra Maria Roth dos Santos Caxias do Sul-RS

João Francisco Costa, 74 anos Catuípe-RS

Jhuline Feltrin, 15 anos Herval D’Oeste-SC

Irma Marin Simonetto Ampére-PR

Francisco Della Bona, 17 anos Nova Alvorada-RS

Érica Enderle Vitalli, 13 anos Serafina Corrêa-RS

Larissa Thielle Arcaro, 14 anos São Miguel D’Oeste-SC

Gabriel Duarte Nirey, 13 anos Pinhal da Serra-RS

 

Melhores frases

 

A natureza é limpa e bela. Se você é inteligente, não corte a raiz dela.

Felipe Tartari Machado, 15 anos, Pinhal da Serra-RS

Especialistas de toda parte dizem que a Amazônia é o pulmão do mundo. Portanto, você que a destrói sem piedade, tampe o nariz e a boca por alguns instantes, assim, sem poder respirar, sentirá o que está fazendo para ti e para a humanidade. Santo Cecchin, 58 anos, Cacique Doble-RS

Preservar o meio ambiente é amar a Deus e ao próximo. Ame-o como a si mesmo.Marisa Maria Ribeiro, Divinópolis-MG

O meio ambiente é o pulmão da humanidade, preserve-o. Ulderico Dall’O, 92 anos, Farroupilha-RS

A conservação do ambiente depende de cada um. A soma de atitudes individuais, diárias, é que faz a diferença. Milton Schneider, 48 anos, Chapada-RS

Minha felicidade futura terá o tamanho do meu compromisso hoje para com a natureza. Véra Maria Roth dos Santos, Caxias do Sul-RS

 

EL RITORNO DE NANETTO PIPETTA (393)

In sònio, Nanetto cata la pignata de Mariano

Luiz Bavaresco

Nova Prata (RS)

 

Tute le note ghe vegnea in mente el oro sconto in te la pignata che Mariano ghea sconto soto terra, chi sa ndove! Dopo che Matia ghe ga contà la stòria, no’l ga più bio na note bona de sono.

Come tute le altre note, Nanetto se ga indormensà col oro in mente. E, lora, sta note se ga insonià che lu e Matia, e anca Nani Giacomet, i iera drio ndar su par el campo, con tre mule marciadere. La quarta mula, co due sestoni, ndove ghe gera un roncon, na sapa, un picon, el feral, uvi incartossai coi scartossi de mìlio, formaio e farina par la polenta. Ghe gera anca el brondin e la méscola. Fava bele giornade. Intanto che le mule le ndava via che le parea slite, tel viaio i passava par bei posti, pieni de pini giganteschi, con le boce piene de pignui che i gera drio cascar do de mauri, e sora i rami na mùcia de macachi che i fea un buio fenomenal. I zera in meso el mato, pien de rieti, col aqua traslùcida e bona de bevar. Tuti i tre gavea la so s-ciopa taquarì par via che ocorea copar qualche osel par magnar in tòcio co la polenta. Dopo un di de caminada, vien note. E lora i ga fato su un pìcolo ricòvero, soto na baletera, e i ga impià el fogo. Intanto che Nanetto scaldava el aqua tel brondin, Nani Giacomet desinsiliava le mule, e Matia el zera lì sentà te na soca drio taiar fumo par far un sìgaro, tegnendo la paia tra i so du lavaroni. Dopo senar, uno tendea el fogo par via che la tigre no la vegnesse magnarli, intanto che due i dormia. Così i ga passà la note.

Vegnesto matina, piena de sol, e in medo el buio dei macachi, che i iera sora luri, nte la baletera, Nanetto ga pensà de darghe na s-ciopetada, e Matia ghe dise:

– Não faiz isto! Eles vão jogá bosta em nóis, e se caí nos oio, nóis fica cego.

Nanetto se ga spaurà, el ga messo via la s-ciopa, e là i scomìssia nantra giornada su par el campo inserca dela pignata de oro. Sto giorno, i ga ciapà na strussiada in medo i monti querti de mato darente le tigre, le bisse e anca el sanguanel. Rivada la note, i ga catà na gigantesca cangerana co le radise verte che le formea na spèssie da casa. Là i se ga acampà nantra volta. Fata la sena, col fogheto impià par spaurar le bèstie selvàdeghe, i se ga indormensà nantra volta. Pena indormensai, i se desmìssia, scoltando na vose che la dise:

– O que voceis tão fazendo aí?

Matia deventa bianco de paura, e Nanetto el taca pregar a Santa Bàrbara e San Simon, intanto che Nani Giacomet el ronchedava par via del vin, che’l ga bevesto quela note insieme con la polenta e la fortaia, fata lì in medo el mato, ntela cassarola, sora el fogo de grupi de pin. Matia el dise:

– É o Ariosto! É o Ariosto!... É o escravo que o Mariano interô junto com a panela de ouro pra modo de cuidá dela.

In quel momento, un s-cioco seco de un fùlmine che’l ga s-ciarà tuto el mato, e i vede davanti dei so oci un gigante negro con pi de due metri, coi brassi verti, con due oci bianchi che i parea due ferai e el ghe dise nantra volta:

– O que voceis tão fazendo aqui?

Nanetto daromai el gera tuto moio par via che’l ga pissà in braghe e Matia el ga dito, vardando el gigante:

– Nóis viemo aqui pra te livrà da maldição da panela de ouro. Ariosto, meu bom home, vô acendê uma vela pra ti pro Deus do céu te levà até nas altura, pra modo de tu descansá.

In te quela, el gigante, dopo nantro s-ciantiso e el s-cioco dea saeta se ga sbampio, el ze ndato via, e in tel mato se ga sentio na música che i è res-tadi stasiadi. Parea che la vegnea del paradiso e che la fusse cantada per i àngeli. Matia ga dito a Nanetto e Nani Giacomet che l’era drio domandar cosa zera drio suceder:

– Nóis dormimo em cima da panela de ouro... Vamo pegà as ferramenta e vamo cavocá.

Là i se ga messo a laorar e, in poco tempo, i ga verto intrà due radise dela cangerana fin che Nanetto, che’l gavea el picon, el dise:

– Dio mio, go petà te la pignata. Se buta do e con le man el descoerde la pignata piena de monede de oro, che le s-ciarava più del sol. Se ga messo impienir le scarsele, el capel, i sestoni e po ghe gera oro par tuto. El bosco l’è deventà oro, e Matia e Nani Giacomet, due stàtoe de oro. L’era tuto medo strànio, e Nanetto se ga desmissià tuto moio, parché el ga pissà in braghe e anca tel paion de scartossi, intanto che’l cagneto Faisca lo vardava invergognà con la coa in meso e gambe e la testa bassa.

 

Abertas inscrições para cursos na Itália

 

Através do projeto de cooperação entre o Centro de Formazione, Consórcio Universitário; Efasce (Ente Friulano Assistenza Sociale e Culturale Emigranti), com sede na cidade italiana de Pordenone; as associações de descendentes de friulanos no Brasil; e Universidade de Caxias do Sul – Campus de Bento Gonçalves, estão oferecendo três cursos financiados pelo governo italiano. Iniciativa conta com apoio também de entidades públicas e privadas.

Os cursos são Designer de móveis e de decoração, com início em julho de 2007 e Técnico da automação industrial, setor moveleiro, com início em setembro de 2007, ambos com 600 horas aula – 300 na UCS de Bento e 300 com estágio na Itália -, gratuitos, e com uma ajuda de estudos de 420 euros. O terceiro curso é de Operadores para internacionalização das pequenas e médias empresas, com duração de 132 horas, ministrado no campus da UCS de Bento Gonçalves.

Inscrições encerram no dia 30 de abril e a ficha deverá ser obtida no site www.riograndedosul.fvg.it. Interessados devem ter completado 18 anos, concluído o ensino médio e ter, preferencialmente, cidadania italiana.

 

VITA STÒRIA E FRÒTOLE

Rovílio Costa e Arlindo Battistel

Pa no desmentegarse

Oliva Maggi Reck

Professora, Porto Alegre – RS

- Vien magnar, Vetor!

-Vetor, polenta e cor!

Lu, intanto che el sapea la tera, sgranea i ricordi,

un dopo l’altro,

el se ga desmissià dei so pensieri co la fémena che

lo ciamava a tut’ànima e el coro dei tosatei.

Lu, che’l gera stato el presonier dei fastidiosi

echi veci

dei fantasmi che i girea in tea so mente labirìntica.

Lu, che’l vestia le robe dea note sensa luna,

slavina de pensieri, bufera, vissinel...

e l’incrosamento dee ale negre dei barbastrii,

intanto che’l sentia el canto lontan de’n osel

noturno.

Lu, l’emigrato, che’l gavea afrontà mostri marini

nel tormentoso viajo verso la val persa de na

tera salvàdega,

se intristea brontolando parole che squasi pi non

se dava d’intender,

incordàndose del so amaro sacrifìcio: la lenta

pèrdita dea identità.

Lu, vestio de scaldanti tramonti d’istà,

el se sentia el presonier d’un toco de tera incantà,

coi zocoi guasti fati in nòbile legno,

el caminea tei longhi camin ricamai de fruti

de bosco.

Lu, che’l gavea piantà un’oasi d’infnita belessa,

de profumi che i fa stornire, dea so pàtria distante,

se tirava su col splender viola dea ua e dee

brugne maùre,

e la confusion dee ave tele dolse sere de otùn.

Lu, con i orisonti slargadi, la vita slancà,

che’l gavea creà na galeta pa scoltar el silénsio,

fermo, el sentia el rumor andante dei passi

che fea eco, come in tea Val del Massarol.

Lu, el presonier d’un lontan e rico passà,

L’ostinà contadin, signore de onorata vita,

adesso contento col vècio foleto vestio de rosso,

la ligaùra pi fonda con i straveci segreti dea so

pàtria persa par sempre.

-Vien magnar, Vetor!

-Vetor, polenta e cor!

Lu la memòria, la vita, la morte.

Nota: Concorso Letterario Internazionale in Lingua Veneta "Mario Donadoni", Veneti nel Mondo. 10ª edizione – 14 ottobre 2006. Bovolone Verona. Esta poesia é uma das premiadas nesse Concurso. Parabéns à Oliva, por levar o Talian ao mundo literário internacional (Fone (51) 33328734; e-mail: Omaggi4@hotmail.com

 

GERAL

Fenavinho coloca ingressos à venda

Foram colocados à venda 40 mil ingressos em 10 pontos na região

 

A Festa Nacional do Vinho (Fenavinho), que ocorre de 26 de janeiro a 20 de fevereiro nas sextas, sábados e domingos, além do feriado de Carnaval, em Bento Gonçalves, colocou 40 mil ingressos antecipados à venda em mais de 10 pontos na cidade e região, para assistir ao Grande Espetáculo Cênico.

Já a gastronomia vai contemplar ao visitante a possibilidade de fazer lanches e refeições com valores que variam de R$ 1,50 a R$ 27,00. Durante os dias do evento o turista poderá conhecer as inúmeras variedades de uvas cultivadas no Brasil, além de aprender sobre suas características e vinhos elaborados.

A exposição será resultado de um concurso dos melhores cachos de uvas. Os agricultores poderão participar mediante inscrição em data a ser definida. Os critérios de avaliação contemplarão o padrão varietal, uniformidade dos cachos, sanidade, resíduos de agrotóxicos e uniformidade das bagas.

A Fenavinho Brasil 2007 será realizada no Parque da Fenavinho, um dos maiores parques de eventos da América Latina com 322.567m². Considerado o segundo maior Parque do Brasil, possui mais de 50.000m² de área construída, oferecendo excelente infra-estrutura, amplo estacionamento e ambientes totalmente climatizados.

 

Fenavindima define desfiles alegóricos

 

A XI Festa Nacional da Vindima de Flores da Cunha, que será realizada de 23 de fevereiro a 18 de março, sextas, sábados e domingos, contará com apresentações de bandas típicas, corais e conjuntos de tradições gaúchas. O evento terá ainda a comida italiana, para valorizar a simplicidade e as tradições da região.

Com os desfiles de carros alegóricos, que ocorrem nos finais de semana da festa, o turista terá, ao vivo, a reprodução dos principais acontecimentos que marcaram profundamente a vida dos primeiros imigrantes e as tradições conservadas por seus descendentes ao longo de mais um século. A simplicidade, a farta distribuição de uvas e a participação dos agricultores dão um colorido especial ao desfile.

Os desfiles devem ocorrer nos dias 23 e 24 de fevereiro (18h e 14h) e nos dias 4, 11, 16 e 18 de março (10h, 14h, 18h e 14h, respectivamente).