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Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. História, publicações e legislação |
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Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. História, publicações e legislação O Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, como repositório demográfico, é a casa de todos. Os registros de grandes fatos políticos, econômicos e sociais circunstanciam outros mais importantes, que, até o Biênio da Imigração e Colonização (1974-75) jaziam quase desconhecidos, silentes. Nestes registros, aparentemente silenciados, pulsavam, sem perigo de síncopes ou colapsos, os corações de nossos ancestrais. Pulsavam em todo o Estado, porque em todo o Estado havia interessados em saber a origem do sangue das próprias veias. Trata-se dos registros de entradas e saídas de povos, etnias e culturas. Trata-se da casa de todos e de cada um. Registros à espera do reconhecimento. À espera de que seus filhos, perdidos no espaço e no tempo, os encontrassem e reconhecessem como pais. Registros que fazem do Estado o painel étnico-cultural do mundo. E a pesquisa demográfica deslanchou, tornando-se coração do Arquivo. No silêncio extasiante dos encontros, na indagação voltada às origens, começou a surgir uma nova impostação da história e um novo ingrediente antropológico da cultura sul-rio-grandense e brasileira. Nem heróis, guerreiros ou não, do campo e da cidade vão morrer na orfandade. Todos temos história, todos temos passado, todos temos origem. Índios da Aldeia dos Anjos e outros, portugueses, em destaque aos açorianos, e, para resumir, brancos e africanos, temos um único e mesmo lar, dormimos o mesmo sono e acordamos para a mesma feliz e eterna ressurreição. O Arquivo Histórico é o fulcro da história e vida do Estado. Mais que a prata e o ouro, enriquecem nossos corações os vetustos, mas não mortos pelo contrário, vivos e vivificantes, documentos que nos garantem identidade e cidadania. O mundo tem traços fisionômicos no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. Rovilio Costa. |
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