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A travessia. O advento da ponte do Rio das Antas na serra gaúcha 1942-1952.
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A travessia. O advento da ponte do Rio das Antas na serra gaúcha 1942-1952. Gilmar Detogni O advento da ponte do Rio das Antas na serra gaúcha não é uma travessia qualquer, mas, para a região, como bem diz o título da obra - A Travessia - é o Estado do Rio Grande do Sul com a fisionomia do município de Bento Gonçalves que se comunica ao Estado do Rio Grande do Sul com a fisionomia do município de Veranópolis. Duas áreas geográficas, econômicas e culturais, que antes viviam de costas uma para a outra, começam um ir e vir espontâneos para todos, e planejados para os mais diversos interesses sociais e econômicos. É o Estado que se comunica e comunica suas potencialidades através desses dois municípios de imigração italiana, aquele integrante das Antigas Colônias Italianas I e este, das Antigas Colônias Italianas II, unindo a primeira década de imigração com imigrantes diretos, e iniciando a segunda, com imigrantes diretos e migrantes internos. Gilmar Antonio Detogni olha a história do antes e depois da inauguração da ponte do Rio das Antas (1942-52) como o momento singular em que Bento Gonçalves se volta também aos Campos de Cima da Serra, e Veranópolis se volta às primeiras colônias italianas em particular, e à Capital do Estado em especial. Ampliam-se as trocas e intercâmbios em todas as áreas, desenvolve-se a agricultura, retiram-se do isolamento segmentos da população, flui o comércio e, sobretudo, se estabelecem laços culturais amplos entre as três colônias italianas imperiais (Caxias do Sul, Garibaldi e Bento Gonçalves) da serra gaúcha, com as origens étnico- geográficas do Estado, que, passando o Rio das Antas, chegando a Alfredo Chaves, atual Veranópolis, contata com o quarto município constitutivo inicial do Estado do Rio Grande do Sul, Santo Antônio da Patrulha, que conta no seu quadrante, hoje, 78 municípios. |
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