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Bom Jesus na rota do tropeirismo no Cone Sul. |
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Bom Jesus na rota do tropeirismo no Cone Sul Lucila Maria Sgarbi Santos. Véra Lucia Maciel Barroso Indica o município de Bom Jesus como espaço referencial do ir e vir da cultura do Cone Sul, através dos tropeiros. A rata é o lugar da passagem de idéias, comportamentos, fazeres e pensares. Quem está na rota divide seu pensar a agir com os passantes. Há rotas que são apenas passagens e há rotas que são passagem a proposta aos passageiros. E Bom Jesus, como cidade de tropeiros, é rota e proposta. Por isto, os passantes em sua rota levam a marca bom-jesuense ao resto do mundo. Há, pois, um tesouro secular de cultura engastado na história de Bom Jesus que, à medida que se a resgata, indica novos caminhos da pensar e fazer, rumo à definição histórica e cultural de sua identidade municipal. Bom Jesus nasceu como município tropeiro. Para cá ocorreram tropas humanas de diferentes etnias para tomar seu lugar ao sol, usufruindo a beleza dos aparados e a extensão da campanha, contemplada com orgulho do alto do lombo de cavalas a minas, tropeando ovelhas, cabras, porcos e bois. Olhar o mundo com os olhos de quem vive e convive com uma natureza privilegiada e singular, é característica do bom-jesuense. Ao calor do país, nos rígidos invernos, se aquecem as diferentes etnias que fazem de Bom Jesus o caleidoscópio da vida, dos costumes das culturas é das etnias do Rio Grande do Sul. Frei Rovílio Costa. |
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