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Brasil Colônia & Império |
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Brasil Colônia & Império Moacyr Flores (Org.) Cada um dos capítulos desta coletânea sobre os períodos colonial e imperial tem como suporte a pesquisa bibliográfica, organizada em grandes temas que envolvem objetos culturais, sujeitos, processos de produção, os padrões do imaginário a as práticas das diferentes mentalidades dos segmentos sociais a étnicos. Durante os séculos XIV a XV os portugueses dominaram a tecnologia da navegação, aprimorando instrumentos náuticos, velejando por “mares nunca antes navegados”. Moacyr Flores compara as conquistas com as construções de grandes mosteiros em território de Portugal. Roselâine Casanova Correa aborda com propriedade a carta do padre Manoel da Nóbrega, de 1550, que como terra o processo de ocupação a de organização sócio-econômica da sociedade colonial. A autora analisa a ação político-religiosa do padre Manoel da Nóbrega a partir da contraposição da imagem do início como sendo com a dos portugueses que vivem numa sociedade de pecado. Alguns historiadores apresentam o padre Antonio Vieira como abolicionista e defensor dos escravos negros a índios. No entanto, em seus sermões há a proposta de “meia-escravidão” para os índios do Maranhão a mensagens de conformismo para os negros. O pregador sacro considera como intervenção divina o fato de o navio negreiro velejar da África ao Brasil, sem ocorrência de naufrágio, pois os negros seriam salvos pela evangelização. Viviane Saballa aborda a transição dos costumes brasileiros a partir da chegada da Família Real, que introduz novos valores e relacionamentos sociais, que influem na indumentária a no comportamento, bem como analisa a percepção dos viajantes diante das mudanças sócio-políticas que ocorrem. Renata Waleslca de S. Vasconcellos elabora uma reflexão sobre as representações a relações inter-individuais da rainha Carlota Joaquina com os políticos da região platina, objetivando manter a tradição monárquica dos Bourbons na América espanhola, e o choque inevitável com a política expansionista da Coroa portuguesa em direção à região platina. Domitília de Castro de Canto a Mello, a Marquesa de Santos, viveu durante sete anos junto à Corte, do Imperador D. Pedro I, como “segunda dama”. Fernanda Guedes dos Santos analisa os principais acontecimentos que envolvem a insinuante a sedutora “marquesa a que atuação na política e na cultura através de seus saraus literários. Sérgio Rocha da Silva interpreta com propriedade o imaginário político republicano que gerou a construção de monumentos, a elaboração de caricaturas e o deboche das charges que interpretam a criticam o Imperador D. Pedro II. Sonilde Kugel Lazzarin trata do tema polêmico da Lei Áurea, que aboliu o trabalho da mão-de-obra escrava, como culminância de um processo de iniciativa governamental, que pode ser considerada como ponto inicial da História do Direito do Trabalho brasileiro. Os conceitos de modernidade, modernização e consumo são discutidos concomitantemente com relação de bens, objetos e mercadorias visando comprovar que a modernização em Porto Alegre, na segunda metade do século XIX, aconteceu via revolução comercial, anterior à instituição do trabalho livre e da industrialização. Essa coletânea reúne trabalhos de alunos do seminário de História Social do Brasil, do Curso de Pós-Graduação de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, com o objetivo de divulgar as pesquisas realizadas. |
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