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Cantando Quintana 68 quintanares musicados para Coro Misto |
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Cantando Quintana 68 quintanares musicados para Coro Misto Gil de Roca Sales Através dos tempos, a música sempre teve destacado papel, principalmente na elevação do espírito humano. Tanto a música como a poesia têm poder transformador, ao mesmo tempo em que estabelecem equilíbrio emocional a seus praticantes a apreciadores. Juntas, dão sentido à vida, pois revelam o sublime e o belo, tão ausentes no caos da sociedade em que vivemos. Travei conhecimento com Gil de Roca Sales em 1979. Naquela época já era uma figura respeitadíssima no meio coralístico, graças ao seu talento, erudição a pleno domínio da arte do canto a da regência. Hoje, muito honrado, tenho o privilégio de apreciar este trabalho em primeira mão: refinadas a singelas canções, enriquecidas com as melhores técnicas de composição, estabelecendo uma perfeita simbiose entre poesia a música. A prosódia, as relações entre as vozes, a harmonia e o contraponto, tão sutilmente colocados a serviço dos poemas, revela a sabedoria do Maestro Gil. E o mais lindo e interessante é observar sua ética, quando nos deixa clara a intenção de priorizar a valorizar os versos, a jamais sobrepujá-los com a música. E é exatamente essa sua humildade que o torna grande, incomparável, e enaltece a classe musical deste Estado. Se o Rio Grande, como berço da tradição coral do Brasil, se orgulha de ter o movimento coralístico mais bem organizado do país, com tantos grupos espalhamos a valorosa contribuição que o Maestro Gil nos tem dado. Segundo suas palavras, graças a Mário Quintana, Porto Alegre pode ser chamada também de Cidade da Poesia. E nós acrescentamos: Graças a Gil de Roca Sales, Porto Alegre pode ser chamada Cidade do Canto. Atos Flores – Maestro. |
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