Colonização Italiana no Rio Grande do Sul

 

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Colonização Italiana no Rio Grande do Sul. Implicações econômicas, políticas e culturais.

Olívio Manfroi

Discípulo es clarecido de Roger Bastide, na Universidade de Paris, Olívio Manfroi radica o fulcro do seu trabalho na seguinte assertiva do mestre francês: “De um modo geral, a religião é sempre o centro de resistência mais importante nas mudanças culturais. Muda-se mais facilmente de língua, de maneiras de viver, de concepções amorosas. A religião forma o último baluarte, a em torno dela cristalizam-se todos os valores que não querem mover. O Sagrado constitui, nas batalhas das civilizações, a última trincheira que recusa entregar-se” (Brash Terra de Contrastes, tradução de Maria Isaura Pereira Queiroz).Com efeito, particularizando, a Religião Católica foi o seguro e derradeiro sustentáculo a que os colonos peninsulares se apegaram para salvar a sua própria identidade cultural. Graças a ela conseguiram vencer todos os traumatismos da emigração, preenchendo o vazio encontrado na nova pátria adotiva e estruturando um tempo e um espaço congeniais, geradores de uma singular civilização ítalo-sul-rio-grandense. Itálico Marcon.

 

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