História de Genealogia da família Raupp

De Laudenbach à Colônia São Pedro.

 

 

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História de Genealogia da família Raupp De Laudenbach à Colônia São Pedro

Ernani Raupp Manganelli

As primeiras referências que tive sobre o passado da família Raupp remontam à minha infância, passada em Porto Alegre. Ocasionalmente, em reuniões familiares, ouvia dos mais velhos, especialmente de meus avós maternos, que a família era proveniente do município de Torres, localizado no litoral norte do Rio Grande do Sul. Aquela afirmação, em minha ingenuidade infantil, soava muito estranha, porque não conseguia relacionar tal lugar, que para mim era apenas uma praia, com a origem de antepassados. Naqueles tempos - década de 1950 - eu, obviamente, não tinha as preocupações com genealogia que hoje cultivo, e tudo caiu no esquecimento, embora uma pontinha de curiosidade mantivesse acesa a chama que mais tarde, reativada, propiciaria o surgimento da árvore genealógica adiante apresentada. Anos mais tarde, quando eu já havia passado dos quarenta anos de idade, o contato com o livro de Carlos Henrique Hunsche O ano 1826 da Imigração e Colonização Alemã no Rio Grande do Sul fez renascer minha curiosidade sobre as origens da família. Por essa obra, soube que havia duas famílias de nome Raupp que emigraram para o Brasil em 1826 e foram assentadas na colônia alemã de São Pedro de Alcântara, então distrito do município de Torres e atualmente município de Dom Pedro de Alcântara. Nela constavam os nomes de dois casais de sobrenome Raupp e de seus respectivos filhos. Sou descendente, por linha materna, dessa família. Contudo, ao analisar as informações expostas no livro, não havia como saber de qual dos dois imigrantes eu descendia. Por outro lado, conhecia os nomes dos antepassados próximos, faltando a ligação entre os dois extremos. A vontade de estabelecer essa ligação fez-me iniciar a pesquisa que resultou neste trabalho. Iniciei minhas buscas, em torno de 1989, pesquisando no arquivo da Arquidiocese de Porto Alegre. Procurando no fichário do arquivo histórico pelo patronímico Raupp, percebi que havia, de fato, referências à existência de descendentes de cidadãos alemães de sobrenome Raupp em Porto Alegre, na primeira metade do século dezenove. Em pouco tempo encontrei, entre outros, o registro de batismo de André Raupp, realizado na Igreja de N. Sª do Rosário, em 21 de dezembro de 1848, no qual fiquei particularmente interessado. No documento consta: “André, nascido a 28 de julho de 1848, filho legítimo de João Raupp e Mariana Raupp. Avós paternos João Jorge Raupp e Apolônia Raupp; avós maternos João Wintheuser e Maria Catharina, todos naturais da Alemanha. Foram padrinhos André Raupp e sua mulher Eva Menge”. Não havia dúvidas: João Jorge e Apollonia eram os mesmos nomes que conhecera através do livro de Hunsche. O nome André Raupp também me era familiar, e, consultando pessoas mais idosas da família, estas me auxiliaram a confirmar que, de fato, a pessoa batizada à qual o registro se referia era meu trisavô. O nome do padrinho, André também contribuiu para dirimir as dúvidas, pois, certamente, se tratava de um dos filhos do imigrante João Jorge Raupp sendo, portanto, tio do batizado.

 

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