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Município de Estrela. História e Crônica
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Município de Estrela. História e Crônica Lothar Hessel Há sítios no orbe terrestre como que predestinados para desempenharem determinada função na história da espécie humana. Uma conjunção de fatores como que os força a assumir um determinado papel no “grande teatro do mundo” e no qual homens e mulheres se movem como atores e espectadores ao mesmo tempo. Constantinopla, Lisboa e Rio de Janeiro, entre tantos outros podem ilustrar essa predestinação. Guardadas as proporções, se o enfoque recair apenas sobre a microrregião conhecida como Alto Taquari, Estrela foi e é um desses sítios de eleição. Quando em fins do século 18 os primeiros navegantes brancos se aventuraram rio acima, levando língua, bagagens e costumes portugueses, não houve local que tanto se impusesse para ser o centro propulsor da nova civilização, do que aquela colina verde- escura, com padrões milenares, à esquerda do Taquari. E assim aconteceu. Estrela veio a ser o município-mãe de todos os quantos hoje integram o Alto - Taquari, desde o de Lajeado à jovem, Colinas. E em duas ocasiões distintas tomou-se o ponto de encontro: de realidades diferentes. Na primeira delas, aí se encontraram três concorrentes étnicas, por ordem de chegada, os luso-brasileiros, os imigrantes alemães, os imigrantes italianos, esses se assentando ao norte, no atual município de Roca Sales. Na segunda oportunidade, já em nossos dias, foi Estrela a escolhida para sediar o primeiro entroncamento rodohidro-ferroviário do Estado e no qual os seres humanos passaram a encontrar-se montados em automóveis e lanchas, trens e rebocadores, ônibus, caminhões e jamantas, num espetáculo laborioso tão produtivo quanto o das primeiras gerações. |
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