Nanetto in meso i Bùlgari. Bilíngüe (Talian e Port.)

 

 

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Nanetto in meso i Bùlgari. Bilíngüe (Talian e Port.)

Antônio Baggio

O Jornal Correio Riograndense decidiu dar continuidade a algo que jamais deveria ter sido interrompido. Culpada a fatalidade, mas o tempo mostrou que o resgate se tornaria imprescindível. De modo jocoso proclamar que a aventura do imigrante italiano, a busca de superação, de glória, de liberdade, precisava continuar. Que o tipo de vida vivido por aquele que saltou o mar em busca da montanha ou do vale não podia ser varrido como pau de enchente. Que o trabalho não é tudo, mas que sem ele a mobilidade vertical ou o salto para o futuro não acontecem. Que a ninhada de filhos que enchiam casas e colônias da região nordeste do Estado devia contar pelo menos com um pouco daquilo que a palavra cocanha significava. A utopia é como as grandes águas. Atacada aqui arremete acolá e até as forças indômitas da natureza ela amansa e torna favoráveis. A Central Hidroelétrica de Paim Filho é apenas um exemplo. Até os índios são envolvidos na grande aventura de um mundo sem excluídos e sem desocupados que o homem da Península vai plasmando aos poucos. Jamais entreguista, jamais acomodado, jamais derrotado, apesar da natureza hostil, das carências e do despreparo geral. A superação, na linha da poupança, do empenho, da preservação dos valores, aqueles que a própria língua garante e aqueles que estão no modo de ser do homem da polenta, da reza na igreja e das mãos que não sabem parar. Osanas ao Nanetto redivivo, mais capaz, mais integrado, mais consciente, mais pronto a se refazer das rasteiras de qualquer tipo, ultrapassando os obstáculos que vetam a sua participação econômica a social. Nanetto, uma escola do passado para o homem do presente e para já posteridade, agora em livro bilíngüe, para divulgar melhor a experiência cultural de um povo que soube fazer de uma região inóspita e relegada um celeiro para a fome de muitos.

 

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