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Religião/Igreja/ Teologia/Filosofia |
ASCENSÃO DE JESUS AO
CÉU |
Urbano Zilles |
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A canção expressa os anseios dos jovens, suas ânsias de amor, seus
ideais políticos e sua busca de Deus. Ao redor do violão ou de alguns
violões, grupos de jovens reúnem-se para cantar suas alegrias e tristezas.
A canção é a linguagem mais viva e genuína dos jovens através da qual
manifestam o seu modo de pensar e ser, vibrando com todos os sentimentos e
afetos. Na liturgia, o canto tem o objetivo de marcar, com o ritmo, a
beleza e a harmonia musical, os momentos de vivência espiritual e
mística; fixar a mensagem fundamental com a música e a poesia;
ensinar a divina arte de rezar, cantando e louvando a Deus; realizar
a festa do encontro com Deus na comunidade
jovem. O cantar faz parte da celebração cristã. Sem o canto não
existe comunidade cristã, muito menos comunidade de jovens. Cantamos para
agradecer a Deus, para louvá-lo pelas coisas boas que Jesus faz e para
pedir que ilumine nossos passos no dia-a-dia da vida. O canto também
mostra que cremos em algo que transcende toda a realidade
terrena. Quando a assembléia se reúne para a liturgia, o Apóstolo Paulo
aconselha aos fiéis a juntos cantarem salmos, hinos e cânticos espirituais
(Cl 3,16), pois o canto constitui um sinal de alegria do coração (At
2,46). Por isso S. Agostinho dizia que “cantar é próprio de quem
ama”. Há um provérbio antigo que afirma: "Quem canta reza duas
vezes". Quem canta com piedade e vibração, certamente reza três vezes.
Mas, o canto é também uma poderosa forma de pregação. Na liturgia, o
cristão canta sua situação humana autêntica à luz do amor de Deus. O
canto, como expressão máxima de um povo em festa, é um elemento essencial
na celebração eucarística e em outras celebrações comunitárias dos
jovens. A música é a “alma” da liturgia. Por isso exige-se cuidado para a escolha de um repertório bíblico-litúrgico que expresse o verdadeiro sentido do mistério que se celebra. O canto não deve ser um show paralelo. Por isso exige que os responsáveis combinem as músicas previamente com o sacerdote que preside. Os textos dos cantos devem ser inspirados na Sagrada Escritura ou nas fontes litúrgicas, devem ser poéticos; as melodias acessíveis à grande maioria da assembléia; devem ser belas e inspiradas; a escolha dos cantos deve ser adequada ao momento ritual, ao tempo do ano litúrgico e suas festas. O grupo de cantores exerce um ministério litúrgico. Por isso, no desempenho de sua função jamais deve monopolizar o canto durante toda a celebração. O canto e a música estão a serviço da celebração litúrgica, e não vice-versa, devendo adequar-se ao rito e ao ritmo da celebração. |
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