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Povoadores de Antônio Prado |
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Como reconhecimento ao Município de Antônio Prado, onde,
de Povoadores de Antônio Prado, com relação de famílias chegadas em diferentes pontos do Estado e do País, no caso dos trentinos, é um registro inicial e provisório que poderá ajudar na elaboração de árvores genealógicas e histórias familiares. Nomes e sobrenomes foram transcritos consoante os documentos citados, razão de diferenças às quais se juntam, seguramente, equívocos de interpretação, devido à quase inelegibilidade de alguns registros. Espero que os leitores colaborem com emendas, acréscimos e correções (e-mail: freirovilio@esteditora.com.br; fone: 51-33361166). A história e os registros demográficos recentes, em andamento, não foram contemplados, privilegiando-se dados e registros do passado, que fazem parte do patrimônio histórico oral e/ou escrito. Minha gratidão a quantos colaboraram para a obra ser o que é, e a quantos colaborarem para ela vir a ser o que já devia ter sido. Porto Alegre, 20 de maio 2007. Frei Rovílio Costa.
In memoriam Agradecido a Deus, recordo as lições de vida que recebi
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APRESENTAÇÃO Acompanho o percurso das Edições EST, desde sua fundação, em 1973, com o lançamento de Psicologia da fraternidade religiosa, de autoria do seu próprio fundador, Frei Rovílio Costa. Com o Biênio da Imigração e Colonização, 1974-1975, floresceram publicações sobre as diferentes etnias constitutivas do Estado do Rio Grande do Sul, destacando-se a italiana, com sua história, língua e tradições. Para atender às numerosas buscas de origens, começou a Editora a publicar Registros Civis e Eclesiásticos, que foram dando embasamento à reconstituição de árvores genealógicas e à organização de documentação essencial para a cidadania italiana. Dentre as obras fundamentais, no caso da Imigração Italiana, estão as publicações de códices do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul: - 1. Registro dos Imigrantes do Núcleo Colonial de Nova Palmira: 1876-1879, 1989, com relação dos primeiros imigrantes entrados em Caxias do Sul. - 2. Gênesis: etnias do RS: 1891-2 (Códice C 197), 1993, com as entradas no Estado de imigrantes procedentes dos portos de Santos, Rio de Janeiro, Montevidéu e Rio Grande. - 3. Alfredo Chaves e seus Imigrantes (Códice SA 071), 1995 e Alfredo Chaves: imigração e povoamento 1886-8 (Códice SA 73), 1997, com Registro de imigrantes entrados nessa Colônia nas respectivas datas. Caxias do Sul tem relevância em relação a Antônio Prado, porque de Caxias começa migração de famílias para Antônio Prado; e Alfredo Chaves é colônia aberta concomitante a Antônio Prado. Povoadores da Colônia Caxias, de minha autoria com Rovílio Costa (2ª ed. 2002), baseia-se no recenseamento de 1884 e nos livros matrículas do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, com informações familiares, indicando Légua, Travessão e lotes de estabelecimento dos imigrantes. Sem me deter na obra As Colônias Italianas Dona Isabel e Conde d'Eu (1992), de Rovílio Costa, Luis Alberto De Boni, Nilo Salvagni e Élyo Caetano Grison, com os registros territoriais de Bento Gonçalves e Garibaldi até o recenseamento de 1920, aponto para uma obra também significativa para Antônio Prado - Povoadores das colônias Alfredo Chaves, Guaporé e Encantado (1997), baseada em registros paroquiais e públicos. Povoadores da Quarta Colônia, de José Vicente Righi, Edir Lucia Bisognin e Valmor Torri, 2001, e Gênese da Colônia Guarani (Códice SA 290), de José Newton Cardoso Marchiori, 2001, contemplam a imigração na região central do Estado e, agora, com Povoadores de Antônio Prado, de Rovílio Costa, 2007, conclui-se o mapeamento histórico-genealógico das colônias do nordeste do RS. Enfim, nestas e outras publicações da EST, estão
mapeadas cerca de 10.000, das 14.000 famílias italianas que, segundo
diferentes autores, teriam entrado no RS, de A família Prado tem destacada presença na história
de São Paulo e do Brasil. "Família de fazendeiros, políticos e escritores,
cujo patriarca foi o sargento-mor Antônio da Silva Prado nascido em
Portugal, e falecido Os filhos deste casal assinalaram-se na vida nacional, notadamente o Conselheiro Antônio da Silva Prado (1840-1929), Martinho Prado Júnior (1843-1906), Antônio Caio da Silva Prado (1853-1889), que faleceu como Presidente da Província do Ceará, e Eduardo Prado (1860-1901). Projetaram-se, também, os descendentes da quinta e sexta geração, Antônio Prado Júnior (1880 - 1955) e Fábio Prado, este nascido em 1887. Foram respectivamente prefeito do Rio de Janeiro (1926-19230) e prefeito da cidade de São Paulo (1935-1938), além do escritor Caio Prado Júnior,nascido em 1907. Antônio da Silva Prado, filho de Martinho
da Silva Prado e de Veridiana da Silva Prado, nasceu
Como político, foi deputado provincial, deputado geral e senador, já distinguido com o título de conselheiro e Ministro. Integrou o Gabinete conservador, de 20 -8-1885, cujo Presidente do Conselho de Ministros foi João Maurício Vanderlei. Ocupou a pasta da Agricultura, sendo na mesma, substituído por Rodrigo Augusto da Silva. No gabinete, de 10-3-1888, primeiramente respondeu pelo Ministério dos Estrangeiros e, depois, pelo da Agricultura. Foi um grande incentivador da imigração européia, buscando a substituição da mão de obra escrava pela dos imigrantes. De sua passagem pelo Ministério destacam-se três grandes relatórios referentes ao fenômeno da imigração. Como empresário, atuou nos mais variados setores da economia: plantação de café, criação de gado, construção de estradas de ferro, fundação de empresas comerciais, fundação de banco... Eis, cronologicamente, seus principais encargos: 1861,
forma-se na Faculdade de Direito de São Paulo; 1862, Delegado de Polícia
O nome sugerido para a Colônia foi Conselheiro Antônio Prado, que passou, depois, a Antônio Prado. Antônio da Silva Prado foi um diferencial na política brasileira de imigração e colonização, e o município de Antônio Prado é um diferencial na manutenção da herança imigratória no Estado. Caxias do Sul, 20 de maio de 2007. Prof. Mário Gardelin
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