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A coruja das Torres

Francieli Sgarbossa*

 

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Da espécie Tyto Alba, família titonídeos, e ordem estrigiformes esta ave é conhecida como coruja das torres.

Seu habitat predileto é nas orlas das florestas, ou nas clareiras e ainda, em territórios onde exista alternadamente uma vegetação cerrada e uma vegetação pouco densa.

 

EXPLORAÇÃO SILENCIOSA DO TERRITÓRIO

 

Cada casal permanece ao local de nidificação ocupando-o durante o ano todo, e não só no período de reprodução.

A densidade é influenciada pelas dimensões territoriais, encontrando-se cerca de 23 casais a cada 50 km na Escócia e 4 casais por quilômetro na Suíça.

De dia, como de noite, a coruja, voa atenta e silenciosamente, a fim de lançar-se sobre os pequenos roedores de que se alimenta.

As extremidades da bárbulas de suas asas possuem uma densa penugem assim, o impacto do ar contra as penas da ave em vôo não produz ruído.

A coruja das torres possui extraordinários dotes auditivos capaz de detectar a presença de um rato-do-campo sobre um tapete de folhas secas a mais de 100m de distância.

Sua visão é melhor nos períodos diurnos porque a luz diurna estimula a sua percepção cromática.

 

ALIMENTO PREDILETO

A técnica de ataque á presa consiste em: localizada com precisão a fonte sonora, a coruja pica silenciosamente

sobre o objetivo com as patas projetadas para a frente e as garras bem abertas. Logo que a presa é agarrada, as garras fecham-se violentamente, provocando a morte quase imediata da presa, que em seguida é engolida inteira. Se a presa é de grandes dimensões, a rapina mata-a com o bico afiado e despedaça-a antes de a consumir

 

AS BOLAS

Duas ou três vezes por dia, a coruja regurgita aquilo que os sucos gástricos não foram capazes de destruir das presas ingeridas. Esta massa consiste de pelos e de ossos, ou regurgitação, de cor cinza-escura raiada de negro toma o aspecto de bolinhas. Após a primeira caçada, a duas horas e meia para digerir, regurgita então a primeira bolinha a segunda caçada culmina com a expulsão de uma bola maior ao meio do dia, para regurgitar a coruja pousa sempre no mesmo poleiro.

 

OS RECÉM NASCIDOS

 

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Quando nascem os filhotes de coruja, parecem flocos de penas e pesam apenas uma dezena de gramas, mas o seu crescimento é rápido. O seu peso aumenta cerca de 10g por dia durante os primeiros 10 dias de vida e cerca de 15 g durante a segunda década. Nos primeiro 15 dias a fêmea continua a chocar as crias para as aquecer. Depois, quando os genitores se ausentam, as crias aconchegam-se umas ás outras para não desperdiçarem o calor. Por volta do vigésimo dia as penas começam a nascer e o peso da jovem rapina aproxima-se das 300 g.

Com 15 dias as crias conseguem engolir um rato-do–campo inteiro. A fêmea pode então ajudar o seu companheiro na procura do alimento das crias, que devoram cada uma 4-5 presas por dia.

 

SUA LOCALIZAÇÃO

 

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As corujas-das-torres são encontradas em todos os continentes com exceção da Antártida.

Além de alimentarem-se de pequenos mamíferos, a coruja também se alimenta de rãs, sapos, besouros, coleópteros e peixes.

 

UM SÍMBOLO ARCAICO

Para os gregos a coruja representava a deusa Atena. Para os Astecas, ela tanto era a companheira do deus dos Infernos como uma encarnação da note, da chuva e das tempestades. Na Europa ocidental, a coruja era freqüentemente imolada para exorcizar o demônio e era pregada na portas dos celeiros para afastar a má sorte ou na porta do celeiro do vizinho a fim de lhe trazer desgraça. Ainda nos nossos dias existem diversas etnias amerìndias que consideram a coruja como a divindade da morte e a guardiã dos cemitérios.

 

PREDADORES

A corja tem poucos inimigos, no entanto é caçada por outras aves.

Os mais ameaçadores são os corvìdeos e as rapinas diurnas

O uso indiscriminado de pesticidas, especialmente de raticidas, é a causa de uma diminuição drástica das suas presas, outro fator de mortes são os atropelamentos por automóveis.

 

 

 

 

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