Da
espécie Tyto Alba, família titonídeos, e ordem estrigiformes esta ave
é conhecida como coruja das torres.
Seu
habitat predileto é nas orlas das florestas, ou nas clareiras e ainda, em
territórios onde exista alternadamente uma vegetação cerrada e uma
vegetação pouco densa.
EXPLORAÇÃO
SILENCIOSA DO TERRITÓRIO
Cada
casal permanece ao local de nidificação ocupando-o durante o ano todo, e
não só no período de reprodução.
A
densidade é influenciada pelas dimensões territoriais, encontrando-se
cerca de 23 casais a cada 50 km na Escócia e 4 casais por quilômetro na
Suíça.
De
dia, como de noite, a coruja, voa atenta e silenciosamente, a fim de
lançar-se sobre os pequenos roedores de que se alimenta.
As
extremidades da bárbulas de suas asas possuem uma densa penugem assim, o
impacto do ar contra as penas da ave em vôo não produz ruído.
A
coruja das torres possui extraordinários dotes auditivos capaz de
detectar a presença de um rato-do-campo sobre um tapete de folhas secas a
mais de 100m de distância.
Sua
visão é melhor nos períodos diurnos porque a luz diurna estimula a sua
percepção cromática.
ALIMENTO
PREDILETO
A
técnica de ataque á presa consiste em: localizada com precisão a fonte
sonora, a coruja pica silenciosamente
sobre
o objetivo com as patas projetadas para a frente e as garras bem abertas.
Logo que a presa é agarrada, as garras fecham-se violentamente,
provocando a morte quase imediata da presa, que em seguida é engolida
inteira. Se a presa é de grandes dimensões, a rapina mata-a com o bico
afiado e despedaça-a antes de a consumir
AS
BOLAS
Duas
ou três vezes por dia, a coruja regurgita aquilo que os sucos gástricos
não foram capazes de destruir das presas ingeridas. Esta massa consiste
de pelos e de ossos, ou regurgitação, de cor cinza-escura raiada de
negro toma o aspecto de bolinhas. Após a primeira caçada, a duas horas e
meia para digerir, regurgita então a primeira bolinha a segunda caçada
culmina com a expulsão de uma bola maior ao meio do dia, para regurgitar
a coruja pousa sempre no mesmo poleiro.
OS
RECÉM NASCIDOS

Quando
nascem os filhotes de coruja, parecem flocos de penas e pesam apenas uma
dezena de gramas, mas o seu crescimento é rápido. O seu peso aumenta
cerca de 10g por dia durante os primeiros 10 dias de vida e cerca de 15 g
durante a segunda década. Nos primeiro 15 dias a fêmea continua a chocar
as crias para as aquecer. Depois, quando os genitores se ausentam, as
crias aconchegam-se umas ás outras para não desperdiçarem o calor. Por
volta do vigésimo dia as penas começam a nascer e o peso da jovem rapina
aproxima-se das 300 g.
Com
15 dias as crias conseguem engolir um rato-do–campo inteiro. A fêmea
pode então ajudar o seu companheiro na procura do alimento das crias, que
devoram cada uma 4-5 presas por dia.
SUA
LOCALIZAÇÃO

As
corujas-das-torres são encontradas em todos os continentes com exceção
da Antártida.
Além
de alimentarem-se de pequenos mamíferos, a coruja também se alimenta de
rãs, sapos, besouros, coleópteros e peixes.
UM
SÍMBOLO ARCAICO
Para
os gregos a coruja representava a deusa Atena. Para os Astecas, ela tanto
era a companheira do deus dos Infernos como uma encarnação da note, da
chuva e das tempestades. Na Europa ocidental, a coruja era freqüentemente
imolada para exorcizar o demônio e era pregada na portas dos celeiros
para afastar a má sorte ou na porta do celeiro do vizinho a fim de lhe
trazer desgraça. Ainda nos nossos dias existem diversas etnias
amerìndias que consideram a coruja como a divindade da morte e a guardiã
dos cemitérios.
PREDADORES
A
corja tem poucos inimigos, no entanto é caçada por outras aves.
Os
mais ameaçadores são os corvìdeos e as rapinas diurnas
O
uso indiscriminado de pesticidas, especialmente de raticidas, é a causa
de uma diminuição drástica das suas presas, outro fator de mortes são
os atropelamentos por automóveis.
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