ROVÍLIO COSTA

Homem, Obra e Acervo

Vania Herédia
&
Loraine Giron


Editado por
Suliani Editografia

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SUMÁRIO

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Introdução

1. Frei Rovílio

2. Imigração italiana

3. Identidade e cultura regional

4. Resenhas

5. Conversa com Rovílio Costa

6. Da terra nasce o homem

7. Acervo de Rovílio Costa

Referências

 

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  INTRODUÇÃO

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O presente trabalho apresenta ao público interessado pela imigração italiana no Rio Grande do Sul um retrato, ainda que incompleto, da vida, da obra e do acervo de Rovílio Costa. Não é por coincidência que Frei Rovílio homem, obra e acervo vem à luz em 2005, ano em que se completam 130 anos da chegada de numerosas levas de imigrantes europeus, em sua maioria italianos, para povoar parte do estado sulino. Foi de 1875 a 1914 – fase de ocupação das terras devolutas – que o governo brasileiro pôs à venda, sob a forma de lotes organizados (colônias), glebas contínuas. Muitas foram as terras ocupadas por agricultores pobres, expulsos de sua terra natal e que encontraram abrigo nas matas que cobriam as íngremes encostas do Planalto Meridional.

Esta pesquisa é resultado do projeto Identidade e Cultura Regional, ligado ao Programa de Pós-Graduação em Letras e Cultura Regional, da área de concentração Região e Regionalidade, ao qual o grupo de pesquisa Imigração, Cultura e Região, certificado pelo CNPq e coordenado pela Profª Drª Loraine Slomp Giron, está vinculado. A proposta do projeto é levantar e analisar a produção cultural da região, especificamente as histórias de famílias e outras que marcam a produção historiográfica dos descendentes de imigrantes italianos da antiga Região Colonial Italiana do Estado. Dentre os objetivos do projeto, estava o de levantar as fontes do acervo de Frei Rovílio Costa, motivo e causa desta publicação.

O presente trabalho constitui um esforço para compreender os nexos existentes entre os colonos e Rovílio Costa, da mesma forma que ele fez com os agricultores de origem itálica, aos quais deu voz e vez em suas muitas obras. Buscou-se dar a ele a vez e a voz, mas aquele que não quer ser ouvido e sim ouvir dificulta a empreitada. Por outro lado, falta às autoras aquela singeleza que marca Rovílio, que, protegido sob a capa de São Francisco, vacinou-se contra as vaidades acadêmicas, aquela prática do confessionário que obriga os pecadores a soltarem o verbo, aquele passado no Retiro, na grande, pobre e acolhedora casa de colônia pela qual passavam as tropas e nela encontravam pouso e abrigo. Dessa forma, ainda que carentes de suas qualidades, serão apresentadas as resenhas de suas obras fundamentais, a entrevista concedida por ele às autoras, um pouco do seu objeto de amor – os descendentes de imigrantes italianos –, e por último o acervo que criou e produziu ao longo do tempo e que doou ao Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, com exceção de muitas obras esgotadas. Este atualmente localiza-se no Memorial do Rio Grande do Sul, no último andar do antigo prédio dos Correios e Telégrafos, situado na Praça da Alfândega em Porto Alegre.

Este livro, com o arrolamento do acervo de Rovílio Costa, possibilita localizar as principais publicações da EST por ele organizadas e editadas. Ainda apresenta as resenhas de suas obras, a partir de suas temáticas, objetos e método. As obras de Rovílio são as únicas que trazem as singelas vozes dos colonos em suas histórias vividas e nas lembranças transmitidas de geração a geração.

 

 

 

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