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A Reforma no resto da Europa Ricardo Bergamini |
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Henrique
IV pôs fim à guerra religiosa mediante a assinatura do Edito de Nantes
(1598), que concedia aos huguenotes liberdade religiosa (permissão do
culto calvinista, exceto em Paris), além de direitos políticos. Nos
Países Baixos, o calvinismo conquistou as províncias setentrionais (que
formam a Holanda atual). Na
Escócia, diversos fatores propiciaram a Reforma: a iniqüidade do clero,
a cobiça dos nobres pelas terras da Igreja e a regência de Maria Lorena
(mãe de Maria Stuart), católica e francesa, odiada pela nobreza. Em 1557
começou uma revolta, mais tarde chefiada por um discípulo de Calvino, João
Knox (1505-1572). Knox liquidou o catolicismo e fundou a Igreja
Presbiteriana. O presbiterianismo infiltrou-se na Inglaterra, onde
enfrentou o anglicanismo. Na
Inglaterra o ambiente era propício às doutrinas protestantes, pois
perdurava a lembrança do movimento de Wiclif. Mas a Reforma inglesa foi,
principalmente, obra dos monarcas: Henrique VIII, Eduardo VI e Isabel. Henrique
VIII, agastado com o Papa por não obter o divórcio (queria separar-se de
Catarina de Aragão, a fim de casar com Ana Bolena), organizou uma igreja
nacional - anglicana – independente de Roma (1533). O chefe religioso
era o rei. Todavia, a nova igreja conservava, quase inteiramente, os
dogmas e o ritual do catolicismo. Eduardo
VI, filho de Henrique VIII, favoreceu a Reforma. Calvinistas e luteranos
espalharam-se rapidamente. A irmã e sucessora de Eduardo, Maria Tudor
(1553) tentou restabelecer o catolicismo. Mas não o conseguiu. Finalmente,
subiu ao trono Isabel (1558) – filha de Henrique VIII e Ana Bolena –
que organizou e impôs definitivamente a nova igreja anglicana, mistura de
catolicismo (na liturgia) e de calvinismo (nos dogmas). Isabel perseguiu
severamente os católicos e os verdadeiros calvinistas (puritanos).
(1)
– O vocabulário francês huguenot (eiguenot, em 15550)
deriva do termo alemão Eidgenossen (confederados), contaminado pelo nome
próprio Hugues (os patriotas genebrinos que combatiam o duque de Sabóia
eram chefiados por Hugues Besançon). |
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