20ª Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo
 

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20ª Feira regional do Livro de Novo Hamburgo

Frei Rovílio Costa, patrono

 

Nunca imaginei de ser escolhido para patrono da Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo, que comecei a conhecer e admirar mais, a partir do convite que me foi feito. Minha primeira percepção é que se trata de uma Feira que não se destina apenas a promover a distribuição e comércio de livros, mas que tem uma proposta de envolvimento cultural de uma região, a partir do livro, como produto cultural indispensável ao fluir sistemático da cultura.

Concomitantemente ao livro, ou tendo como desculpa o livro, percebi que Novo Hamburgo e os municípios da área do Vale dos Sinos, ao promoverem a Feira Regional do Livro, entendem fazer um trabalho de conscientização histórico-cultural da região. Com reverência à sua história, vida e cultura pròprias, quero homenagear cada um desses municípios: Campo Bom, Sapiranga, Araricá, Novo Hartz, Parobé, Dois Irmãos, Santa Maria do Herval, Morro Reuter, Ivoti, Picada Café, Lindolfo Collor, Presidente Lucena, Estância Velha, Portão, São Leopoldo, Porto Alegre, Nova Petrópolis, Gramado, Canela e São Francisco de Paula. Cada um de seus habitantes é tão importante como cada um dos municípios.

Se mais de trinta anos de minha vida os dediquei à edição de livros, auxiliando escritores e pesquisadores a elaborar suas obras, a organizar idéias e pô-las a público, fico mais do que feliz em participar de uma Feira que coloca em plano de igualdade o livro e o pensar a cultura como um todo.

Mais do que homenageado, sinto-me convidado a participar de uma nova forma de pensar, de pesquisar e de promover a cultura.

Na verdade, antes de ser homenageado, me sinto provocado, convidado e advertido por esta área cultural importante do Estado, a continuar lutando pelo livro, a fazer aquilo que ainda não fiz, e me dedicar mais aos municípios envolvidos por tão original iniciativa. E minha modesta colaboração não será minha presença eventual, mas continuada nesta área do Vale dos Sinos, colaborando imediatamente com significativo acervo para o Arquivo Municipal Regional de Novo Hamburgo. O povo faz documentos e os documentos nos remetem ao povo. Informação oral e escrita, pois, serão os dois pólos de nossa literatura e história, de nossa identidade, de nossas propostas de cidadania e humanismo ao mundo global que nos invade de todos os lados.

Não me sinto convidado a um comércio de livros e, sim, a uma Feira de pensamento, vida, reflexão e cultura. Por isto, os municípios que integram a Feira estão de parabéns pela iniciativa e eu, pelo convite. Não autografarei nenhum livro meu, para ter o prazer de apor minha mensagem e assinatura a qualquer obra que me for apresentada, felicitando a todos os autores que terão suas obras lançadas ao público nesta singular feira.

Os homenageados são primeiramente os mais de 2.500 autores, dos quais publiquei obras ou textos em minhas edições, ou em revistas, cadernos e livros quando atuava na Faculdade de Educação da UFRGS, centralizados na revista Educação e Realidade, que abriu novo caminho nos estudos pedagógicos e educacionais. Uma homenagem especial a todos os autores e obras que, no contexto da feira, vão chegar às mãos de um novo leitor. É o mundo que vai interagir, dialogar no contexto do Vale dos Sinos.

Aos comunicadores que deram alma à feira, através do quotidiano da mídia, nosso reconhecimento e apoio a toda a forma de jornalismo participativo, enquanto comunicam o pensar e o viver concretos de pessoas, famílias, grupos e comunidades. Às autoridades dos diferentes poderes, o reconhecimento por colocarem a cultura, através do livro, em lugar de primazia em nossos municípios.

Não me considero um escritor, nem me preocupo em sê-lo, porque cada um deve fazer o que gosta. Eu sou um frei capuchinho, gosto do que faço e confesso que nunca ouvi uma confidência, nem mesmo de uma criança, sem aprender alguma coisa importante e receber significativas lições de vida. Nós somos construtores de nossas vidas, a partir das propostas que Deus nos faz através dos irmãos aos quais servimos. Se alguém chega e diz:

– Frei, eu quero me confessar? Eu quero que Deus me perdoe, – esta pessoa está revelando seus propósitos, as intencionalidades de sua vida, seu ser e seu pensar, e se constitui um convite a sermos melhores.

E o escritor, seja poeta, historiador, ficcionista, filósofo, teólogo, historiador, antropólogo, pedagogo, psicólogo... faz, de sua obra, um sonho, uma utopia, em forma da coragem de pensar e escrever para comunicar. O escritor se desvela sem medo aos outros, aprova ou desaprova os comportamentos da sociedade. Tanto de uma como de outra forma, acena aos destinos do homem rumo à verdade e à felicidade.

Dar oportunidade ao escritor é dar oportunidade à criação, à tentativa de perenizar experiências humanas através da palavra escrita, é imortalizar as gerações para o futuro da humanidade. Escrever é um fazer que não se esgota na própria escrita, mas que inicia uma nova forma de vida de quem escreve, que se torna conhecido de quem não conhece; vizinho de pessoas distantes; morador de prateleiras ao lado de falantes de diferentes idiomas; pensado por pensadores de pensamento divergente; sonhador de sonhos que outros gostariam de ter sonhado; criador de mundos estranhos, possíveis ou imaginários; interlocutor com gerações passadas, que continuam vivas através de seus escritos, relidos e/ou reinterpretados.

O escritor é alguém que aposta e promove a criatividade, é como a criança que vive de eterna curiosidade, que envelhece sonhando e morre ressuscitando, como um mero jogo da vida e da história.

Então, ser motivo de homenagem a este sonho de humanidade que faz a vida dos escritores e pensadores é um privilégio, do qual há que se agradecer a Deus. Para ler precisa parar, harmonizar-se, olhar para o passado, empolgar-se pelo presente e idealizar sonhos para o futuro. O livro é participação, vida, calor, suor, sangue, luta, derrotas, vitórias, choro, lágrimas, gargalhadas, risos, preces, blasfêmias... É tudo isto ao mesmo tempo, porque são vidas traduzidas e multiplicadas através do papel escrito.

Ser pessoa transformada em livro é uma forma de clonagem que nem a ciência, nem a ética encontram nela contra-indicadores. Fortalece a quem quiser se fortalecer; engrandece a quem quiser se engrandecer; entristece a quem quiser se entristecer; enobrece a quem quiser se enobrecer; transcende ao além, sem abandonar o aquém, a quem lá quiser chegar e pousar.

O livro liga a palavra ao tempo cronológico, pessoal, temporal e histórico. É uma aparente prisão da palavra, com a fertilidade da liberdade, da participação, da busca do significado no curso da história lingüística. A palavra, que expressa uma vivência hoje, situa-se em tempo diferente no amanhã, com a possibilidade de comunicar os mesmos sentimentos referentes ao mundo, às pessoas e a Deus. Não sofre a precariedade do material e do singular, porque o gênio do escritor ingressa no universo das idéias e do pensamento e se torna patrimônio cultural da humanidade.

Da palavra divina Fiat, faça-se, brotou o cosmo, recebendo seu primeiro e único príncipe, o homem, que a Divindade criou à sua imagem e semelhança. Nem o abuso do poder natural do príncipe da criação frustrou o plano da Palavra criadora. Deus recuperou a dignidade de seu príncipe encantado, derramando-se em prodigalidade através de seu Verbo, feito natureza humana.

Feira do livro é festa da palavra, do pensamento e da história; festa do sonhar, do viver, do fazer e do crer.

O ato de ler abre os horizontes da própria identidade ao finito cósmico ou ao infinito transcendente. Aproxima ou rebela, constrói ou destrói. É sempre uma auto-recriação. O ato de ler é um ato de coragem de acolher o diferente, entendê-lo, assimilá-lo ou refutá-lo, desencadeando uma nova dinâmica de auto-análise e autocrítica na essencialidade do próprio eu.

Novo Hamburgo e os municípios do Vale dos Sinos, nesta Feira Regional do Livro, está dizendo que é o centro e o pólo do mundo através do livro, da palavra escrita, da arte de dizer e escrever. E pode, depois deste êxodo de si mesma para o ingresso em outras culturas e formas de cidadania, dizer com o criador: Fiat, faça-se um mundo novo e diferente, tão novo quanto o que aqui está nascendo.

A Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo e municípios do Vale dos Sinos contempla as etnias, com o lema: Presente de pai para filho.

Etnia é uma palavra estranha, de origem helênica, diferente, exatamente porque traduz o diferente. Os diferentes grupos, os diferentes povos, que fazem desta região o caleidoscópio ecumênico das etnias, das culturas e das religiões. E aqui quero prestar uma homenagem ao Pastor Bertholdo Webber, falecido a 20 de fevereiro de 2002, exemplo de caridade e espiritualidade ecumênicas.

A partir do indígena magnânimo que nos prodigalizou, embora à força, o solo que habitamos, das correntes migratórias todas, no intercâmbio intra e interétnico, formou-se um caleidoscópio de culturas.

No mundo global, o que mais está a perigo é a identidade étnico-cultural. E este perigo não precisamos temer, se comprometidos em continuar vivendo e promovendo o patrimônio étnico cultural de que somos herdeiros.

Embora a Região do Vale dos Sinos fosse inicialmente uma área de colonização germânica, hoje ela é sempre mais uma referência para a definição étnico-cultural, em intercâmbio dinâmico com as demais etnias constitutivas da cultura sul-rio-grandense e brasileira, que sempre mais se define por experiências culturais diferenciadas intra e interétnicas.

A força da palavra diferente, falada e escrita, ultrapassou o tempo, superou as possíveis perdas por deslocamentos e por constantes migrações ao local sonhado para viver e trabalhar, levando a todos os recantos o poder do gosto pessoal, identificado com o leite materno, continuado e prolongado na vida das pessoas através do próprio cardápio verbal e cultural.

Se ontem se dizia, em sentido genérico e frio: sou indígena, luso, açoriano, germano, ítalo, espanhol, franco, israelita, russo, polaco..., hoje o acento vai para a cultura que a palavra originária manteve viva. A palavra que transportou costumes familiares, a partir de família, do vilarejo, da comuna, da província, da região, no caso dos italianos, por exemplo.

Hoje somos culturas diferenciadas, formando uma harmônica cultura multi-étnica sul-rio-grandense, e crescentemente também brasileira. As peculiaridades culturais, resultantes de cada etnia fazem do Rio Grande do Sul um Estado de culturas italianas, alemãs, lusas, indígenas, negras... que suportam as singularidades e identidades municipais, ecumenizadas no linguajar do gaúcho brasileiro.

O maldito provincianismo que particularmente a Europa nos legou pelas diferentes etnias imigrantes, hoje é o bendito provincianismo, porque é o tempero do cultural global, o ingrediente e o fermento da identidade e da beleza das diferenças culturais.

Partindo da idéia de provincianismo, próprio da situação pobre donde vieram nossas etnias, do fechamento compulsório entre si, o lema desta feira, – Presente de Pai para filho, – nos desvela a inestimável riqueza cultural, conseqüente de tradições sólidas intra e interétnicas. Grupos de mesma etnia, mas de culturas diversificadas, devido ao bendito provincianismo, constituíram entre nós modos de viver, de fazer, de falar, de pensar, de crer de comer e divertir diferentes, por isto as festas da uva, do vinho, do queijo, da batata, do kivi, da cenoura, da bergamota, da laranja, da maçã, da polenta, do podim, da rapadura, as sagras e kerb... não são festas de todos os municípios, mas daqueles que desenvolveram a referida expressão cultural, com peculiaridades entre e dentro das mesmas etnias.

A tradição familiar do falar, do fazer, do comer, do divertir, do imaginar, do rezar e do festejar serão sempre mais ingredientes específicos de cada etnia que constituem a cultura sul-rio-grandense e brasileira.

A Feira Integrada do Livro de Novo Hamburgo, com seu lema Presente de pai para filho, está promovendo um princípio cultural e educacional abrangente, que considera o particular no universal, que remete à personalização da educação e da cultura, que reconhece a cada pessoa o direito de se expressar de sua forma existencial e cultural própria. É a cultura e a educação emergindo de uma espiral cuja base é a pessoa em família, com sua própria história, cultura e tradição, para uma sociedade cultural que a todas e cada uma contemple como indispensáveis à cidadania.

A experiência anterior e a iniciada em 1824, com o ingresso da Imigração Européia, conjugadas, formam nosso modo particular e peculiar de identidade, pelos quais somos chamados a falar e nos diferenciar do resto do mundo.

Tenho certeza que os caminhos da cultura e da educação serão diferentes no Estado e no País, depois da 20ª Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo e dos municípios do Vale dos Sinos.

Porto Alegre, 25 de julho de 2002, dia do imigrnte

Frei Rovílio Costa – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 

Curriculum Vitae

ROVÍLIO COSTA

 

1. Dados pessoais

Rovílio Costa nasceu em Veranópolis a 20-8-1934, filho de Amilcare Costa (filho de Giàcomo Costa e Rosàlia Ponzoni, imigrantes cremoneses, de San Martino nel Lago e Cingia de'Botti respectivamente) e Maria Moretto (filha de Giuseppe Moretto e Angela Coldebella, de Pàdova e Treviso respectivamente).

Portador dos documentos: Identidade n. 4004891281; Título de Eleitor: n. 5495304/34, 113 Zona, Secção 257, Porto Alegre-RS; Certificado de Reservista, 3ª categoria, n.180165, Série B; Carteria Profissional n. 82975, Série 139; CIC 102861360 15; PASEP n. 10066546637; Registro de Professor no MEC: L, n. 13972.

Endereço: Rua Veríssimo Rosa, 311. Fone/Fax (05l) 3361166. 90610-280 Porto Alegre-RS. Brasil. e-mail: rovest@pro.via-rs.com.br.

2. Instrução

Fundamental: I Grau: Seminário Seráfico São José, de Veranópolis-RS: 1947-1950; II Grau: Seminário São Geraldo, de Ijuí-RS: 1951-4.

Graduação: Curso Seminarístico de Filosofia: Convento São Boaventura, Marau-RS, 1956; Curso Seminarístico de Teologia: Escola Superior de Teologia São Lourenço de Brindes, 1960; Licenciatura em Filosofia: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, Ijuí-RS, 1970; Licenciatura em Pedagogia: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, Ijuí-RS, 1971.

Especialização: – No Colégio Máximo Cristo Rei, de São Leopoldo: Curso Christus Sacerdos, para Formação à Vida Religiosa, 1966. – Na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, de São Leopoldo: Curso de Psicologia Religiosa, 1961; Curso de Psicologia da Personalidade, 1961; Curso de Didática Aplicada, 1961; Curso de Dinâmica de Grupo, 1961. – Na Faculdade de Filosofia Nossa Senhora da Conceição, de Viamão-RS: Curso de Psicologia da Personalidade, 1962; Curso de Psicologia Diferencial, 1962; Curso sobre Transformação Social Contemporânea, 1962; Curso sobre fenômenos parapsicológicos, 1962; Curso sobre Ritmo de Urbanização, 1962; Curso de Métodos e Técnicas de Orientação Educacional, 1962; Curso de Filosofia da Linguagem, 1968. – Na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre-RS: Curso sobre Justiça Social, 1960; Curso de Atualização Pedagógica, 1971; Curso sobre Meios de Comunicação Social, 1974; Curso de Catequese e Orientação Religiosa, 1975; Curso de Liturgia, 1975. – Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre-RS: Curso de Orientação para diretores e secretários de Escolas de Comércio, 1962; Curso Especial de Estudos de Problemas Brasileiros, 1972; Curso sobre Cultura Italiana, 1991.

Pós-graduação: Mestre em Educação: Faculdade de Educação, UFRGS, Porto Alegre-RS, 1976; Livre Docente em Antropologia Cultural e Religiosa: Escola Superior de Teologia São Lourenço de Brindes, Porto Alegre-RS, 1977.

Extensão Universitária: No SESI, Porto Alegre-RS (POA): Curso de Formação Social, 1962, 1963. – Na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, de Ijuí-RS: Curso de Psicologia Social aplicada à Pastoral, 1969. – No Simpli Spelt, POA: Curso de Inglês falado Simpli-Spelt, 1959. – No Instituto Cultural Norte-americano, POA: Curso para Professores de Inglês, 1962, 1963. – Na Escola Pré-vocacional São Luís, de Ipê-RS: Curso de Cinema Educativo, 1965. – Na Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana, POA: Curso sobre Igreja no Mundo Contemporâneo, 1976, 1977. – Na CNBB, POA: Curso sobre Juventude e Dinâmica de Grupo, 1968. – Na AEC, POA, Curso de Psicologia da Espiritualidade, 1965. – Na PUC-RS, POA: Curso de Leitura Dinâmica, 1969; O Pensamento de Alceu Amoroso, 1975; I Encontro de Lazer e Recreação; 1974. – Na Faculdade de Filosofia Imaculada Conceição, de Viamão-RS: Semana de Teologia do Desenvolvimento, 1968. – Na Escola Carmen Viana, POA: Curso de dicção e declamação, 1969. Na Superintendência de Serviços Penitenciários, POA: Curso de Dinâmica de Grupo, 1969. – Na Província dos Capuchinhos, Caxias do Sul-RS: Curso para Educadores de Seminários: 1967-73, uma semana por ano – Na Associação Rio-Grandense de Análise Transacional, POA: Curso de Introdução à Análise Transacional e à Dinâmica de Grupo, 1974. – Na Academia Rio-Grandense de Letras, POA: Ciclo de Palestras sobre Literatura e História do RS, 1990. – No CIPEL, POA: Curso sobre RS: História e Cultura (palestrante), 1995. – Na Universidade de Caxias do Sul-RS: Simpósio Internacional sobre Imigração Italiana, 1996. – Nos eventos Raízes municipais: Raízes de Lagoa Vermelha (participante e palestrante), 1995 e 1996; Raízes de Vacaria (participante e palestrante), 1995, 1996; Raízes de Veranópolis (participante e palestrante), 1997; Raízes de Terra de Areias (Participante e palestrante), 1998. – Na UNISINOS, participante e conferencista no Curso Populações Rio-Grandenses e Modelos de Igreja (1997).. – No Seminário Nacional: Imigração Italiana, em Cachoeira do Sul, participante e palestrante, 1997. – Na Universidade de Passo Fundo: I Seminário Rio-Grandense de Cultura Italiana, 1998. – No Encontro Internacional La Valigia-1999 (participante e palestrante), em Romano d’Ezzelino, Vicenza, Itália.

3. Participação em eventos, congressos, semanas de estudos, concursos, distinções: – Encontro Regional de Desenvolvimento de Comunidades, SUDESUL, POA, 1969; I Seminário de Administração Escolar, Faculdade Porto-Alegrense, 1968; II Semana Sul-rio-grandense de Biblioteconomia e Documentação, UFRGS, 1970; Concurso de Habilitação para o Serviço Social, PUC, 1971; II Encontro de teleducação e universidade, URGS, 1973; Classificado com primeiro lugar no concurso para professores, FACED-UFGRS, 1973; Palestrante das Festas do Divino (Folclore), Caçapava do Sul-RS, 1996; Concours du Centenaire, da Rádio Canadá, 1967; I Encontro Sul-Rio-Grandense de Análise Transacional., PUC, 1973; I Congresso Interamericano de Psicologia Clínica, PUC, 1974; II Congresso Regional dos setores envolvidos na formação de recursos humanos, POA, MEC, 1974; Distinção no Concurso de monogrfias sobre Imigração Italiana, SEC/IEL, 1975; Projeto Escolas em Horário Concentrado, UFRGS, 1976; I e II Fórum de Estudos Ítalo-brasileiros,. Caxias do Sul-RS, UCS, 1976; Viagem de Estudos na Itália, Fondazione Giovanni Agnelli / Università di Padova, com autorização do MEC, anto letivo de 1994; Capítulos Provinciais da Província dos Capuchinhos do RS, 1968, 1969, 1971, 1972, 1975, 1978, 1981, 1984, 1987, 1990, 1993, 1996; I Simpósio sobre a Presença Italiana no Brasil, Fondazione Giovanni Agnelli, em São Paulo, em 1985 e em Vitória-ES, 1988; Semana de Estudos sobre a Presença Calabresa em Porto Alegre, PUC-RS, 1986; II Simpósio de Cultura e Imigração Italiana,. Florianópolis-SC, UFSC, 1987; Ciclo de palestras sobre História de Caxias do Sul,. Secretaria de Educação e Cultura de Caxias, 1987; V Encontro Estadual de Professores de Antropologia, São Leopoldo-RS, AESUFOPE / UNISINOS, 1987; Scalabrini tra Vecchio e Nuovo Mondo (participante e palestrante), Piacenza, Convegno Storico Internazionale, 1987; Pré-Conferência Brasileira sobre Imigração Italiana, São Paulo, Ministero degli Esteri de Roma, 1988; Pré-Conferência Americana sobre Imigração Italiana, Buenos Aires, Ministero degli Esteri de Roma, 1988; Pré-Conferência sobre Imigração Italiana da Região da Lombardia, San Pelegrino Terme (Bergamo) / Ministero degli Esteri de Roma, l988; II Conferenza Sull'Emigrazione Italiana, Ministero degli Esteri de Roma, 1988; I Colloquio sulle fonti per la Storia dell'Emigrazione Italiana in America Latina, Roma: Ministero per i Beni Culturali e Ambientali, 1989 (participante e conferencista); Giornata di Studio sull'Archivistica, Roma, Scuola Speciale per Archivisti e Bibbliotecari, 1989; X Simpósio de História da Imigração Alemã, Instituto Histórico de São Leopoldo, 1992; Semana Comemorativa dos 88 anos do Arquivo Público do RS (Conferencista), 1994; Semanas FestItália, de Serafina Corrêa-RS, sobre imprensa, língua e literatura vênetas no RS, semanas de 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997 (em Erechim); IX Fórum de Estudos Ítalo-brasileiros e Simpósio Internacional sobre Imigração Italiana (palestrante e participante), UCS, Caxias do Sul, 1996; Integrante de Bancas Examinadora de teses de Mestrado na UNISINOS (1997, 1998, 1999); na UFRGS (1999).

4. Participação em Entidades Culturais: Academia Porto-Alegrense de Letras, desde 1979; Grupo de Estudos da Fondazione Giovanni Agnelli, Torino, desde 1980; Sócio fundador do Instituto Genealógico do RS, desde 1985; Sócio Efetivo do Instituto Histórico de São Leopoldo, desde 1984; Sócio Honorário do Movimento de Defesa do Acervo Cultural Gaúcho, desde 1980; Academia Rio-Grandense de Letras, desde 1985; Academia Brasileira de Jornalismo, desde 1988; Sócio da Massolin de Fiori Società Taliana, desde 1989; Integrante do Conselho Estadual de Cultura do RS, desde 22-7-1992; Integrante do COCEP da UFRGS, 1993-5; Comissão Executiva dos 120 anos da Imigração Italiana no RS, UCS/Secretaria de Turismo, 1995.

5. Distinções. – Patrono do Salão de Atividades da GRAFOSUL, Porto Alegre (POA), 1980; Placa pela edição de mil obras, na Biblioteca dos Capuchinhos, POA, 1980; Medalha Ana Neri da Sociedade Brasileira de Educação e Integração, São Paulo, 1981; Medalha do Monumento Nacional ao Imigrante, Caxias do Sul,: Prefeitura Municipal, 1982; Patrono da Biblioteca Pública de São José do Ouro-RS, 1982; Medalha Simões Lopes Neto, Governo do Estado do RS, 1982; Cartão de Prata por serviços culturais, Veranópolis-RS, Prefeitura Municipal, 1983; Prêmio Ilha de Laytano, mérito literário, POA, Fundação Ilha de Laytano, 1983; Troféu Leone di San Marco, Venezia, Istituto Veneto per i Rapporti con i paesi dell'America Latina, 1984; Cidadão de Porto Alegre (Lei 5586, DO de 21-6-1985, p. 11); Honra ao Mérito de Articulista, Caxias do Sul, Correio Riograndense, 1986; I Bronsi di Riace, Catanzaro, Regione Calabria, Museo Nazionale, 1986; Distinção de Colaborador, POA, Fundação do Mundo Jovem (25º aniversário), 1963-87; Medaglia Congregatio Missionarium S. Carolo. Roma / Piacenza, Cúria Geral dos Carlistas, 1987; Medalha da Academia Brasileira de História, POA, UFRGS, 1987; Medaglia Regione Lombardia, Milano, Governo della Regione, 1988; Medaglia d'Oro Giovanni Martinelli, Lucca, Camera di Commercio, Industria Artigianato e Agricultura, 1988; Troféu Grazie Italie, POA, COEMIT, 1988; Ufficiale dell'Ordine al Merito della Repubblica Italiana, Roma, Presidenza della Repubblica Italiana, 1990; Medalha Comemorativa do I Encontro das Famílias Mantovanas do Brasil, São Paulo, 1990; Diploma de Benemerência da Massolin de Fiori Società Taliana, pela doação de uma biblioteca, 17-9-1990; Distinção Cultural da Câmara de Comércio Italiana, POA, 1993; Troféu Amigo do Livro, Câmara do Rio-Grandense do Livro, POA, 1996; Prêmio Literário Érico Veríssimo, Câmara de Vereadores, POA, 1996; Comenda Negrinho do Pastoreio, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, 1997; Medalha do Mérito Luiz Alexandre Compagnoni, da Universidade de Caxias do Sul-RS, 20-3-2002; Acervop das Etnias Frei Rovílio Costa, no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, para marcar a doação de sua Biblioteca Pessoal, com seis mil documentos, 20-5-2002, inaugurada em 7-6-2002.

6. Experiência Educacional e Docente – Professor Colégio São Boaventura de Marau-RS, 1959-60; Orientador Educacional e professor, no Seminário Seráfico Nossa Senhora de Fátima, de Ipê-RS, 1962-1967; Vice-Diretor e professor da Escola Superior de Teologia São Lourenço de Brindes, POA, 1970-8; Professor do Instituto de Teologia e Ciências Religiosas da PUC, POA, 1971; Professor da Faculdade de Educação da UFRGS, 1972-95; Professor dos Cursos do Convênio PREMEN/UFRGS/SEC, 1973; Professor do Curso de Treinamento do Ensino Supletivo, UFRGS / SEC-RS, 1973; Professor no Curso para professores de alunos com desvio de conduta, UFRGS / SECRS, 1983; Professor do X Encontro de professores de Psicologia do RS: ASPP, 1972; Coordenador de Grupos Penitenciários, Penitenciária Estadual do Jacuí-RS, 1969-75; Secretário do Conselho Provincial de Educação dos Capuchinhos do RS, Caxias do Sul, 1967-73; Integrante do Conselho de Meios de Comunicação Social, dos Capuchinhos do RS, Caxias do Sul, desde 1985; Participante do Projeto de Escolas em Horário Concentrado, Porto Alegre, FACED/UFRGS, 1976. Sacerdote, desde 1960, com atuação em obras sociais, assistenciais e religiosas.

7. Atividades Editoriais: – Consultor editorial da Editora Sulina, Porto Alegre (POA), 1962-76; Criador (1972) e Editor das Edições EST, POA, desde 1972; Editor da Revista Educação e Realidade, POA, FACED / UFRGS, 1975-1993; Articulista Semanal de Correio Riograndense, de Caxias do Sul, desde 1979; Conselheiro Editorial e articulista da Rivista Altreitalie, Torino, Fondazione Giovanni Agnelli, desde 1989.

8. Obras publicadas: – 1. Pela Sulina, Porto Alegre: Psicologia da fraternidade religiosa, 1973; Sociopsicologia, 1973, 1978; Personalidade e ciência social, 1974; Primado da pessoa na vida cristã, 1974; Imigração Italiana no RS: vida, costumes e tradições, 1975; Antropologia visual da Imigração italiana, 1976; – 2. Por EST Edições, Porto Alegre: Descrição dos antecedentes da delinqüência juvenil em Porto Alegre, 1976; Delinqüência juvenil: antecedentes, 1976; Os italianos do RS, 1980, 1982, 1984; Assim vivem os italianos, 3 v., 1982; Imigração Italiana: estudos, 1979; Práticas de comunicação, 1983; Imigração Italiana no RS: fontes históricas, 1988; Povoadores da Colônia Caxias, 1992; Povoadores da Colônia Caxias, 2ª edição, 2002. Colônia Caxias: origens, 1993; Colônias Italianas Dona Isabel e Conde d'Eu, 1991; Povoadores das colônias Alfredo Chaves, Guaporé e Encantado, 1996; Os capuchinhos do Rio Grande do Sul, 1996; Sacras e Profanas: Os povoadores de Cotiporã, 1998; Povoadores de Cotiporã: profanas e sacras, 2002; Raízes de Veranópolis, 1998. – 3. Pela RIOCEL: Far la Mèrica, 1991. – 4. Pela Fondazione Giovanni Agnelli, de Torino: Gli Italiani del RS, 1987;.La presenza italiana nella Storia e nella cultura del Brasile, 1990.

9. Seriados em periódicos: – Itália de nossos avós, de 1984-90; Vita stòria, canti e fròtole, desde 1979; Sabedoria popular, desde 1983, no Correio Riograndense, de Caxias do Sul. – Le nostre fameie, desde 1994, no Jornal Estafeta, de Veranópolis-RS. – Texto mensal sobre Cultura Italiana, no Jornal Insieme (transformado em Revista em novembro 2001), de Curitiba-PR, desde 1998. – Textos diversos, no Boletim Informativo da Massolin de Fiori, de Porto Alegre, desde 1985. – Textos diversos , na Revista da Academia Rio-Grandense de Letras, desde 1997

10. Artigos em revistas e jornais

Mais de dois mil artigos publicados, entre outros, nos seguintes periódicos: – de Porto Alegre, em Diário de Notícias, Zero Hora, Correio do Povo, Revista Educação e Realidade, Revista Teocomunicação, Revista da ESTEF; – de Caxias do Sul: Jornal de Caxias, Correio Riograndense, Folha Popular; – de Viamão: Revista Debates; – de Veranópolis, nos jornais Estafeta e Primeira Hora; De Curitiba. 1 Mais de uma centena de apresentações em obras de diferentes autores, e textos em coletâneas.

 

PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVO HAMBURGO

Secretaria Municipal de Cultura e Turismo - SECULT

Novo Hamburgo - Capital Nacional do Calçado

 

A 20ª Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo será realizada mediante parceria entre a Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo e a Câmara Rio-Grandense do Livro, no período de 15 a 25 de agosto de 2002, na Praça 20 de Setembro, com os objetivos básicos de popularizar o livro e fomentar a leitura.

Novo Hamburgo é o maior município do Vale dos Sinos, onde vivem 1,3 milhões de pessoas. Com sua posição geográfica estratégica e condições socioeconômicas culturais privilegiadas, transformou-se ao longo dos anos na metrópole da região. O fluxo contínuo de visitantes de outras cidades, em virtude, sobretudo, de sua intensa atividade comercial, faz com que os eventos que sedia contem com uma ampla área de abrangência.

Entre os municípios dessa área destacam-se Campo Bom, Sapiranga, Araricá, Novo Hartz, Parobé, Dois Irmãos, Santa Maria do Herval, MorroRreuter, Ivoti, Picada Café, Lindolfo Collor, Presidente Lucena, Estância Velha, Portão, São Leopoldo, Porto Alegre, Nova Petrópolis, Gramado, Canela, São Francisco de Paula.

Em sua 20ª edição, a Feira do Livro de Novo Hamburgo será de caráter regional, envolvendo todos esses municípios, que disporão de espaço para difundir sua cultura e, em especial, seus autores, mediante a participação em sessões de autógrafos, lançamentos de livros e city tour pela cidade.

 

HISTÓRICO

 

A primeira Feira do Livro de Novo Hamburgo ocorreu de 19 a 27 de novembro de 1982, na Praça 20 de Setembro e teve como patrono o Sr. Harry Roth.

Durante esta semana participaram 16 autores regionais, bem como atrações paralelas, e foi aplaudida pela comissão organizadora pelo sucesso obtido com a venda de 15.573 exemplares.

Da segunda até a décima sétima, as Feiras do Livro eram organizadas pela Secretaria de Educação, com uma proposta de trabalho a nível municipal e voltada à criança, tendo uma importante tarefa de formação de leitores, além de contribuir para o desenvolvimento de um público fiel às feiras.

Com a criação da Secretaria de Cultura e Turismo, a responsabilidade de realizar a Feira do Livro passou a ser desta secretaria, que resolveu transformá-Ia em Regional, tornando-a no maior evento cultural da cidade.

Hoje, às vésperas da 20ª Feira Regional do Livro, temos a satisfação de ter alcançado nossos objetivos com determinação e parcerias indispensáveis para a realização de qualquer projeto.

Integramos dezenove municípios do Vale dos Sinos e Região Serrana, envolvemos e aglutinamos toda a comunidade através de uma qualificação expressiva dos expositores, autores, bem como atrações paralelas de alto nível cultural, artístico e educacional.

 

Dados Coletados

 

Livros Vendidos Público Estimado Investimento R$

17ª Feira 7.689 20 mil 36.900, 00

18ª Feira 21.500 51 mil 40.000, 00

19ª Feira 55.000 100 mil 70.000 00

Considerada pela Câmara Rio-Grandense do Livro como sendo a 2ª maior Feira do Livro do Estado, temos a certeza de estarmos no rumo certo, crescendo de acordo com os anseios de nossa comunidade e contanto com um número cada vez maior de parceiros.

 

20ª FEIRA REGIONAL DO LIVRO

 

TEMA: Presente de Pai para Filho

 

OBJETIVOS:

 

– Popularizar o livro e fomentar a leitura.

– Divulgar autores e artistas gaúchos, em especial os do Vale do Rio dos Sinos e de outros municípios da área de abrangência da Feira.

– Capacitar professores e bibliotecários da área de abrangência com vistas ao incentivo da leitura.

– Envolver os estabelecimentos de ensino da área em um amplo programa pedagógico, tendo como ponto culminante a visitação à Feira.

– Revitalizar o mercado editorial gaúcho.

PERÍODO: 15 a 25 de agosto de 2002

HORÁRIO: 09h às 19h

LOCAL: Praça 20 de Setembro

EVENTOS PARALELOS: XXXVIII Festival de Coros do Vale do Sinos, III Seminário sobre Patrimôio Histórico-Cultural, sessões de autógrafos com escritores locais, regionais e nacionais, Festival de Dança; Teatro, Música, recreação, Museu, exposição de fotos e redação, jogos pedagógicos, hora do conto, oficinas circenses, palestras, oficinas literárias, exposição histórica dos municípios do Vale dos Sinos e região, city-tur, etc.

REALIZAÇÃO: Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo

PARTICIPAÇÃO: Fundação Cultural, SESC, Câmara Rio-Grandense do Livro

PATRONO: Prof. Frei Rovílio Costa

 


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