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Storia e Frotole |
Rovílio Costa / Arlindo Itacir Battistel |
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A
vida é uma grande história, feita de pequenas histórias.
Histórias
de encontros, de amizades, de lutas e esperanças de nossos antepassados, que
nos sonharam na sublimidade da união e do amor.
Histórias
de propostas, de convites, vocações, negócios, sociedades, acordos...
Histórias
impostas pelo arbítrio, pelo poder, pela sobrevivência, pela política, pela
dominação, pelos conflitos, pelas guerras...
Histórias
ilusórias, que estimulam e alienam por diferentes formas de consumo.
Histórias
do trabalho, da luta diária, mesclas de necessidades e ganâncias.
Histórias
do nascer, chorar, balbuciar, olhar, se encantar, engatinhar, caminhar, se
abraçar, lutar, rir, se divertir, cantar e sonhar...
Histórias
de medos, perseguições, doenças, mortes, infortúnios, acidentes,
desastres... próprias de quem não entendeu a beleza da vida.
Histórias
mortas de quem só fala em negócios, compromissos, trabalhos, ganâncias,
queixas...
Histórias
felizes e infelizes...
Todas
essas histórias buscam espaço na mente e no coração das pessoas, donde emana
a vida da própria história.
Mas
Deus fez o homem para fazer da própria vida uma grande história de vida.
É
das histórias de vidas, que são a vida da nossa história e cultura, que trata
esta obra.
Histórias
de vida como histórias de pessoas que contam suas vidas.
Falar
da beleza, do riso e do sorriso..., brincar, cantar, rir e pular... tudo, tudo
é vida, que se faz história de vidas.
Porque
a vida é uma história em construção, a criança começa brincando, olhando,
observando, personalizando objetos e coisas para depois sentir a diferença
entre as coisas e as pessoas.
Jogar,
realizar um esporte, dançar, inventar, dirigir, construir, fabricar, estudar,
navegar, sonhar... tudo é parte da vida, depende da inteligência, do treino e
da ação...
A
vida, porém, não se aprende, nem se treina, mas se vive.
A
criança vê, reconhece, brinca com objetos, mas vive do leite materno, se
satisfaz pela segurança do amor partilhado, que é o grande brinquedo da vida.
Não é o fazer, se preocupar, negociar, temer, injuriar, praguejar, o objetivo desta obra, mas o riso, a alegria, a surpresa, o canto, a prece... de quem se dá o prazer de viver convivendo, de falar amando, e de fazer da vida uma feliz história de vida.
Ao
nos perguntarem coisas aprendidas na escola, recordamos umas, esquecemos outras.
Ao nos perguntarem sobre fatos políticos, sobre acontecimentos mundiais,
recordamos uns, esquecemos outros. Os que recordamos nos impressionaram mais, os
que esquecemos pouco nos envolveram.
Se
nos perguntarem, porém, sobre nossos pais, avós, irmãos e amigos, nossas
histórias fluem, a voz se eleva, as lágrimas jorram, a emoção toma conta, e
a vida adquire seu sabor.
Ouvir
a vida dos outros é comunicar a própria vida.
Esta
obra são narrações, histórias, diálogos, relatos, contos, sonhos, mentiras
e aventuras de vida.
No
momento em que uma pessoa fala, ela comunica o que pensa, o que faz, o que
deseja, o que sonha, como resultado da história que viveu.
Nas
histórias de nossos antepassados, contadas com suas palavras originais, está a
marca de suas vidas, de seu trabalho, de sua dedicação, de suas esperanças e
de sua fé.
A
melhor maneira de amar a história de nossos antepassados é ouvi-los contar a
própria história.
O
melhor modo de amar a própria história é torná-la presente de alegria, de
sorriso e de amizade ao irmão.
Fazer
o mundo sorrir, sonhar e esperar é dar-lhe sentido de eternidade!