Mensagem aos amigos: 

ELE NASCEU NO LUGAR CERTO

Rovílio Costa

 

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Não havia lugar para Jesus nas hospedarias.

Que injustiça!

O Filho de Deus, o dono do mundo, o princípio e o fim de tudo, teve que recorrer a uma gruta para nascer?

Isaias anunciou a chegada da plenitude dos tempos como o momento em que o homem se deu conta das suas incoerências. De seu estado de injustiça.

O homem curtia a ânsia de uma solução que não estava a seu alcance.

Nem um homem idividualmente, nem todos os homens juntos poderiam construir a unidade e a salvação.

Só Deus, que criara o homem, o podia salvar. E foi o que aconteceu.

As hospedarias do coração humano não tinham ainda condições de receber o Salvador.

Apenas Maria, com seu sim, e José, entendendo que o sim de Maria era obra do Espírito do Senhor, estavam em condições de acolher o Cristo como Messias, em nome da humanidade.

Por que o lugar ideal de Jesus nascer foi uma gruta, entre animais?

A razão é simples, os animais indicam a natureza fora do homem, intocada e harmônica, como saíra das mãos do Criador.

Aquela natureza que o Criador confiara ao homem para ordenar. Mas o homem se equivocou em sua tarefa originária.

Deus, porém, não criou o homem para o abandonar, tanto que envia seu Filho, feito natureza humana, como libertador.

O homem, agora, pode usar sua liberdade, para construir, em Jesus Cristo, sua própria salvação.

A gruta de Belém, com sua própria natureza, com o boi e o burro, representava a harmonia do cosmo, uma harmonia que não existia no mundo dos humanos, devido ao pecado de origem.

Cristo, pois, que vinha restituir a harmonia entre os homens, é claro que devia nascer entre a harmonia da natureza, para ser entendio como resposta à angústia do homem que perdera seus rumos.

E o profeta Isaias preconiza o momento em que a humanidade vai amadurecer para a harmonia messiânica. Será quando a criança recém desmamada porá sua mão na cova da serpente, e esta não lhe fará mal algum.

A plenitude da resposta humana ao plano de Deus será a plenitude da harmonia entre os homens, e dos homens com a natureza e com Deus.

Se Cristo nascesse numa hospedaria, na pobreza e na simplicidade, não estaria, talvez, propondo-se, mas impondo-se como Salvador, a homens distraídos em seus negócios e afazeres, não menos incoerentes daqueles que o ergueriam no patíbolo da cruz.

Mas os homens precisavam saber com certeza que Ele veio, porque internamente o desejavam. E saber onde veio, para procurá-lo.

Uns foram à gruta, outros ficaram em suas casas. Duas ânsias e duas tentativas de resposta ao apelo do Verbo de Deus feito natureza humana.

Encontrar o Cristo no lugar físico de seu nascimento, foi privilégio para alguns. Encontrar Cristo no lugar onde ele quer nascer, é privilégio de todos.

Este lugar da verdadeira manifestação de Jesus Salvador é o coração humano. "O Deus desconhecido, que eu vos anuncio, já está presente no meio de vós", diz São Paulo.

Santo Agostinho é completo quando diz: "Quem te te criou sem ti, não te salvará sem ti."

Os homens precisam responder ao plano de Deus através de Cristo para participar do seu plano de salvação.

O Natal é o sim de Deus à humanidade pecadora, mas ansiosa da graça!

A salvação será o sim do homem à proposta de Deus em Jesus Cristo!

Porto Alegre, 16 de dezembro de 2001, data da celebração, no restaurante panorâmico da PUC, com 400 participantes, incluídos governador e autoridades do Estado, do Natal Insieme.