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A viga mestre do balanço de PagamentosDécio Pizzato | dbpizzato@cpovo.net |
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O legado maior deixado pelo Governo FHC foi o superávit de US$ 13,1 bilhões na Balança Comercial, o que representou um crescimento de 500% sobre o ano de 2001 e uma linha a ser seguida. O Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior, depois de 3 tentativas frustradas de pô-lo a funcionar, recebeu como seu dirigente o Embaixador Sérgio Amaral, que foi o grande condutor , que colocando-o no rumo certo fez chegar à esse excelente resultado. E, ao sair deixou para o seu sucessor um guia para orientação nas negociações internacionais de comércio. Este instrumento identifica e agrupa quatro tipos de cadeias, segundo impacto que possam ter em novos acordos comerciais. Dessas, existem as que já estão prontas para uma melhor integração comercial, e estão fadadas ao sucesso, mas por serem competitivas, enfrentam problemas de acesso a grandes mercados, estes protegidos pelas mais diversas barreiras, e por conseqüência deverão requerer alguns ajustes e medidas de reforço. As áreas siderúrgica e têxtil, pode-se citar como exemplo dessas indústrias. Já as cadeias química, petroquímica e bens de capital, são tradicionalmente deficitárias, e em havendo maior abertura comercial, sofrerão sérios riscos. Os componentes dessa área exigem mais tempo para se reestruturarem, e para serem fortalecidos deverão contar com políticas mais complexas. Para um terceiro grupo que reúne as industrias de móveis e cerâmicas, como destaques, dever-se-á elaborar políticas adequadas para aumentar a sua presença nos mercados. E por fim o quarto grupo é composto por empresas controladas pelo capital externo, e possuem características muito especiais, já que as suas estratégias fazem parte de um processo global que é definido fora do país. Esse estudo recebido pelo novo ministro, permitirá ver regras e estabelecer estratégias, dentro das normas de acordos regionais, bilaterais ou entre blocos, estabelecendo um calendário propício e de oportunidades para o país nas reduções tarifárias exigidas pelo comércio internacional, e que podem chegar de 10 à 15 anos no caso da futura Alca. Ou, seja permitirá fazer de forma precisa e prudente uma política de inserção internacional dos produtos brasileiros. No plano interno do país, esse estudo fornece informações preciosas para orientação de políticas de financiamento, de desenvolvimento de tecnologias a serem agregadas e de reorganizar as cadeias produtivas. Levando assim de forma natural ao desenvolvimento e crescimento econômico do país. Podendo ser acrescentado que por pressão da sociedade deverá atingir também o processo de formação universitária, concentrando mais conhecimento pratico nos cursos de graduação, onde docentes disponham de experiência profissional pela vivência do dia à dia, diminuindo a teorização repassada de livros, em sua maioria publicações originárias de culturas externas, que na maioria das vezes fracassam quase que imediatamente no próprio país do autor. Estabelecidas essas linhas básicas será possível manter a continuidade de superávites cada vez mais crescentes na Balança Comercial. Que como viga-mestre de sustentação do Balanço de Pagamentos levará a diminuição das taxas de juros externas, havendo queda na classificação de riscos, e menos necessidade de emissão títulos no mercado internacional para fechar as contas a cada ano. Assim, não é atoa que o novo ministro escolhido para essa área no novo governo, tenha sido o experiente empresário Luiz Fernando Furlan, dirigente de empresa com profundo conhecimento do comércio internacional |
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