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Pesquisa científica na universidade Urbano Zilles |
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O
que, nas últimas décadas, faz diferença nas universidades brasileiras
é, sem dúvida, o impulso à pesquisa e à pós-graduação. Sem a
pesquisa científica, artística, literária etc. não há desenvolvimento
duradouro de um povo. Na
área de pesquisa científica há alguns conceitos fundamentais: 1
– Pesquisa, em sentido lato, é a habilidade de aprender,
aprofundando e ampliando o conhecimento, que, como tal, deveria ser prática
habitual de todo o docente universitário e do aluno de graduação e pós-graduação. 2
– Pesquisa científica, em sentido restrito, é a busca e produção
de novos conhecimentos, através de projetos sobre assuntos determinados
com métodos adequados, por profissionais competentes na respectiva área. 3
– A avaliação de projetos de pesquisa científica, em sua essência,
deve basear-se em critérios de relevância e qualidade e
ser feita por comissões de pares internos e externos. 4
– Para a coordenação de um projeto, que pretenda receber apoio
de órgãos financiadores externos, em geral, exige-se a titulação mínima
de Doutor ou equivalente. 5
– Além da qualificação, exige-se que o pesquisador tenha ou
crie condições entre as quais merecem destaque o regime de trabalho,
biblioteca, laboratórios e equipamentos. Não cabe cobrar pesquisas
relevantes a quem dispõe menos de 20h/semanais para tanto, seja em
projetos de ciências básicas ou em suas aplicações. Por isso, o lugar
natural da pesquisa, nas universidades, são os programas de pós-graduação. 6-
Quando se quiser levar a sério a pesquisa na universidade, na
maioria das áreas, deve envolver estudantes de graduação, pós-graduação
e docentes, criando uma atmosfera de pesquisa que não só forma escola,
mas é o melhor caminho para a aprendizagem capaz de atualização
permanente. 7
– O professor pesquisador dever estar vinculado a linhas de pesquisa
em sua área. Por um lado, a pesquisa é o único caminho para a
autonomia de um povo; por outro, exige grandes investimentos. Não seria
justo que o resultado desses investimentos parasse em gavetas. Por isso
convém que seja publicado em revistas especializadas e, se possível,
indexadas para o conhecimento e a avaliação dos pares e, se for o caso,
encaminhado o registro de patentes no INPI. Neste sentido o pesquisador
deve ser avaliado por sua produção efetiva. 8
– O professor pesquisador deve buscar recursos externos para viabilizar
seu trabalho e o de sua equipe. Isso inclui bolsas de estudo e
equipamentos. Para isso pressupõe-se credibilidade conquistada e ampliada
através do número e da qualidade de sua produção, num processo
continuado e em diferentes funções desde auxiliar, co-responsável até
coordenador de um grupo. 9 – O processo brevemente acima esboçado faz com que surjam “núcleos ou centros de excelência”. Por núcleos ou centros de excelência entendem-se grupos de pesquisadores de comprovada competência, reputação técnico-científica reconhecida nacional e internacionalmente que promovem e ampliam o saber científico e tecnológico no país com o compromisso de compartilhar suas conquistas com outros grupos e colocando-as a serviço do desenvolvimento do povo. Enfim,
a experiência brasileira na pós-graduação, sob a liderança da CAPES,
está dando certo, tornando-se artigo de exportação. A pesquisa, com o
apoio do MCT, tem tudo para dar bons resultados. Por isso não deve ser
negligenciada.
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