Vale do Três Forquilhas. Imigração Alemã - 170 Anos

Vale do Três Forquilhas. Imigração Alemã - 170 Anos
Autor: Nilza Huyer Ely et al.
Formato: Brochura
Disponibilidade: Em Estoque
ISBN:
Preço: R$ 42,00
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O Ano de 1996 reporta a 170 anos passados, quando em 17 de Novembro de 1826, em algumas carretas de bois, chegavam a São Domingos das Torres, os primeiros imigrantes alemães que deveriam colonizar o Litoral Norte do Estado. Lá chegados, depois de muitos percalços, cansados e quase exauridos, de uma viagem desde São Leopoldo de barco até Capivari e daí em diante em carretas de bois, num lento caminhar pelos campos próximos ao mar, com a expectativa e a angústia de finalmente chegar à terra tão esperada e tão ansiada. Depois de muitos dias de viagem, finalmente chegaram, poderiam, por conseguinte, logo ser encaminhados aos seus lotes, esta era a sua expectativa.

O trabalho de medição foi mais demorado do que o almejado e para agravar o problema, chuvas intensas prejudicaram o assentamento de todos os colonos junto ao rio Mampituba, conforme o propósito das autoridades. Qual não foi a surpresa quando começaram a enfrentar a selva bravia e os passos de rio fundo. Grandes foram as frustrações, a desesperança, o sofrimento, a saudade da Pátria distante, fez com que algumas famílias abandonassem tudo e retornassem na busca de um lugar melhor, nas proximidades de São Leopoldo.  Os habitantes do Vale do Três Forquilhas sentiam-se como ilhéus, pois que de lá não havia meios para sair ou se comunicar com outras localidades, a não ser em lombo de mulas. Não fora a pertinácia, a tenacidade e a firmeza de propósitos, tão características dos teutos, não teria essa colônia logrado êxito. Precioso o trabalho do AHRS que traz a luz do conhecimento geral documentos que facilmente poderão ser acessados pelos pesquisadores, ávidos por conhecer mais e melhor os meandros da colonização alemã do litoral Norte do Estado.

Nele os pesquisadores terão documentos para abalizar os seus estudos, além de encontrarem inquirições já realizadas sobre a participação dos imigrantes teutos na preservação das fronteiras brasileiras, quanto da contribuição dos mesmos no desenvolvimento sócio econômico na importante pesquisa efetuada pelo pastor Elio Eugenio Müller. A transcrição da obra do ilustre tresforquilhense professor Leopoldo Tietböhl oportuniza ao pesquisador conhecer o quanto  o colono alemão, depois de ficar isolado, necessariamente se tornou fruto do meio, absorvendo hábitos e costumes já existentes entre a população local, com palavreado próprio e cuja expressões, tão características do interiorano, se vão perdendo no tempo. Oportuno e bem diversificado o conteúdo deste trabalho, atingindo, certamente, desde o pesquisador ao leitor comum, que identificará o linguajar corrente do tresforquilhense de então.

Ano: 1996

Edição: 1ª

Editora: EST Edições

Idioma: Português

Páginas: 180

Papel: Ofício

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