Grama humana. A grama do Senhor (Relato histórico sobre imigração italiana)

Grama humana. A grama do Senhor (Relato histórico sobre imigração italiana)
Autor: Remo Rômulo Farina
Formato: Brochura
Disponibilidade: Em Estoque
ISBN:
Preço: R$ 48,00
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Esta obra é o relato histórico de um grupo familiar de migrantes que, em 1886 partia da pequena Torricella del Pizzo, na região do Rio Po, a cerca de 20km da cidade medieva de Cremona, na Lombardia, norte da península itálica. Era constituído, na maioria, de pessoas de razoável cultura, que haviam frequentado escolas paroquiais e os mais jovens, liceu da vizinha cidade de Cremona. As famílias residiam em casas de tijolos à mostra, construídas por elas próprias em terras do senhorio, patrão compreensivo e bondoso.

Os maiores de idade exerciam seus conhecimentos em artesanato nas oficinas especializadas do nobre dono das terras, na produção de móveis de classe, peças de entalhe em geral, com que o senhorio supria lojas de Cremona e Milão. Trabalho que prestavam mediante percentagem sobre a produção pessoal e que mal dava para a subsistência familiar. Nessa época, a crise que assolava o norte peninsular refletia-se no comércio de móveis, baixando a receita e, em consequência, o resultado da pequena participação. E pairava no ar a ameaça de desemprego.

Empresas de transporte marítimo passaram a divulgar, na região, programas atraentes de emigração voluntária para as distantes terras da América do Sul, onde haveria trabalho, liberdade, independência, enfim cada qual seria dono de sua propriedade. Em conselho da grande família, foi resolvido tentar a nova vida em novo continente. E os chefes das várias famílias juntos, se dirigiam à sede da agência de uma grande companhia de emigração, inscrevendo-se para a aventura da travessia.

O livro se divide em três partes: a primeira relata, a partida, a longa viagem via marítima, os episódios desconcertantes a bordo; segunda parte versa sobre a chegada e a ambientação no meio social brasileiro, amigo e acolhedor, o reencontro de antigos companheiros, as novas amizades brasileiras, casamentos, nascimentos, amores e conforto e a terceira fala sobre a irrupção da Revolução Federalista de 1893, o sítio da sede da Colônia, combates, episódios sangrentos, trágicos e heroicos. No turbilhão dos acontecimentos, surgia uma jovem guerrilheira, que se destacava.

Na virada do século, reiniciou-se a peregrinação. Alguns descendentes mais novos, por motivos sentimentais e outros, retomavam a caminhada rumo a um fascinante horizonte de perspectiva infinita. Pareciam cumprir o preceito de um inesquecível ancestral. “A nós modestos trabalhadores migrantes, não ofuscam acenos de riquezas ou de poder, nem de imitar as árvores altaneiras em eterna disputa entre si e com as outras. Nada mais somos nem queremos ser do que a modesta grama do Senhor”.

Ano: 1998

Edição: 1ª

Editora: EST Edições

Idioma: Português

Páginas: 464

Papel: Ofício

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