Imigração e Ideologia. Reação do Parlamento Brasileiro à política de colonização e imigração (1850-1875)

Imigração e Ideologia. Reação do Parlamento Brasileiro à política de colonização e imigração (1850-1875)
Autor: Beatriz Maria Lazzari
Formato: Brochura
Disponibilidade: Em Estoque
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Preço: R$ 30,00
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Este trabalho examina a polêmica provocada no Parlamento brasileiro pela colonização e imigração europeia, no século XIX, detendo-se no período que medeia entre 1850-1875. Em 1850 é extinto o tráfico de escravos. Com este ato, a lavoura brasileira, baseada no latifúndio, na monocultura de exportação e no trabalho escravo, vê-se privada da principal fonte fornecedora de mão de obra. A crise das lavouras tradicionais (cana de açúcar, algodão, tabaco), motivada pela concorrência internacional e a crescente valorização do café, provocou um extraordinário desenvolvimento da lavoura cafeeira que traria para o centro sul a primazia econômica até então em poder do norte. O problema de mão de obra agrava-se de ano para ano, atingindo, em 1875, características de crise.

O presente estudo, obedecendo à ordem lógica do pensamento seguido na pesquisa, tem o seguinte desenvolvimento: um capítulo que trata do contexto sócio-econômico do período em questão e coloca em evidência a nova realidade brasileira, as adaptações da ordem senhorial e escravocrata aos novos padrões econômicos do capitalismo, a pressão do mercado externo, principalmente da Inglaterra, para acabar com a estrutura colonial através da supressão do tráfico de escravos, a mudança de mentalidade do fazendeiro de café e a consequente transformação da grande lavoura em uma típica variante da plantação tropical moderna, a posição do imigrante como trabalhador livre dentro da ordem vigente.

Outro capítulo examina a política de colonização e imigração, detendo-se na colonização oficial, em seus objetivos, sua estratégia, sua incompatibilidade com a ordem existente e a colocação da mesma a serviço da imigração para mão de obra na lavoura cafeeira; na política dos fazendeiros, o sistema de parceria, a sua repercussão negativa na Europa, os inquéritos oficiais, os relatórios enviados especiais da Suíça e da Alemanha e o interesse dos países europeus em dificultar a imigração. Estes capítulos servem de base para o estudo. O seguinte coloca em pauta a reação parlamentar à política de colonização e imigração, começa a delinear os interesses envolvidos na polêmica, denunciando a natureza ideológica dos argumentos.

E para finalizar o leitor encontrará o capítulo que se ocupa da ideologia latifundiária, núcleo nevrálgico e principal movente de toda ação aparlamentar e trata da argumentação usada pelos deputados em seus discursos: dos argumentos nacionalistas que, para uso e conveniência própria, servem para o que cada um desejava ou precisava que ele fosse; da ideologia escravagista, do clima; da religião oficial; da diferença de raças; da qualidade de imigrantes; da educação profissional como solução para o problema da mão de obra; do choque de interesses regionais entre o norte e o centro-sul e da colocação, em favor da ideologia latifundiária, dos fatores que geravam as dificuldades do Brasil em conseguir imigrantes.

Ano: 1980

Edição: 1ª

Editoras: EST Edições e UCS

Idioma: Português

Páginas: 134

Papel: Ofício

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